CINEMA: “Jamais imaginei dizer que… Um filme dos Power Rangers é bom”, diz site nerd

Da redação
Atualizado em 24/03/2017 às 11:45
CINEMA: "Jamais imaginei dizer que... Um filme dos Power Rangers é bom", diz site nerd Foto: Reprodução

Do Resetando, parceiro do Aratu Online

Jamais imaginei dizer que… Um filme dos Power Rangers é um bom filme! Ainda fico perplexo ao dizer dizer isso mas, isso é real.

“A jornada de cinco adolescentes que devem buscar algo extraordinário quando eles tomam consciência que a sua pequena cidade Angel Grove – e o mundo – estão à beira de sofrer um ataque alienígena. Escolhidos pelo destino, eles irão descobrir que são os únicos que poderão salvar o planeta. Mas para isso, eles devem superar seus problemas pessoais e juntarem sua forças, antes que seja tarde demais.”

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Os 5 Adolescentes Escolh…Esquisitos

Um dos programas mais assistidos durante a infância de muitos, ganha um filme blockbuster, sem levar em contar aquele exibido repetidamente na “Sessão da Tarde”. Vestindo por uma nova visão de mundo, “Mighty Morphin Power Rangers”, chega aos cinemas e surpreende de forma positiva os seus fãs mais fervorosos, assim como aqueles que não esperavam nada de um filme como esse.

Jason, Kimberly, Billy, Zack e Trini, assim como na equipe original formam o time principal, o filme traz consigo novas versões dos personagens, abrindo espaço para explorar mais profundamente a parte “adolescente” do heróis e incluir o quesito representatividade.

Ao desconstruir a imagem dos antigos personagens, o diretor Dean Israelite aposta em contar a história de pessoas “esquisitas” como é dita pelos próprios personagens em algumas passagens do filme. Temos como exemplo: Jason, o ex capitão do time de futebol que após um erro, é visto como decepção e impedido de jogar e Kimberly que ao decorrer do filme revela ser uma jovem muito influenciável a ponto de estragar uma grande amizade.

E o filme não atira só para o lado “comum” de ser adolescente, ser “mente fraca” ou fazer uma grande besteira, Power Rangers também se propõe em tratar de temas como a homossexualidade, embora mesmo que de maneira corrida e sobre, autismo e a dificuldade de se ter um parente doente em casa.

Esse novo background acrescentado a personagens já conhecidos, é apresentado de maneira sútil e muito bela, em momento algum parece ser forçado ou colocado somente para criar empatia com o público, isso ocorre ao longo do filme de maneira bem natural.

Go Go Power Rangers

A forma como a história é desenvolvida mostra como o seu roteiro é equilibrado, são poucos os acontecimentos em que as pessoas dirão: “isso aí foi forçado” ou “está muito artificial”, há quem enxergue que certas justificativas do filme, só acontecem da forma que são mostradas, por serem de certa forma easter – eggs, das muitas explicações vazias que a série original apresentava.

Atrelado a isso, temos a criação da mitologia dos Power Rangers para os cinemas, composta somente por elementos necessários para a trama e dentro de um tempo de desenvolvimento muito curto, vemos de maneira breve o relacionamento entre Zordon (Bryan Cranston) e a vilã Rita Repulsa (Elizabeth Banks), o que acabou acontecendo com os antigos angers e claro, o plano maligno da antagonista do filme.

Rita Repulsa, se mostra uma vilã de grande ameça, porém esquecível. O desfecho dado à personagem é de longe uma das piores escolhas do filme, beira ao ridículo diante de tudo que lhe foi apresentado. Temos com Bryan Cranston, um Zordon totalmente diferente do padrão, com o seu modo de pensar e comandar, vemos alguém muito mais nervoso e estrategista, em certo momento do filme você pensa o quão “egoísta” é esse novo Zordon e se satisfaz com o desfecho dado ao personagem, mesmo ficando em aberto o retorno de Bryan em uma possível ( e clara) sequência.

Mas o grande trunfo da trama está na necessidade dos 5 adolescentes precisarem criar um laço afetivo entre eles para que de fato possam “morfar” virando assim os “Power Rangers”, eles precisam confiar uns nos outros e se necessário até mesmo dar a vida por um companheiro.

Considerações Finais

Por mais louco e improvável que possa parecer, o filme dos Power Rangers, é algo bom, a trama em si é muito redonda, com pequenos ganchos para possíveis continuações. Mas ao contar uma nova história dos enviados de Zordon, o filme erra ao não focar no ponto principal da série, as lutas.

Vemos muito pouco dos jovens utilizando os uniformes e até mesmo lutando contra os “bonecos de massa”, levando em consideração o orçamento do filme e a presença de um Goldar, Megazords e um Zordon, podem ter pesado na decisão de reduzir as cenas de ação.

Mesmo como algumas coisas que não são bem claras como, Goldar ser da forma que é, Zordon sumir durante certo momento do filme e um início vergonha alheia. O que é entregue durante quase duas horas de filme, é totalmente satisfatório, as decisões de tratar de temas como bullying e autismo se mostram muito bem desenvolvidas, quando o ranger azul, tem mais importância e relevância para história do que o dito líder, o ranger vermelho.

Power Rangers surpreende de forma positiva, é um belo remake de algo que não se levava a sério e a partir do momento em que decidiu trazer uma nova roupagem para a sua mitologia, abordando temas mais adultos e atuais, conseguiu entregar um belo filme nostálgico e pipocão.

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Rua Pedro Gama, 31, Federação. Tel: 71 3339-8088 - Salvador - BA

CINEMA: “Jamais imaginei dizer que… Um filme dos Power Rangers é bom”, diz site nerd

Fonte: Da redação
Atualizado em 24/03/2017 às 11:46
CINEMA: "Jamais imaginei dizer que... Um filme dos Power Rangers é bom", diz site nerd

Do Resetando, parceiro do Aratu Online

Jamais imaginei dizer que… Um filme dos Power Rangers é um bom filme! Ainda fico perplexo ao dizer dizer isso mas, isso é real.

“A jornada de cinco adolescentes que devem buscar algo extraordinário quando eles tomam consciência que a sua pequena cidade Angel Grove – e o mundo – estão à beira de sofrer um ataque alienígena. Escolhidos pelo destino, eles irão descobrir que são os únicos que poderão salvar o planeta. Mas para isso, eles devem superar seus problemas pessoais e juntarem sua forças, antes que seja tarde demais.”

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Os 5 Adolescentes Escolh…Esquisitos

Um dos programas mais assistidos durante a infância de muitos, ganha um filme blockbuster, sem levar em contar aquele exibido repetidamente na “Sessão da Tarde”. Vestindo por uma nova visão de mundo, “Mighty Morphin Power Rangers”, chega aos cinemas e surpreende de forma positiva os seus fãs mais fervorosos, assim como aqueles que não esperavam nada de um filme como esse.

Jason, Kimberly, Billy, Zack e Trini, assim como na equipe original formam o time principal, o filme traz consigo novas versões dos personagens, abrindo espaço para explorar mais profundamente a parte “adolescente” do heróis e incluir o quesito representatividade.

Ao desconstruir a imagem dos antigos personagens, o diretor Dean Israelite aposta em contar a história de pessoas “esquisitas” como é dita pelos próprios personagens em algumas passagens do filme. Temos como exemplo: Jason, o ex capitão do time de futebol que após um erro, é visto como decepção e impedido de jogar e Kimberly que ao decorrer do filme revela ser uma jovem muito influenciável a ponto de estragar uma grande amizade.

E o filme não atira só para o lado “comum” de ser adolescente, ser “mente fraca” ou fazer uma grande besteira, Power Rangers também se propõe em tratar de temas como a homossexualidade, embora mesmo que de maneira corrida e sobre, autismo e a dificuldade de se ter um parente doente em casa.

Esse novo background acrescentado a personagens já conhecidos, é apresentado de maneira sútil e muito bela, em momento algum parece ser forçado ou colocado somente para criar empatia com o público, isso ocorre ao longo do filme de maneira bem natural.

Go Go Power Rangers

A forma como a história é desenvolvida mostra como o seu roteiro é equilibrado, são poucos os acontecimentos em que as pessoas dirão: “isso aí foi forçado” ou “está muito artificial”, há quem enxergue que certas justificativas do filme, só acontecem da forma que são mostradas, por serem de certa forma easter – eggs, das muitas explicações vazias que a série original apresentava.

Atrelado a isso, temos a criação da mitologia dos Power Rangers para os cinemas, composta somente por elementos necessários para a trama e dentro de um tempo de desenvolvimento muito curto, vemos de maneira breve o relacionamento entre Zordon (Bryan Cranston) e a vilã Rita Repulsa (Elizabeth Banks), o que acabou acontecendo com os antigos angers e claro, o plano maligno da antagonista do filme.

Rita Repulsa, se mostra uma vilã de grande ameça, porém esquecível. O desfecho dado à personagem é de longe uma das piores escolhas do filme, beira ao ridículo diante de tudo que lhe foi apresentado. Temos com Bryan Cranston, um Zordon totalmente diferente do padrão, com o seu modo de pensar e comandar, vemos alguém muito mais nervoso e estrategista, em certo momento do filme você pensa o quão “egoísta” é esse novo Zordon e se satisfaz com o desfecho dado ao personagem, mesmo ficando em aberto o retorno de Bryan em uma possível ( e clara) sequência.

Mas o grande trunfo da trama está na necessidade dos 5 adolescentes precisarem criar um laço afetivo entre eles para que de fato possam “morfar” virando assim os “Power Rangers”, eles precisam confiar uns nos outros e se necessário até mesmo dar a vida por um companheiro.

Considerações Finais

Por mais louco e improvável que possa parecer, o filme dos Power Rangers, é algo bom, a trama em si é muito redonda, com pequenos ganchos para possíveis continuações. Mas ao contar uma nova história dos enviados de Zordon, o filme erra ao não focar no ponto principal da série, as lutas.

Vemos muito pouco dos jovens utilizando os uniformes e até mesmo lutando contra os “bonecos de massa”, levando em consideração o orçamento do filme e a presença de um Goldar, Megazords e um Zordon, podem ter pesado na decisão de reduzir as cenas de ação.

Mesmo como algumas coisas que não são bem claras como, Goldar ser da forma que é, Zordon sumir durante certo momento do filme e um início vergonha alheia. O que é entregue durante quase duas horas de filme, é totalmente satisfatório, as decisões de tratar de temas como bullying e autismo se mostram muito bem desenvolvidas, quando o ranger azul, tem mais importância e relevância para história do que o dito líder, o ranger vermelho.

Power Rangers surpreende de forma positiva, é um belo remake de algo que não se levava a sério e a partir do momento em que decidiu trazer uma nova roupagem para a sua mitologia, abordando temas mais adultos e atuais, conseguiu entregar um belo filme nostálgico e pipocão.

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