Cineclube em Lençóis exibe filme sobre as Yalorixás do candomblé da Bahia

Da redação
Atualizado em 15/05/2017 às 10:08
Foto: Divulgação

A força e a soberania das mulheres no candomblé da Bahia é o tema do documentário “A Cidade das Mulheres”, que será apresentado na próxima sessão do Cineclube Fruto do Mato em Lençóis, na Chapada Diamantina. A exibição desta terça-feira, dia 16, conta com a presença do diretor do filme, Lázaro Faria.

O longa-metragem, lançado em 2005, é baseado no livro da antropóloga norte-americana Ruth Landes, que esteve na Bahia, em 1939, pesquisando a raça negra e se surpreendeu com a importância das mulheres dentro do candomblé, formando nos terreiros uma organização matriarcal.

O documentário traz depoimentos das mais importantes mães de santo de Salvador, entre elas Mãe Stella de Oxossi, do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, um dos mais antigos e conceituados da Bahia. “A Cidade das Mulheres” é ilustrado com imagens das festas populares baianas e dos cultos africanos, além de retratar a questão do sincretismo religioso no Brasil.

O diretor Lázaro Faria começou a carreira trabalhando como produtor de rádio, cinema e TV em Minas Gerais.  Em 1976, se mudou para Salvador e realizou diversos documentários e curtas-metragens de ficção, a maior parte deles relacionada à cultura negra. “A Cidade das Mulheres” é seu primeiro longa-metragem.

As sessões do Cineclube Fruto do Mato acontecem semanalmente até o dia 25 de julho deste ano e apresenta os mais importantes e premiados filmes realizados na Bahia. A população de Lençóis e os turistas que visitam a região têm a oportunidade de conhecer obras de cineastas consagrados do cinema baiano, como Glauber Rocha e Edgar Navarro, e também dos novos diretores que fazem parte do cinema contemporâneo da Bahia.

O cineclube é uma realização da Cinepoètyka e Grãos de Luz e Griô, através do Edital Setorial de Audiovisual 2016, com apoio financeiro da Fundação Cultural do Estado da Bahia, Fundo de Cultura e Secretaria de Cultura da Bahia. A iniciativa tem ainda o apoio da Diretoria de Audiovisual do Estado da Bahia (DIMAS).

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Cineclube em Lençóis exibe filme sobre as Yalorixás do candomblé da Bahia

Fonte: Da redação
Atualizado em 15/05/2017 às 10:08

A força e a soberania das mulheres no candomblé da Bahia é o tema do documentário “A Cidade das Mulheres”, que será apresentado na próxima sessão do Cineclube Fruto do Mato em Lençóis, na Chapada Diamantina. A exibição desta terça-feira, dia 16, conta com a presença do diretor do filme, Lázaro Faria.

O longa-metragem, lançado em 2005, é baseado no livro da antropóloga norte-americana Ruth Landes, que esteve na Bahia, em 1939, pesquisando a raça negra e se surpreendeu com a importância das mulheres dentro do candomblé, formando nos terreiros uma organização matriarcal.

O documentário traz depoimentos das mais importantes mães de santo de Salvador, entre elas Mãe Stella de Oxossi, do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, um dos mais antigos e conceituados da Bahia. “A Cidade das Mulheres” é ilustrado com imagens das festas populares baianas e dos cultos africanos, além de retratar a questão do sincretismo religioso no Brasil.

O diretor Lázaro Faria começou a carreira trabalhando como produtor de rádio, cinema e TV em Minas Gerais.  Em 1976, se mudou para Salvador e realizou diversos documentários e curtas-metragens de ficção, a maior parte deles relacionada à cultura negra. “A Cidade das Mulheres” é seu primeiro longa-metragem.

As sessões do Cineclube Fruto do Mato acontecem semanalmente até o dia 25 de julho deste ano e apresenta os mais importantes e premiados filmes realizados na Bahia. A população de Lençóis e os turistas que visitam a região têm a oportunidade de conhecer obras de cineastas consagrados do cinema baiano, como Glauber Rocha e Edgar Navarro, e também dos novos diretores que fazem parte do cinema contemporâneo da Bahia.

O cineclube é uma realização da Cinepoètyka e Grãos de Luz e Griô, através do Edital Setorial de Audiovisual 2016, com apoio financeiro da Fundação Cultural do Estado da Bahia, Fundo de Cultura e Secretaria de Cultura da Bahia. A iniciativa tem ainda o apoio da Diretoria de Audiovisual do Estado da Bahia (DIMAS).