AS CORES DA SERPENTE: Documentário gravado em Angola tem sessão em Salvador com artista internacional

da redação
Atualizado em 14/11/2017 às 10:01
Foto: divulgação

O artista plástico angolano Thó Simões é o convidado especial da sessão de pré-estreia do documentário “As Cores da Serpente”, que acontece no próximo dia 29, às 19hs, no Cinema do Museu, na Vitória, dentro da programação do Novembro Negro. O filme acompanha a trajetória de grafiteiros de Angola que, em busca da própria ancestralidade, realizaram na Serra da Leba, no sul do país, a maior intervenção artística do continente africano, cobrindo com grafite cerca de seis mil metros quadrados de murais.

O longa-metragem “As Cores da Serpente” foi realizado pelo jornalista e cineasta baiano Juca Badaró e pela produtora de cinema Renata Matos, que já possuíam uma estreita relação com a cultura angolana. Os dois brasileiros moraram e trabalharam por dois anos no país, onde fizeram parte de diversos projetos na área de comunicação. Para rodar o filme contaram com uma equipe formada maioritariamente por técnicos e artistas angolanos.

“Nossa maior preocupação foi fazer um registro afetivo do processo de criação destes grafiteiros que sempre estiveram em busca da sua própria ancestralidade, tantas vezes marginalizada e condenada pelo colonizador. Nas obras eles retratam esse sentimento”, afirma Juca Badaró, que assina o roteiro e a direção do filme. Para ele, o desejo de buscar a própria identidade e as tradições é o que move os jovens artistas de Angola, país que viveu mais de 30 anos em guerra.

O trabalho de intervenção nos murais da Leba é um projeto idealizado pelo artista Thó Simões e pelo jornalista angolano Vladimir Prata, que criaram um coletivo com grafiteiros da periferia de Luanda e das províncias da Huíla e do Namibe. A Serra da Leba é um dos pontos turísticos mais visitados de Angola, cortada por uma estrada colonial que liga duas importantes cidades da região sul do país. “Esse trabalho que realizamos nos murais é importante porque faz um diálogo com a arte, a história, as tradições ancestrais e o meio ambiente”, afirma Thó Simões.

O evento, que acontece em parceria com a Defensoria Pública do Estado da Bahia e a Estandarte Produções, vai contar com a presença de lideranças do movimento negro e do candomblé, entre elas a educadora e líder religiosa, Makota Valdina, e a socióloga e ouvidora-geral da Defensoria Pública da Bahia, Vilma Reis. Após a exibição, haverá uma roda de conversa sobre intolerância religiosa e ancestralidade entre as convidadas e o público. O documentário “As Cores da Serpente” foi realizado pela produtora Cinepoètyka Filmes e o Coletivo Murais da Leba com distribuição da Salvador Filmes e apoio da Estandarte Produções.

GRATUITO: Gil, Anitta, BaianaSystem são algumas das atrações do Festival ‘Combina MPB’, em Salvador

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AS CORES DA SERPENTE: Documentário gravado em Angola tem sessão em Salvador com artista internacional

Fonte: da redação
Atualizado em 14/11/2017 às 10:01

O artista plástico angolano Thó Simões é o convidado especial da sessão de pré-estreia do documentário “As Cores da Serpente”, que acontece no próximo dia 29, às 19hs, no Cinema do Museu, na Vitória, dentro da programação do Novembro Negro. O filme acompanha a trajetória de grafiteiros de Angola que, em busca da própria ancestralidade, realizaram na Serra da Leba, no sul do país, a maior intervenção artística do continente africano, cobrindo com grafite cerca de seis mil metros quadrados de murais.

O longa-metragem “As Cores da Serpente” foi realizado pelo jornalista e cineasta baiano Juca Badaró e pela produtora de cinema Renata Matos, que já possuíam uma estreita relação com a cultura angolana. Os dois brasileiros moraram e trabalharam por dois anos no país, onde fizeram parte de diversos projetos na área de comunicação. Para rodar o filme contaram com uma equipe formada maioritariamente por técnicos e artistas angolanos.

“Nossa maior preocupação foi fazer um registro afetivo do processo de criação destes grafiteiros que sempre estiveram em busca da sua própria ancestralidade, tantas vezes marginalizada e condenada pelo colonizador. Nas obras eles retratam esse sentimento”, afirma Juca Badaró, que assina o roteiro e a direção do filme. Para ele, o desejo de buscar a própria identidade e as tradições é o que move os jovens artistas de Angola, país que viveu mais de 30 anos em guerra.

O trabalho de intervenção nos murais da Leba é um projeto idealizado pelo artista Thó Simões e pelo jornalista angolano Vladimir Prata, que criaram um coletivo com grafiteiros da periferia de Luanda e das províncias da Huíla e do Namibe. A Serra da Leba é um dos pontos turísticos mais visitados de Angola, cortada por uma estrada colonial que liga duas importantes cidades da região sul do país. “Esse trabalho que realizamos nos murais é importante porque faz um diálogo com a arte, a história, as tradições ancestrais e o meio ambiente”, afirma Thó Simões.

O evento, que acontece em parceria com a Defensoria Pública do Estado da Bahia e a Estandarte Produções, vai contar com a presença de lideranças do movimento negro e do candomblé, entre elas a educadora e líder religiosa, Makota Valdina, e a socióloga e ouvidora-geral da Defensoria Pública da Bahia, Vilma Reis. Após a exibição, haverá uma roda de conversa sobre intolerância religiosa e ancestralidade entre as convidadas e o público. O documentário “As Cores da Serpente” foi realizado pela produtora Cinepoètyka Filmes e o Coletivo Murais da Leba com distribuição da Salvador Filmes e apoio da Estandarte Produções.

GRATUITO: Gil, Anitta, BaianaSystem são algumas das atrações do Festival ‘Combina MPB’, em Salvador

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