Terror em Série: Buffy, a mocinha além de seu tempo

por Hilda Lopes Pontes

Proveniente do filme homônimo, de 1992, Buffy, a caça-vampiros concluía a sua última temporada na televisão estadunidense há quinze anos. Após sete anos de exibição, ela se tornou uma das séries que mais moveu o público do mundo inteiro e ressignificou o pensamento não apenas sobre a ideia do que é ser uma caça vampiros, mas também a lógica da mulher protagonista, principalmente, em séries de televisão.

A produção se consolidou entre os jovens da década de 1990 trazendo uma lógica diferente do que se via anteriormente. O primeiro ponto notável é escolha da personalidade da personagem de Joss Whedon. Ele subverte a ideia da mocinha presente no gênero de horror, quando mostra que a, supostamente, frágil líder de torcida, pode ser muito mais do que isso. Ela pode saber lutar, amar seus amigos e ser inteligente e estrategista. Além disso, a jovem não é a primeira a morrer, como na maioria dos filmes de terror. Summers é popular, bonita e sem problemas aparentes para quem a olha de longe.

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Todos os casos que aconteceram no longa de 1992, trazem uma Buffy um pouco mais amarga e irônica por ter que se mudar de sua cidade e ir morar em Sunnydale,  um local totalmente novo e diferente. A garota precisa aprender a lidar com essa nova realidade e novos vampiros que surgem, cada vez mais fortes. Whedon queria trazer a ideia de que o colegial era o inferno, realizando com monstros materiais a metáfora sobre as dificuldades vividas pelos adolescentes, mostrando que, ainda com a vida povoada de demônios e vampiros, difícil mesmo era lidar com as inseguranças e transformações vividas no colégio.

A garota interpretada por Sarah Michelle Gellar, trouxe em seus conflitos e lutas, tanto físicas como éticas, amorosas e morais, um feminismo que não era visto até então. Ela se bastava, conseguia lidar com todos os obstáculos em seu caminho com habilidade e ainda salvava sempre seus amigos e todos da cidade. Para ela, ser badass não era complicado, o difícil era equilibrar suas atividades como caça-vampiros e, ao mesmo tempo, ter dilemas típicos de adolescente.

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Para além da quebra do estereótipo da mocinha do horror, a série também rompeu modelos do imaginário sobre vampiros. O visual, muitas vezes belo das criaturas, é equilibrado com feições demoníacas. Eles não são as duas coisas ao mesmo tempo; figuras carismáticas e atraentes, que se tornam assustadoras numa fração de segundos. Vale ressaltar que os vilões homens possuíam sempre uma ambição mal controlada e não conseguiam desvendar Buffy, ainda que ela sofresse com os mesmos. Já as vilãs eram sempre mais misteriosas, com razões bem construídas para fazer o mal, deixando a protagonista mais desestabilizada.

Foi em Buffy que também se inaugurou algo muito forte em relação aos ships. Existiam duas torcidas, deixando os fãs dividos entre dois vampiros que disputavam o coração da mocinha: Angel e Spike. O primeiro era conhecido por ter um bom coração, mas, cheio de conflitos por seus erros do passado, uma figura complexa, que fugia sempre com medo de voltar a ser o demônio que se tornou quando virou vampiro. Já Skipe, tem uma trajetória oposta à de Angel. Ele detesta Buffy e tem como sonho mata-la. Contudo, acontecimentos em seu caminho e muitas derrotas, vão tornando ele uma “pessoa” melhor.

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A noção do vampiro em Buffy é de um ser possuído por uma energia de um demônio, que retira da pessoa toda e qualquer bondade. Por isso, havia a divisão no fandom, pois quando Angel se tornava demônio amaldiçoado novamente, ele mostra um lado cruel e sem piedade. Contudo, Spike, ainda que embebido dessa energia maligna em seu corpo, conseguia ter sentimentos bons, ternos.

Essa dualidade dos homens na vida de Buffy termina deixando a garota sempre solitária e se sentindo confusa em relação ao amor, contudo, os interesses românticos influenciam de uma maneira correta na vida da heroína, não são um foco constante na narrativa. Os conflitos de relacionamento são, inclusive, usados como ponte para dramas maiores, envolvendo a segurança dos moradores de Sunnydale, por exemplo.

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Essa característica, reforça ainda mais que o interesse do seriado é contar a história de uma mulher guerreira, da escolhida para salvar o mundo, que tem problemas maiores do que somente pensar em garotos. A Buffy termina se tornando o exemplo de representatividade mais próxima do ideal, mostrando uma mulher que possui crises parecidas com a de qualquer adolescente, mas que podia lutar, ser forte , ser imbatível e que nenhum homem poderia vencê-la.

 

*Hilda Lopes Pontes é cineasta e crítica cinematográfica. Formada em Direção Teatral e Mestre em Artes Cênicas, pela Universidade Federal da Bahia, hoje, ela é sócia-fundadora da Olho de Vidro Produções, empresa baiana de audiovisual.

Samantha! – Primeira comédia brasileira da Netflix vale cada minuto

Por Enoe Lopes Pontes

Este mês, a Netflix trouxe para seu catálogo a primeira comédia nacional original. Entre trailers e chamadas duvidosas, havia algo na divulgação que despertava a curiosidade. Talvez fosse o carisma da protagonista ou o apelo aos anos 1980. O fato é que o seriado foi maratonado e você confere agora a sua crítica no Série a Sério!

Samantha! é uma sitcom praticamente comum. Poucas personagens, cenários, troca de figurinos e uma duração média de vinte minutos. Dirigida por Felipe Braga, o que muda aqui é o peso que a carga “dramática” ganha em alguns momentos, deixando com que ela flerte com o rótulo de dramédia também. Ainda assim, dentro das formalidades do gênero principal, a produção tem uma boa execução. Apresenta um texto com boas gags e situações e um elenco que consegue dar conta da comicidade ácida que o roteiro pede. Há um equilíbrio nas cenas entre qual será o ator com a piada mais forte e os que dão suporte para que a graça seja elevada. Há também um tom realista na interpretação que salta aos olhos os traços surrealistas da ações e do que está sendo dito.

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Dentro deste contexto, o maior destaque acaba sendo a contracena. Os olhares e gestos de quem está escutando as palavras do outro são o ganho cômico do seriado. Porque as frases sem noção de Samantha (Emanuelle Araújo) e sua família podem causar um impacto no espectador, porém a consciência dos absurdos proferidos em cada cena é o diferencial aqui. Eles vivem em um universo louco e sabem disso!

Além da parte engraçada, há um trabalho em trazer complexidade para personagens que são, teoricamente, grandes estereótipos. A atriz mirim fracassada, o ex-jogador de futebol que vira comentarista, a pré-adolescente ativista, o menino nerd, o tiozão fumante. A partir de alguns arquétipos, eles estabelecem quebras de expectativas na trama, para mostrar outras facetas destas pessoas. Um exemplo é o concurso de música no qual uma participante nada convencional acaba cantando no final do episódio.

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Outro detalhe que chama atenção na série são os cliffhangers. A estética meio caricata, beirando a um estilo de desenho animado mesmo, provocam o riso e podem deixar o público curioso. Apesar de funcionarem, na maioria das vezes, em alguns momentos eles parecem um pouco falsos, forçando a entrada de um novo conflito e a adição de outros indivíduos na história que não são sempre necessários.

Esta questão, na verdade, perpassa o seriado, pois algumas vezes entradas e saídas fáceis são escolhidas. Contudo, a forma como os caminhos são realizados fazem com que o conteúdo não seja comprometido. Pelo contrário, tornam a produção mais proveitosa. Um exemplo, (SPOILER ALERT!!!) é o reencontro da Turminha Plim Plom. Este ser o último desejo do falecido Cigarrinho (Ary França) entra na trama do nada, depois de vários episódios sem o falecido ser mencionado. A sensação é de que o roteirista precisava dos Plim Plom juntos outra vez e lembrou do tiozinho.

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Apesar de tropeços, a comédia tem mais pontos altos do que baixos. Um deles são as músicas divertidas e chicletes da bandinha mirim – que lembram bastante as canções do Balão Mágico. Além de ter questões técnicas bem realizadas, o discurso da série é bem desenvolvido e maduro dentro da trama. As reflexões sobre o sucesso, a fama, o uso das redes sociais, questões políticas, sociais e familiares estão todas presentes de forma aparentemente diluída, proferidas num tom jocoso ou ditas firmemente, mas como uma constatação certeira, sem pestanejar. Além, claro, de um easter egg no penúltimo episódio quando Dodói (Douglas Silva) está no banheiro com amigos e nas portas está escrito “Fora Temer” e “Out Temer”. Uma mensagem subliminar digna dos anos 1980!

Desta forma, Samantha! é uma opção leve e divertida, mas com toques politizados, o que deixa a experiência mais rica e dinâmica por desafiar o público a entender as referências e rir junto com eles. Com um elenco adulto afiado e crianças muito carismático o único defeito da série que fica gravado na memória é sua quantidade minúscula de episódios.

 

INDICADOS DO EMMY AWARDS 2018, SÓ VEM!

por Enoe Lopes Pontes

O “Haja Coração” do seriador começa agora!!!!!!!

Nesta quinta-feita, 12, a Academia divulgou os indicados da premiação mais importante da TV: o Emmy Awards. Sim! Este é o Oscar das séries, meus caros!! Entre a lista de indicados sempre aparecem nas categorias principais o drama, a comédia, a minissérie ou telefilme, os realities e os programas de variedade. O destaque deste ano é a veterana Game of Thrones, presente em vinte e duas categorias. Outro fator de destaque é a Netflix, que aparece em 112 categorias, contra as 108 da “rival” HBO. A cerimônia acontece no dia 17 de setembro e é exibida – no Brasil –  pelo canal TNT.

 

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Enquanto as emissoras disputam os lugares no pódio e nos corações do público, o Série a Sério traz a lista completa dos indicados, juntamente com os nossos nomes preferidos em cada categoria, em negrito!!! Confiram!

 

Melhor série dramática

“Game of thrones”

“The handmaid’s tale”

“Stranger things”

“The americans”

“The Crown”

“This is us”

“Westworld”

 

Melhor atriz em série dramática

Claire Foy – “The Crown”

Elisabeth Moss – “The handmaid’s tale”

Evan Rachel Wood – “Westworld”

Keri Russell – “The Americans”

Sandra Oh – “Killing eve”

Tatiana Maslany – “Orphan Black”

 

Melhor ator em série dramática

Ed Harris – “Westworld”

Jason Bateman – “Ozark”

Jeffrey Wright – “Westworld”

Matthew Rhys – “The americans”

Milo Ventimiglia – “This is us”

Sterling K. Brown – “This is us”

 

Melhor ator coadjuvante em série dramática

David Harbour – “Stranger things”

Mandy Patinkin – “Homeland”

Joseph Fiennes – “The handmaid’s Tale”

Matt Smith – “The crown”

Nikolaj Coster-Waldau – “Game of thrones”

Peter Dinklage – “Game of thrones”

 

Melhor atriz coadjuvante em série dramática

Alexis Bledel – “The handmaid’s tale”

Ann Dowd – “The handmaid’s Tale”

Lena Headey – “Game of thrones”

Millie Bobby Brown – “Stranger Things”

Thandie Newton – “Westworld”

Vanessa Kirby – “The Crown”

Yvonne Strahovski – “The handmaid’s Tale”

 

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Melhor série de comédia

“Atlanta”

“Barry”

“Black-ish”

“Glow”

“The marvelous mrs. Maisel”

“Curb your enthusiasm”

“Sillicon Valley”

“Unbreakable Kimmy Schmidt”

 

Melhor ator em série de comédia

Anthony Anderson – “Black-ish”

Bill Hader – “Barry”

Donald Glover – “Atlanta”

Larry David – “Curb your enthusiasm”

Ted Danson – “The Good Place”

William H. Macy – “Shameless”

 

Melhor atriz em série de comédia

Allison Janney – “Mom”

Issa Rae – “Insecure”

Lily Tomlin – “Grace and Frankie”

Pamela Adlon – “Better things”

Rachel Brosnahan – “The marvelous mrs. Maisel”

Tracee Ellis Ross – “Black-ish”

 

Melhor ator coadjuvante em série de comédia

Alec Baldwin – “Saturday night live”

Brian Tyree Henry – “Atlanta”

Henry Winkler – “Barry”

Kenan Thompson – “Saturda night live”

Louie Anderson – “Baskets”

Tituss Burgess – “Unbreakable Kimmy Schmidt”

Tony Shalhoub – “The marvelous mrs. Maisel”

 

Melhor atriz coadjuvante em série de comédia

Aidy Bryant – “Saturday night live”

Alex Borstein – “The marvelous mrs. Maisel”

Betty Gilpin – “Glow”

Kate McKinnon – “Saturday night live”

Laurie Metcalf – “Roseanne”

Leslie Jones – “Saturday night live”

Megan Mullally – “Will & Grace”

Zazie Beetz – “Atlanta”

 

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Melhor série limitada

“American Crime Story”

“Genius”

“Godless”

“Patrick Melrose”

“The alienist”

 

Melhor filme para a TV

“USS Callister” – Black Mirror

“Fahrenheit 451”

“Flint”

“Paterno”

“The tale”

 

Melhor ator em série limitada ou filme para TV

Antonio Banderas – “Genius”

Darren Criss – “American Crime Story”

Benedict Cumberbatch – “Patrick Melrose”

Jeff Daniels – “The Looming Tower”

John Legend – “Jesus Christ Superstar Live in concert”

Jesse Plemons – “Black Mirror”

 

Melhor atriz em série limitada ou filme para TV

Edie Falco – “Law & Order True Crime”

Regina King – “Seven Seconds”

Sarah Paulson – “American Horror Story”

Jessica Biel – “The Sinner”

Laura Dern – “The Tale”

 

Melhor ator coadjuvante em série limitada ou filme para TV

Brandon Victor Dixon – “Jesus Christ Superstar Live in concert”

Edgar Ramírez – “American Crime Story”

Finn Wittrock – “American Crime Story”

Jeff Daniels – “Godless”

John Leguizamo – “Waco”

Michael Stuhlbarg – “The Looming Tower”

Ricky Martin – “American Crime Story”

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Melhor atriz coadjuvante em série limitada ou filme para TV

Adina Porter – “American Horror Story”

Judith Light – “American Crime Story”

Letitia Wright – “Black Mirror”

Merritt Wever – “Godless”

Penélope Cruz – “American Crime Story”

Sara Bareiless – “Jesus Christ Superstar Live in concert”

 

Melhor ator convidado em série dramática

Cameron Britton – “Mindhunter”

Murray Abraham – “Homeland”

Gerald McRaney – “This is us”

Jimmi Simpson – “Westworld”

Matthew Goode – “The Crown”

Ron Cephas Jones – “This is us”

 

Melhor atriz convidada em série dramática

Cherry Jones – “The handmaid’s tale”

Cicely Tyson – “How to get away with murder”

Diana Rigg – “Game of thrones”

Kelly Jenrette – “The handmaid’s tale”

Samira Wiley – “The handmaid’s tale”

Viola Davis – “Scandal

 

Melhor ator convidado em série de comédia

Bill Hader – “Saturday night live”

Bryan Cranston – “Curb your enthuasiasm”

Donald Glover – “Saturday night live”

Katt Williams – “Atlanta”

Lin-Manuel Miranda – “Curb your enthusiasm”

Sterling K. Brown – “Brooklyn Nine-Nine”

 

Melhor atriz convidada em série de comédia

Jane Lynch – “The marvelous mrs. Maisel”

Maya Rudolph – “The good place”

Molly Shannon – “Will & Grace”

Tiffany Haddish – “Saturday night live”

Tina Fey – “Saturday night live”

Wanda Sykes – “Black-ish”

 

Melhor direção em série dramática

Jeremy Podeswa – “Game of thrones”

Alan Taylor – “Game of thrones”

Kari Skogland – “The handmaid’s tale”

Jason Bateman – “Ozark”

Daniel Sackheim – “Ozark”

Ross Duffer e Matt Duffer – “Stranger Things”

Stephen Daldry – “The Crown”

 

Melhor direção em série de comédia

Donald Glover – “Atlanta”

Hiro Murai – “Atlanta”

Bill Hader – “Barry”

Jesse Peretz – “Glow”

Amy Sherman – “The Marvelous Mrs. Maisel”

Mike Judge – “Silicon Valley”

 

Melhor direção em série limitada, filme para a TV ou especial de drama

Ryan Murphy – “American Crime Story”

Scott Frank – “Godless”

David Leveaux e Alex Leveaux – “Jesus Christ Superstar Live in Concert”

Barry Levinson – “Paterno”

Edward Berger – “Patrick Melrose”

Craig Zisk – “The looming tower”

David Lynch – “Twin Peaks”

 

Melhor roteiro de série dramática

David Benioff e D. B. Weiss – “Game of thrones” (“The dragon and the wolf”)

Phoebe Waller-Bridge – “Killing eve” (“Nice face”)

Bruce Miller – “The handmaid’s tale” (‘June”)

Matt Duffer e Ross Duffer – “Stranger Things” (“Chapter Nine: The gate”)

Joel Fields e Joseph Weisberg – “The americans” (“Start”)

Peter Morgan – “The Crown” (“Mystery man”)

 

Melhor reality show de competição

“American ninja warrior”

“Project Runway”

“RuPaul’s Drag Race”

“The Amazing Race”

“The Voice”

“Top Chef”

 

Melhor reality show

“Antiques roadshow”

“Lip Sync Battle”

“Fixer Upper”

“Queer Eye”

“Shark Tank”

“Who do you think you are?”

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Melhor apresentador de reality show de competição ou reality show

Ellen DeGeneres – “Ellen’s Game of Games”

Jane Lynch – “Hollywood Game night”

Heidi Klum e Tim Gunn – “Project Runway”

RuPaul – “RuPaul’s Drag Race”

Kamau Bell – “United Shades of America”

 

Melhor programa de variedades

“Full frontal with Samantha Bee”

“Jimmy Kimmel Live!”

“Last Week Tonight with John Oliver”

“The Daily Show”

“The Late Late Show with James Corden”

“The Late Show with Stephen Colbert”

 

Melhor direção de programa de variedades

Andre Allen – “Full frontal with Samantha Bee”

Paul Pennolino – “Last week tonight with John Oliver”

Carrie Brownstein – “Portlandia”

Don Roy King – “Saturday night live”

Tim Mancinelli – “The Late Late Show with James Corden”

Jim Hoskinson – “The Late Show with John Colbert”

 

Melhor programa de esquetes

“At home with Amy Sedaris”

“Drunk History”

“I love you, America”

“Portlandia”

“Saturday night live”

“Tracey Ullman’s Show”

 

Melhor especial de variedades

Cerimônia do Oscar 2018

“Jesus Christ Superstar Live in Concert”

“Night of too many stars”

Cerimônia do Grammy 2018

Cerimônia do Globo de Ouro 2018

 

Melhor direção em especial de variedades

Glenn Weiss – Cerimônia do Oscar 2018

Stan Lathan – “Dave Chapelle: Equanimity”

Michael Bonfiglio – “Jerry before Seinfeld”

Marcus Raboy – “Steve Martin and Martin Short: An Evening You Will Forget for the Rest of Your Life”

Hamish Hamilton – Show de intervalo do Super Bowl com Justin Timberlake

 

Melhor Documentário ou especial de não-ficção

“Jim & Andy: The Great Beyond – Featuring a Very Special, Contractually Obligated Mention of Tony Clifton”

“Mister Rogers: It’s you I like”

“Spielberg”

“The zen diaries of Garry Shandling”

“Ícaro”

 

Melhor ator em série de curtas de comédia ou drama

Alexis Denisof – “I love Bekka & Lucy”

DeStorm Power – “Caught the Series”

James Corden – “James Corden’s next James Corden”

Melvin Jackson Jr. – “This Eddie Murphy Role is Mine, Not Yours”

Miles Tagtmeyer – “Broken”

 

Melhor programa infantil

“Alexa & Katie”

“Fuller House”

“The Magical Wand Chase: A Sesame Street Special”

“A Series Of Unfortunate Events”

“Star Wars Rebels”

 

Melhor programa animado

“Baymax Returns (Big Hero 6: The Series)”

“Bob’s Burgers”

“Rick And Morty”

“The Simpsons”

“South Park”

 

Melhor programa interativo

“The Daily Show With Trevor Noah”

“Full Frontal With Samantha Bee”

“Last Week Tonight With John Oliver”

“The Late Late Show With James Corden”

“Saturday Night Live”

 

Terror em Série: os elementos do gênero em The Handmaid’s Tale

por Hilda Lopes Pontes*

 

Dede o dia 25 de abril, o canal streaming Hulu exibe a segunda temporada do seriado The Handmaid’s Tale. Com uma ambientação estilística muito específica – como cores e enquadramento -, a produção utiliza alguns elementos técnicos para criar um clima de tensão e medo. Pensando nisso, o Série a Sério abre sua coluna especial “Terror em Série” analisando os elementos do gênero em Handmaid’s.

O tom observando aqui já pode ser sentindo em seus primeiros minutos de projeção, no qual há um mundo distópico, com opressões vividas pelas mulheres moradoras do território que, um dia, foram os Estados Unidos. O universo baseado no romance homônimo da escritora Margaret Atwood, ganha tons de horror e uma ambientação que torna sua narrativa verossimilhante e bem embasada.

 

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Em seus primeiros enquadramentos, vê-se a protagonista June (Elisabeth Moss) fugindo com sua filha. Os planos são fechados, revelando pouco do entorno. Não se sabe ao certo quem está perseguindo sua família. Se estabelece ali um jogo entre a música e os planos, dando um ritmo acelerado para a cena. Entre acordes mais agudos, indicado perigo e uma cena repleta de cortes, nota-se um ambiente inóspito, deixando claro para o espectador que não havia saída para June.

É possível observar ao longo do piloto e de toda a série uma amplitude restrita do cenário. Ainda que existam planos mais amplos,  há poucas cenas que mostrem paisagens mais abertas.  Os enquadramentos são mais laterais e frontais, sempre retos e quase nunca se vê o céu desse novo país totalitário. Essa escolha da direção e da fotografia elucidam ainda mais essa clausura, essa prisão que as mulheres vivem.

 

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A série também traz cores fortes, vibrantes, como vermelho e azul, porém sem utilizar a saturação. Assim, os tons que poderiam passar leveza e até alegria, imprimem uma sensação de melancolia e reforçam a impressão de movimento retrógrado feito pelos radicais, trazendo em seus figurinos cortes e adereços que possuem cores para cada função das mulheres. As aias, vestem vermelho, que remete ao parto e são mais fáceis de ver ao longe, caso as mesmas fujam. As esposas, senhoras da casa, usam azul, remetendo à pureza e soberania e o verde e o marrom, também presente nas mulheres não férteis e nas mulheres mais velhas, trazem a esterilidade.

As casas também, umas do lado da outra, revestidas por muros e pedras e cores sombrias, formam uma possível sensação de que as mulheres vivem em gélidas masmorras, transfiguradas de lares. De maneira hiperbólica, os medos das mulheres são todos explorados, mostrando uma sociedade distópica, mas que, de certa forma pode traduzir a sociedade contemporânea. E a ambientação de terror vem pelos planos, pela música, pela geografia das cenas e escolhas de enquadramentos, já citados, mas também pela narrativa que não dá alívio para o espectador. A primeira temporada traz conflitos que vão progredindo lentamente, mas que são constantes.

 

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The Handmaid’s Tale tem uma trama concisa e sabe como jogar com a expectativa do espectador, traçando estratégias visuais e de narrativa que amedrontam, mas atraem quem assiste. É como o vermelho das roupas das aias, que, mesmo representando o perigo e o aprisionamento em que as mesmas vivem, as deixa chamando atenção, belas sem poder se esconder ou fugir de suas vidas sufocantes.

 

*Hilda Lopes Pontes é cineasta e crítica cinematográfica. Formada em Direção Teatral e Mestre em Artes Cênicas, pela Universidade Federal da Bahia, hoje, ela é sócia-fundadora da Olho de Vidro Produções, empresa baiana de audiovisual.

Top 5 – Melhores Sitcoms dos Estados Unidos

por Enoe Lopes Pontes

Sabe aquele dia melancólico ou muito cansativo? Ele pode ser rebatido com uma boa comédia! Ligar a TV ou afins, se jogar na cama, e curtir uma narrativa leve e engraçada, acabam salvando os dias difíceis ou apenas rendendo boas risadas para o espectador. Dentro da gama de séries cômicas existem as sitcoms*. Sim, aqueles seriados conhecidos por quase sempre terem uma risadinha no fundo – as chamadas claques. Mas, não é apenas isto que as definem.

As comédias de situação possuem aproximadamente 20 minutos, poucas personagens e cenários. As histórias deste tipo de enredo não pedem continuidade, mas alguns têm em quantidades variadas, a depender da escolha da equipe de criação. Ela pode existir de forma mais leve ou mais intensa. Algumas produções complexificam essa lógica, como é o caso de How I Met Your Mother, que exige um pouco mais do público, com avanços e retornos temporais, entre outras estratégias.

Sejam as mais tradicionais ou mais contemporâneas, as comédias de situação são uma ótima pedida! Pensando na alegria que uma sitcom bem realizada pode trazer, o Série a Sério lista agora um top 5 com as melhores opções para você!! Lembrando que o especial foi escolhido por nossos seguidores no instagram! Então, corre lá, fica ligado em todas as enquetes e vota!

CONFIRAM A LISTA AGORA!!

 

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5- I Love Lucy (1951-1957): Conhecida como a primeira sitcom da TV, a série trouxe consigo muitos dos elementos característicos do que conhecemos do estilo, como: uma duração de aproximadamente vinte minutos, as claques – sim, aquela risadinha e a palminha no fundo –, a quantidade restrita de cenários, figurinos e elenco, entre outras coisas. Inspirada no programa de rádio My Favorite Husband, o seriado era transmitido pelo canal CBS e mostrava o cotidiano do casal Lucy (Lucille Ball) e Ricky (Desi Arnaz). A dupla, também marido e esposa na vida real, dominaram a audiência por dois anos e ficaram entre os primeiros colocados no restante de período de exibição. Além disso, foram agraciados com quatro vitórias no Emmy Awards. Todos os louros de I Love Lucy fazem mais sentido quando o espectador tem contato com a produção. A dinâmica entre Ball e Arnaz é única! Os dois possuem um timing cômico afiado, provocando gargalhadas consecutivas no público. Este também é um mérito do texto ágil e certeiro. Pois, apesar das histórias de cada episódio serem simples – ainda mais se olhamos para elas em 2018 -, estas eram amarradas e sem  pontas soltas, criando toda a confusão necessária para criar o riso, mas sabendo como encerrar a peripécia ao final de cada transmissão.

 

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4 – Modern Family (2009-): Com uma base simples e tradicional de sitcoms dos Estados Unidos, a série inova e traz novos elementos para o gênero. Abordando o cotidiano familiar do patriarca Jay Pritchett, a história é contada com elementos do documentário, o que é chamado de “mocumentário” – do inglês to mock, em português “zoar”, que seria uma produção documental de “mentirinha”, uma brincadeira com o gênero. Além do estilo pouco utilizado em narrativas seriadas televisivas, a história traz uma família menos convencional ou, como já diz o título, mais moderna, podendo aproximar mais o espectador de sua realidade, mostrando as múltiplas possibilidades de amores e afetos. Jay tem filhos e netos biológicos do primeiro casamento e adotivos do segundo matrimônio, além dos genros, claro. Mas, o ponto alto de Modern é o roteiro que inicia com peripécias individuais, dividas em nos três núcleos principais, que vão se encontrando durante o episódio, até que o problema seja resolvido. A maneira como as confusões acontecem também valem a pena! A sagacidade da personagem Claire (Julie Bowen) em contraponto com as tolices de seu marido, Phil (Ty Burrel) deixam as cenas ainda mais engraçadas. Para arrematar, as relações entre as personagens são bens construídas. Entre rusgas e carinhos habituais entre parentes, o relacionamento entre cada membro dos Pritchett/Dunphy/Tcuher é desenvolvida ao decorrer da história. Modern Family está em sua nona temporada e já recebeu dezenove Emmy Awards e um Globo de Ouro. Esta também é uma razão para escolhê-la em uma boa maratona de final de semana.

 

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3 – How I Met Your Mother (2005-2014): Cinco amigos se divertem em um bar, ao som da narração do protagonista que conta como conheceu a mãe de seus filhos! Esta é a premissa da série How I Met Your Mother. Criada por Carter Bays e Craig Thomas (American Dad), a história do seriado parece simples, mas foram nove anos de muitas relações, conflitos e idas e vindas dentro da história. Não à toa,  o desfecho dela foi super polêmico para o fandom. Contudo, o mais interessante aqui é não é seu final e sim o caminho dela. Antes de mais nada, durante o texto foi dito que a uma das características mais comuns de sitcoms é a pouca continuidade entre um episódio e outro. HIMYM subverte isto e tem uma trama contada com mais prosseguimento que o padrão e com mistura de temporalidades. Como assim? Então, Ted Mosby (Josh Radnor) é um arquiteto, que mora em Nova Iorque e divide o apartamento com um casal de amigos. Além disso, tem uma crush e um amigo sem noção que sempre estão com ele. Para que o espectador descubra suas aventuras até chegar a “Mother”, a história vai e volta. Apesar de seguir uma cronologia majoritariamente fixa, os autores da produção vão deixando pistas do futuro e do passado que vão incrementando a narrativa. A questão das dicas, das fases da vida de Mosby e de seus amigos, é o ponto alto de HIMYM. Obviamente que para estar no terceiro lugar desta lista ela possui outras qualidades como: uma boa dinâmica do elenco – olhares trocados, gestos marcantes de cada personagem, a utilização dos objetos de cena -, as piadas vindas das mancadas de Ted, os cenários que casam com a personalidade das personagens, estes são alguns dos elementos que fazem as temporadas valerem muito!

 

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2 – Seinfeld (1989-1998): Uma série sobre “o nada”! Era assim que Seinfeld se intitulava nos final da década de 1980 e início de 1990. O protagonista, que dá o nome ao seriado, trabalha com stand-up comedy e vive situações loucas dentro de um cotidiano aparentemente comum. Mas, é justamente do que parece ser “normal” e corriqueiro que surgem as suas tiradas mais cômicas. Esperar na fila, fumar um charuto, passar o dia na praia, são inúmeras as situações tranquilas que os quatro amigos conseguem transformar em catastróficas. Ah! Outro detalhe bacana é que conforme a história vai avançando  e alguns easter eggs vão acontecendo. Detalhes sobre outras temporadas refletem nas posteriores! Lembrar da carteira que o pai de Jerry Seinfeld não conseguia encontrar é uma delas, por exemplo. O texto e o elenco principal se equilibram em qualidade, o que aumenta a graça para o público que vê as personagens se enrolando cada vez mais nas situações em que se enfiam. Além de toda a sua qualidade, a produção inspirou muitas outras sitcoms que viriam posteriormente!

 

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1 – Friends (1994-2004): Claro! Em uma lista de melhores sitcoms, comédias ou séries, Friends é um seriado que precisa aparecer. Com dez temporadas no currículo, o seriado contava a história de seis amigos que moravam em Nova Iorque e passavam por questões que envolviam trabalho, amores e amizade. A premissa, assim como nos casos anteriores, é simples. Contudo, a produção conseguiu que o público criasse um laço afetivo com a trama, o que gerou todo o grande sucesso que ela recebeu . O seu maior destaque era saber equilibrar com destreza as personalidades das personagens, que se completavam quando estavam juntas. Além disso, as temporadas mesclavam os conflitos e conquistas dos amigos, criando empatia pelas seis figuras em cena. Para completar, o seu teor cômico vai crescendo durante os episódios. Os autores – Marta Kauffman e David Crane – vão inserido novas gags e, ao mesmo tempo, utilizam aquelas já conhecidas pelo espectador, deixando camadas de comicidade dentro das piadas. Outro elemento é a utilização do espaço. Apesar de ter poucos cenários – traço comum em sitcoms – ações dentro do apartamento de Mônica (Courtney Cox) e de Joey (Matt le Blanc) dialogam entre sim e compõe com o que foi ou será debatido na cafeteria frequentada pelos jovens, o Central Perk. Os locais também possuem uma direção de arte singela, porém cuidadosa. Inclusive, muitos objetos de cena se transformaram em clássicos.

 

*Sitcom: Comédia de Situação

CRÍTICA 13 REASONS WHY

por Enoe Lopes Pontes

Nesta sexta-feira, 18, a Netflix disponibilizou a segunda temporada de 13 Reasons Why. Produzido pela atriz e cantora Selena Gomez (Os Feiticeiros de Waverly Place), o seriado voltou mesmo após deixar uma sensação de que o final do seu primeiro ano se bastava e dava certo encerramento para a história. O anúncio de uma continuação deixou dúvidas como: será que o retorno precisava existir? Qual seria o novo plot? A narrativa conseguiria manter o seu estilo e estrutura? Eles teriam fôlego para manter o enredo vivo e interessante até o final?

Com o lançamento da parte dois de 13 Reasons, as respostas  vieram com um feedback cheio de “Sims” e de “Nãos”. Primeiro, é preciso reconhecer que os roteiristas conseguiram trazer um bom motivo para a season 2: Olivia (Kate Walsh), mãe da Hannah Baker, decide processar a escola por não ter protegido sua filha corretamente, impedindo a decisão da jovem de encerrar a própria vida. Com o caso em julgamentos, muitos estudantes precisam depor e reviver tudo o que aconteceu no período crítico que trouxe a morte de Hannah.

Até aí tudo bem. A premissa faz sentido pensando-se no desfecho da temporada anterior. Contudo, o desenvolvimento da narrativa possui altos e baixos, típicos de muitas séries da Netflix que parecem mais que querem esticar a história para preencher a quantidade necessária de episódios do que, de fato, expôr acontecimentos relevantes para a trama. Talvez 13RW se fosse uma minissérie, com sete ou oito episódios, funcionasse mais e isto trouxesse uma dinâmica maior para o script. Isto porque os autores da produção preencheram muitos vazios com conversas do Clay (Dylan Minnette) com a Hannah (Katherine Langford) que não são fundamentais para movimentar a narrativa; ou, por exemplo, quando trata do relacionamento do garoto com uma nova namorada que, inclusive, é bem explorado até certa parte do enredo, mas é abandonado quando outros conflitos tornam-se mais importantes para a trama.

A sensação que o público pode ter é o da existência de um conflito principal bem desenvolvido – com detalhes sendo revelados aos poucos, estabelecendo a tensão necessária para a série e aumentando a complexidade das personagens e de suas relações – mas, com conflitos externos ao plot principal cheios de pontas soltas, que enfraquecem o poder da narrativa. O que vale destacar de positivo, no entanto, é o crescimento do desenvolvimento da personalidade das personagens e das relações que elas estabeleciam com Hannah. Comparando este ano com o anterior, os treze porquês ficam ainda mais compreensíveis! Além disso, alguns dos mistérios que envolvem o relacionamento dela com os colegas, professores e a família são revelados a cada episódio, mostrando que Baker vivenciou muitos momentos importantes e profundos com as pessoas que aparecem nas fitas e fora delas, dando mais sentido a relevância deste indivíduos no cotidiano da adolescente.

A forma como eles passam o bastão da história de Hanna para a próxima também é  realizada de uma forma bacana, porque a personagem vai crescendo dentro da trama aos poucos. As suas fragilidades, medos e sofrimentos vão sendo mostrados gradativamente, junto com a maneira como os adultos “ajudam” esta pessoa, até que ela chega no seu limite e não suporta mais tanto pesar. Bom, mas sem spoilers, não é verdade.

Se o leitor deste texto procurou ele para encontrar uma resposta para a pergunta: “devo ver a segunda temporada de 13 Reasons Why?”, o Série a Sério deixa dois conselhos: 1. Você está bem psicologicamente para ver os conteúdos exibidos em seriado que fala sobre bullying, suicídio, violência contra a mulher e ingestão pesada de álcool e drogas? Se sim, tudo bem, prossiga para a próxima questão! 2. Você curte muito 13RW e deseja saber quais os rumos que trama tomou e pode vir a seguir no futuro? Se sim, então vale a pena ver! Se não, se você só acha o seriado ok, corre para ver The Handmaid’s Tale, Gilmore Girls ou qualquer outra produção destas mais firmes, que estejam passando na TV convencional ou streaming.

 

TOP 5 – SÉRIES GIRL POWER

por Enoe Lopes Pontes

Representatividade! Ligar a TV, acessar o tablet, abrir o computador e se ver na tela é uma das melhores sensações que a recepção pode ter. Apesar de Hollywood ser uma terra dominada por homens – sobretudo brancos -, as produções têm apresentado uma maior quantidade de personagens de gêneros, etnias e sexualidades distintas. Obviamente, a igualdade não foi alcançada, ela ainda está muito longe. Contudo, vale celebrar e assistir aos seriados que trazem diversidade na equipe e em seus textos.

Pensando nisso, o Série a Sério traz agora uma lista com cinco séries mais Girl Power da televisão estadunidense. No top 5, foram consideradas a popularidade, o grau de representação na tela e o discurso das produções. Lembrando que o tema foi escolhido pelos leitores em nosso instagram! Confiram!

 

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5. Desperate Housewives (2004-2012): Exibida pelo canal ABC e criada por Marc Cherry (Devious Maids), a série é uma dramédia de mistério, na qual quatro donas de casa perdem uma grande amiga que se suicidou. Juntas, elas descobrem que existem motivos obscuros para a morte da tão querida amiga e passam a investigar os segredos que levam Mary Alice a tirar a própria vida. Além da qualidade técnica do seriado, que sabe dosar em cada episódio os momentos cômicos e trágicos, ter uma boa dinâmica no elenco e uma trilha que casa com a ironia que a produção busca passar, Desperate é puro girl power. Em 2004, o público teve contato com quatro mulheres fortes e donas de si que, apesar de em sua primeira camada, demonstrarem ser esterótipos femininos estabelecidos no imaginário da sociedade: a esposa perfeita e cuidadosa (Bree), a divorciada atrapalhada (Susan), a mãezona estressada, cheia de filhos travessos (Lynette) e a fútil (Gabrielle); eram muito mais do que isso. Durante as oito temporadas de Desperate Housewives estes arquétipos vão caído por terra e as moças vão demonstrando camadas profundas em suas personalidades, as dificuldades enfrentadas por serem mulheres, os dribles no machismo e a força guardada em cada uma.

 

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4. How to Get Away with Murder (2014-): Viola Davis é protagonista deste drama criminal, também exibido pela ABC. Davis interpreta a professora Annalise Keating, uma célebre advogada que precisa de cinco estagiários para trabalhar com ela em seu escritório. Obviamente, ela e os alunos escolhidos envolvem-se em crimes e situações tensas que vão se complicando cada vez mais a medida que a narrativa avança. O girl power está presente na produção tanto em Keating quanto nas figuras femininas coadjuvantes. São as mulheres que descobrem ou planejam as ciladas primeiro, que sabem se expressar melhor e movimentam a trama com mais complexidade e desenvolvimento. HTGAWM é um produto da Shondaland – empresa de Shonda Rhimes, criadora de Scandal e Grey’s Anatomy – e traz consigo uma qualidade presente nas obras da produtora: a diversidade étnica e a visibilidade gay. No caso de How to Get Away, a bissexualidade também está em voga, algo mais raro e muitas vezes tratado de maneira equivocada, como um fetiche ou uma confusão.

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3. Buffy – A Caça Vampiros (1996-2003): Poucas produções possuem um grau tão alto de girl power como esta série. A começar pela protagonista, Buffy Summer (Sarah Michelle-Gellar), uma jovem caçadora de criaturas sobrenaturais. A forma como a personagem é independente, firme e corajosa é uma inspiração. Construída paulatinamente com camadas de complexidades adicionadas a cada ano, sua postura de heroína só cresce dentro da história, chegando no ápice na sétima temporada, quando Summers já é uma mulher totalmente consciente e dona de suas ações. Outro destaque é Willow Rosenberg (Alyson Hannigan), que começa como uma menina ingênua e nerd, a jovem torna-se muito poderosa e determinada. Além disso, Willow é uma das primeiras personagens lésbicas assumidas da telvisão estadunidense e toda a sua trajetória até namorar uma mulher acontece com muita naturalidade e faz sentido dentro da trama. Por fim, é bacana falar sobre a presença de Joyce Summers (Kristine Sutherland), mãe de Buffy. Apesar de trazer um pouco do ideal de espírito maternal, aqui Joss Wheadon – showrunner* de Buffy – criou uma persona mais complexa. Joyce cria a filha sozinha e busca o melhor para ela, mas também tem vida própria e uma personalidade forte. Vejam bem, a produção começou em 1996, quando se era muito comum colocar senhoras rabugentas ou passivas nos enredos. Aqui não! Há fibra, garra e até participação direta em conflitos com mais ação. Na trama ainda existem coadjuvantes fortíssimas como Anya (Emma Caulfield) e Cordelia Chase (Charisma Carpenter). Por estes motivos e por ser muito divertida, Buffy – A Caça Vampiros vale muito a pena ser conferida.

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2. The Handmaid’s Tale (2017-): Fotografia, roteiro e atuações; a qualidade dos elementos técnicos da série já é um chamariz para o espectador. Contudo, a discussão que a produção provoca é ainda mais relevante. Baseado na obra homônima de Margaret Atwood, o enredo traz um mundo distópico no qual as mulheres são brutalmente escravizadas, violentadas e assassinadas. Nada é tão diferente do que a sociedade da vida real vive. O que a história faz é colocar uma lente de aumento nos maus tratos, no machismo, na homofobia e no radicalismo para que o público fique tão tocado e provocado que possa conseguir alcançar algumas reflexões, tais quais: qual o lugar que as mulheres ocupam de fato na sociedade? Quantas repressões elas vivem em seus cotidianos? O que lhes é tirado todos os dias? O que está acontecendo com cada uma delas neste momento? O discurso é potente e as ferramentas para contar as trajetórias destas figuras são muito boas. A segunda temporada já começou a ser disponibilizada pelo canal streaming Hulu. Corre!

 

Resultado de imagem para orange is the new black1. Orange is the New Black (2013-): Observando a quantidade de diversidade presente em Orange, já é possível compreender a razão dela ocupar a primeiríssima colocação da lista. O seriado, porém, vai além disto: há qualidade em sua representações. Inicialmente, o espectador é apresentado ao cotidiano de Piper Chapman (Taylor Schilling), uma menina branca de classe média dos Estados Unidos, que é sentenciada a quinze meses de prisão por envolvimento com tráfico de drogas. A sacada da produção de começar com uma jovem que se encaixa mais no padrão dos EUA e ir introduzindo os conflitos de mulheres de outras etnias e classes sociais, atrai o público diverso e segura o mais conservador. No final das contas, olhando para as cinco temporadas de OITNB, é possível encontrar também a sensibilidade para retratar estas figuras femininas encarceradas, seus conflitos, seus sentimentos, suas vidas dentro e fora da cadeia. Se você ainda não viu Orange, corre lá para ver!

 

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Outros títulos girl powers que valem ser conferidos: I Love Lucy, A Feiticeira, Jeannie é um Gênio, As Panteras, Charmed, Sex and the City, Gilmore Girls, Cold Case, The New Adventures of Old Christine, The Closer, Ghost Whisperer, Weeds, Grey’s Anatomy, The Comeback, Being Erica, Drop Dead Diva, The Good Wife, Body of Proof, Rizzoli & Isles, Revenge, 2 Broke Girls, Lost Girl, Veep, Faking it, The Fosters, Scandal, Supergirl, The Fall, Unbreakable Kimmy Schmidt, Jessica Jones, Crazy Ex-girlfriend, Big Little Lies, The Bold Type.

Santa Clarita Diet – O Retorno da Bomba

por Enoe Lopes Pontes

Nem só de cliffhanger vive uma série! Aliás, qualquer narrativa digna precisa de desenvolvimento, lógica e  coerência em todos os elementos que traga. Apesar de possuir bons desfechos em seus episódios, daqueles que deixam o espectador com vontade de terminar a temporada, o segundo ano de Santa Clarita Diet peca em saber manter o foco da trama e aproveitamento do plot .

Diferentemente da primeira parte de Santa Clarita, na qual as piadas e ações dramatúrgicas pareciam forçadas e deslocadas, aqui parece haver um esforço para que os conflitos menores se encaixem com a problemática geral: Sheila (Drew Barrymore), uma mãe do subúrbio dos Estados Unidos virou um zumbi e sua família deseja encontrar uma cura. Ainda assim, os realizadores deixam a sensação de que tem muita coisa ocorrendo ao mesmo tempo e o resultado acaba sendo o mesmo. Ok, todos os acontecimentos do roteiro acabam movendo o plot, contudo, a quantidade de personagens e “quiprocós” introduzidos retardam a resolução que a trama precisa, além de não trazer complexidade para o texto e ações.

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Um exemplo disto é o papel de Ramona (Ramona Young). Há uma inexpressividade desta figura, que parece ser algo demandado pela direção. Porém, ela não é apenas sem viço em sua interpretação, mas em sua própria participação na narrativa. Por que a jovem ganhou tanto espaço de cena se ela está ali apenas para revelar uma informação e sair? E se ela recebeu este foco, deveria ser mais bem explorada ou ter um desfecho menos apressado. Assim, como a moça, as escolhas de Victor Fresco (My Name is Earl) e sua equipe parecem todas apelativas e facilmente descartáveis.

No entanto, há uma qualidade nestes novos episódios que antes fora apenas rascunhado. Drew Barrymore (As Panteras) e Timothy Olyphant (O Maior Amor do Mundo) conseguem estabelecer uma boa dinâmica entre eles. O jogo, que é necessário que atores façam em cena, acontece em equilíbrio. É notável que eles estão conectados, pois a dupla traz no subtexto que há um entendimento forte entre o casal, através de olhares e gestos que dispensam palavras – o que pode ser que salve mesmo, visto que o texto é tão apelão -, além da constante troca entre agitação e tranquilidade das personagens que os dois dosam entre si, deixando que o espectador consiga fruir mais os acontecimentos e respire entre um frenesi e outro.

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Ainda que uma relativa melhora tenha acontecido em Santa Clarita Diet, a série continua pecado em diversos fatos, incluindo ser uma comédia que não tem graça. Agora, resta esperar para ver se o conflito será finalmente resolvido ou a Netflix vai cair em si e cancelar esta produção.

 

TOP 5 – MELHORES SÉRIES DA HBO

A Home Box Office, mais conhecido como HBO, é um canal de televisão por assinatura, dos Estados Unidos. Criado em 1972, ele mudou o olhar da crítica e do público para o mundo das séries. Com mais liberdade na pré e pós-produção, ele toruxe para o mercado produções ousadas, tanto na parte técnica quanto no discurso. Pensando nisso, o Série a Sério traz agora uma lista com os melhores seriado da HBO. Lembrando que o top 5 foi votado em nosso instagram: @serie_a_serio.

 

AS CINCO MELHORES SÉRIES DA HBO

 

 

5 – Big Little Lies (2017-) – com um elenco repleto de estrelas como Nicole Kidman e Reese Witherspoon, a série é baseada no romance homônimo de Liane Moriaty e adaptada por David E. Kelly (Ally McBeal). Com um tom de mistério, a história narra a vida de três mães de crianças da primeira série, que têm suas vidas, aparentemente perfeitas, desmoronando. Seus cotidianos vão ficando cada vez mais abalados, até  o dia que um crime ser cometido. O seriado foi premiadíssimo no Emmy Awards e no Globo de Ouro, além de ter sido muito aclamado pela crítica. Com interpretações afiadas, um roteiro sensível e impactante, Big Little Lies entra nesta lista por trazer qualidade técnica e representatividade feminina. Em uma Hollywood que descarta as atrizes quanto mais elas envelhecem e que não consegue imprimir nas telas os verdadeiros conflitos e sentimentos das mulheres, BLL tem fundamental importância.

 

 

4 – Veep (2012-) – Estrelada por Julia Louis-Dreyfus (Seinfeld), a comédia mostra a rotina de uma vice-presidente dos Estados Unidos, Selina Meyer, e como a cadeira que a mesma ocupa não lhe é tão agradável como ela procura mostrar. Aqui, o ponto alto é a dinâmica entre Dreyfus e seu elenco coadjuvante. Ao lado de Anna Chlumsky (Meu primeiro amor), Tony Hale (Arrested Developmnet) e Red Scott (My Boys), o texto ganha ritmo e um tempo cômico preciso. Um exemplo disto, são as cenas nas quais a personagem de Hale pega o álcool gel para limpar as mãos de Selina. Apesar de tentar agradar, ele é extremamente desengonçado e sempre embola as frases que tem que dizer, com a ação que precisa performar. A série também foi bastante premiada nos últimos anos, levando muitos Emmy Awards, principalmente na categoria Melhor Atriz, para Dreyfus.

 

 

 

3 – Família Soprano (1999-2007) – Com seis temporadas no ar, Família Soprano foi um marco na história das séries dos Estados Unidos. Com o que os pesquisadores acadêmicos e a crítica especializada chamam de “Quality TV” (TV de qualidade), a série elevou o conceito do público sobre produções televisivas. Isto porque possuía direção, interpretação, trilha sonora e roteiro bem elaborados. Um dos aspectos dramatúrgicos que chamavam a atenção era o fato do de que o conflito não era o mais relevante na trama e sim como todas estas questões chegavam no protagonista, Tony Soprano (James Gandolfini). Também premiadíssima, Soprano marcou presença em diversos Emmy Awards e Globo de Ouro, durante seu tempo de exibição. A forma como a narrativa era explorada e como as atuações contribuíam para tal intento, fazem da série uma das melhores da HBO e de todos os tempos.

 

 

 

2 – Sexy and the city (1998-2004) – Baseada no livro homônimo da Candace Bushnell, a série fala sobre a vida de quatro amigas novaiorquinas, seus conflitos amorosos e sexuais. O seriado teve bastante relevância, não apenas por sua qualidade técnica, mas por explorar questões sobre a intimidade da mulher, seus objetivos de vida e sua forma de se relacionar, de maneira aberta e exposta. Com episódios de 20 a 30 minutos, narrados pela protagonista, Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), a narrativa seguia como uma espécie de crônica. Atualmente, Sex and the city pode não parecer tão ousada quanto na passagem dos anos 1990 para os 2000, porém ela possuía um girl power e uma forma direta de tratar o sexo que nunca tinha sido visto antes na televisão. Aqui, também fala-se de uma produção premiada. Foram oito Globos de Ouro e mais de dez Emmy Awards.

 

 

1 – Game of Thrones (2011-) – Aposto dez paçocas que você correu para o final da lista para procurar esta série! Baseada na saga escrita por George R. R. Martin, Game of Thrones é uma história de fantasia que conquistou o mundo inteiro. Com dragões, planos diabólicos e personagens que passam longe de serem planas, o seriado é marcado por mortes inesperadas, a presença de mulheres fortes e corajosas e cliffhangers bem elaborados. Obviamente, GOT já venceu Globo de Ouro e Emmy Awards, mas a sua maior característica é a popularidade com o público. Ainda assim, Game of Thrones consegue algo complicado que é agradar a crítica e os espectadores. Mas, não é à toa que a produção tem essa popularidade. Ela consegue agregar bons efeitos visuais, bom roteiro e atuações e um forte carisma das personagens. Por estas razões, GOT ocupa o primeiro lugar desta lista.

 

Com indecisão de plot e falta de ritmo, Jessica Jones tem uma temporada morna

por Enoe Lopes Pontes

Após três anos de hiato, Jessica Jones finalmente chegou ao catálogo da Netflix. Continuando a explorar traumas da protagonista para impulsionar a sua história, a segunda temporada da série demora de engatar e parece enrolar o espectador da pior forma. Isto porque a decisão de qual conflito será explorado e quem a protagonista vai enfrentar vai sendo adiado e muitas personagens vão sendo inseridas ao mesmo tempo, podendo deixar o espectador perdido e/ou entediado. Há uma confusão sobre qual é o caminho que a narrativa vai seguir, o que pode deixar o acompanhamento dos três primeiros episódio uma tarefa cansativa.

Um dos elementos que contribuem para a falta de rumo do plot são os micro conflitos deste segundo ano do seriado, que envolvem os coadjuvantes! Ok, explorar o que acontece com a vida dos que cercam JJ poderia ser positivo, mas o roteiro e as atuações não exploram com profundidade seus sentimentos, problemas e emoções. As questões que envolvem Jeri Hogarth (Carrie-Anne Moss) e Malcom Ducasse (Eka Darville), por exemplo, são entregues a conta gotas, as soluções das peças deste um quebra-cabeça são óbvias desde o início, porque são clichês  e já muito utilizadas (sem spoilers). Há também uma direção falha, por deixar que o trabalho de ator de Moss e Darville pareça forçado e “apelão”, como numa tentativa para cativar o público, mas que, no fim, soa não orgânico. A única personagem secundária que se destaca em sua narrativa e interpretação é Patrícia/Trish Walker (Rachel Taylor). Sem entregar muito, talvez esta seja a parte mais instigante da trama.

 

 

Patrícia deixa ser uma figura plana, aquela que é apenas a melhor amiga da mocinha e passa a ocupar uma relevância dentro das teias que o enredo vai formando. Há uma complexidade nova em Walker. Isto pode ser visto na Taylor, através de seus movimentos de corpo, que exploram ritmos combinados ou descombinados com as ações que se passam na tela e as suas gesticulações que chamam a atenção a depender da idade da moça. A sua construção deixa clara as motivações da personagem e as marcas que a sua vida pregressa deixou em seu olhar e postura corporal. É por isso que os flashbacks enriquecem ainda mais o entendimento sobre a Trish Walker e preparam o espectador para a sua última cena da temporada! (Sem spoilers!!).

Mas, voltando para a Jessica! Aqui, vemos uma ampliação também dos elementos que formam a personalidade da JJ. Ao mostrar seu passado, a série coloca suas fragilidades expostas, assim como na primeira temporada. Contudo, estas revelações refletem no presente de Jones de uma forma que a deixa mais sensível, mostrando até um lado mais doce dela. Neste sentido, Krysten Ritter é bem sucedida. A artista não perde o que já foi estabelecido da heroína anteriormente, porém coloca camadas de sentido novos, com olhares mais demorados em suas contra cenas e pesando ainda mais na energia e nos movimentos na frente das telas.

 

 

Apesar de Trish, Jessica e a relação das duas serem bem abordadas pelos roteiristas e pelas atrizes, a quantidade de fillers* em cada episódio quebra o ritmo da narrativa, deixando o público fatigado. As cenas de ação também parecem pequenas, em comparação com o primeiro ano de JJ. Tampouco há uma criação de tensão que seja sustentada por um tempo grande. A sensação que a temporada deixa é uma indecisão sobre o plot principal.

Com um conflito que demora em se estabelecido e ritmos desnivelados, a segunda temporada de Jessica Jones é uma história sobre relações sentimentais entre familiares e amigos. Apesar de tentar enriquecer a complexidade das cenas e de suas personagens, a série apenas enche linguiça e pode deixar o espectador entediado até a sua metade.

 

*Filler: encheção de linguiça

 

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