DESCASO E SOFRIMENTO: Idosa de 73 anos sofre há 39 dias internada no Hospital de Simões Filho

Da redação
Atualizado em 19/05/2017 às 16:35
DESCASO E SOFRIMENTO: Idosa de 73 anos sofre há 39 dias internada no Hospital de Simões Filho Foto: Reprodução

Do Simões Filho Online, parceiro do Aratu Online.

Após cair em casa e quebrar um osso do quadril, dona Joana Maria Nascimento, de 73 anos, está há 39 dias sofrendo com uma longa espera para receber atendimento médico no Hospital Municipal de Simões Filho.

Tudo começou no dia 11 de abril, quando dona Joana caiu e foi encaminhada para a unidade de saúde.

A filha, Rosimeire Nascimento, de 45 anos, conta que foi nas dependências do hospital e a aflição, ao invés de diminuir, aumentou. “Ela já perdeu peso e está bem debilitada. Minha mãe entrou no hospital com um problema e agora adquiriu outros. Ela já está com um quadro de febre”, lamentou.

Dona Joana está também com escaras nos pés e nas costas, doença conhecida como úlcera de pressão ou úlcera de decúbito, feridas que aparecem na pele de indivíduos que permanecem muito tempo na mesma posição, como ocorre em pacientes internados em um hospital. As feridas podem aparecer em diversas regiões de apoio do corpo, especialmente atrás da cabeça, nas costas, na articulação do quadril, no cóccix, nas nádegas, cotovelos e calcanhares.

DESCASO E SOFRIMENTO: Idosa de 73 anos sofre há 39 dias internada no Hospital de Simões Filho

Rosimeire avalia que falta estrutura no hospital da cidade, administrado pela Associação de Proteção a Maternidade e a Infância de Castro Alves (APMI), que recebe mensalmente R$ 2.604.575,83 milhões, segundo o portal transparência. “O nível dos enfermeiros, técnicos e assistência eu só tenho a elogiar. Mas a nível de atendimento médico não está bom. Ortopedista passa de vez em quando, muitas das vezes médicos clínicos avaliam minha mãe. Ela só esta tomando remédio para dor e alguns antibióticos. Cada dia que passa minha mãe está piorando”, descreveu a filha.

Como não há suporte no Hospital Municipal de Simões Filho e, por conta do grave problema de saúde, a idosa precisa de uma cirurgia de urgência em um hospital qualificado — mas até o momento, a família não conseguiu a regulação para Salvador. “Já fui no Ministério Público e em em todos os órgãos competentes, mas até agora nada. Minha mãe está se acabando, estou vendo a hora dela morrer. Não aguento mais isso, estou vendo a hora de minha mãe morrer e ninguém faz nada”.

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RESPOSTA 

Simões Filho Online entrou em contato com a administração do Hospital Municipal de Simões Filho que, por meio da assessoria, informou que Joana Maria Nascimento chegou ao hospital no dia 11 de abril com uma fratura no quadril e uma ulcera no membro superior esquerdo que já foi tratada. Ainda conforme o hospital, ela não está podendo tomar antibióticos, não tem nenhuma inflamação, tem sido acompanhada diariamente por ortopedistas e o seu quadro de saúde é estável.

Também por meio de assessoria de imprensa, o órgão disse que em virtude da idade dela, de 73 anos, dona Joana só pode ser transferida para um Hospital que tenha uma UTI pra realizar a cirurgia. “Diariamente a regulação do Hospital tem atualizado a situação dela não só no sistema de regulação do Governo do Estado, como tem ligado intermediando essa transferência pra outra unidade de saúde, contudo, o que tem dificultado é ausência de um hospital com UTI”.

Acompanhe nossas transmissões ao vivo e conteúdos exclusivos no www.aratuonline.com.br/aovivo, no facebook.com/aratuonline e no youtube.com/televisaoaratu.

Rua Pedro Gama, 31, Federação. Tel: 71 3339-8088 - Salvador - BA

DESCASO E SOFRIMENTO: Idosa de 73 anos sofre há 39 dias internada no Hospital de Simões Filho

Fonte: Da redação
Atualizado em 19/05/2017 às 16:34
DESCASO E SOFRIMENTO: Idosa de 73 anos sofre há 39 dias internada no Hospital de Simões Filho

Do Simões Filho Online, parceiro do Aratu Online.

Após cair em casa e quebrar um osso do quadril, dona Joana Maria Nascimento, de 73 anos, está há 39 dias sofrendo com uma longa espera para receber atendimento médico no Hospital Municipal de Simões Filho.

Tudo começou no dia 11 de abril, quando dona Joana caiu e foi encaminhada para a unidade de saúde.

A filha, Rosimeire Nascimento, de 45 anos, conta que foi nas dependências do hospital e a aflição, ao invés de diminuir, aumentou. “Ela já perdeu peso e está bem debilitada. Minha mãe entrou no hospital com um problema e agora adquiriu outros. Ela já está com um quadro de febre”, lamentou.

Dona Joana está também com escaras nos pés e nas costas, doença conhecida como úlcera de pressão ou úlcera de decúbito, feridas que aparecem na pele de indivíduos que permanecem muito tempo na mesma posição, como ocorre em pacientes internados em um hospital. As feridas podem aparecer em diversas regiões de apoio do corpo, especialmente atrás da cabeça, nas costas, na articulação do quadril, no cóccix, nas nádegas, cotovelos e calcanhares.

DESCASO E SOFRIMENTO: Idosa de 73 anos sofre há 39 dias internada no Hospital de Simões Filho

Rosimeire avalia que falta estrutura no hospital da cidade, administrado pela Associação de Proteção a Maternidade e a Infância de Castro Alves (APMI), que recebe mensalmente R$ 2.604.575,83 milhões, segundo o portal transparência. “O nível dos enfermeiros, técnicos e assistência eu só tenho a elogiar. Mas a nível de atendimento médico não está bom. Ortopedista passa de vez em quando, muitas das vezes médicos clínicos avaliam minha mãe. Ela só esta tomando remédio para dor e alguns antibióticos. Cada dia que passa minha mãe está piorando”, descreveu a filha.

Como não há suporte no Hospital Municipal de Simões Filho e, por conta do grave problema de saúde, a idosa precisa de uma cirurgia de urgência em um hospital qualificado — mas até o momento, a família não conseguiu a regulação para Salvador. “Já fui no Ministério Público e em em todos os órgãos competentes, mas até agora nada. Minha mãe está se acabando, estou vendo a hora dela morrer. Não aguento mais isso, estou vendo a hora de minha mãe morrer e ninguém faz nada”.

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RESPOSTA 

Simões Filho Online entrou em contato com a administração do Hospital Municipal de Simões Filho que, por meio da assessoria, informou que Joana Maria Nascimento chegou ao hospital no dia 11 de abril com uma fratura no quadril e uma ulcera no membro superior esquerdo que já foi tratada. Ainda conforme o hospital, ela não está podendo tomar antibióticos, não tem nenhuma inflamação, tem sido acompanhada diariamente por ortopedistas e o seu quadro de saúde é estável.

Também por meio de assessoria de imprensa, o órgão disse que em virtude da idade dela, de 73 anos, dona Joana só pode ser transferida para um Hospital que tenha uma UTI pra realizar a cirurgia. “Diariamente a regulação do Hospital tem atualizado a situação dela não só no sistema de regulação do Governo do Estado, como tem ligado intermediando essa transferência pra outra unidade de saúde, contudo, o que tem dificultado é ausência de um hospital com UTI”.

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