20/11/2008 - 12h45m
O Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), divulgado nesta quinta-feira (20) pelo Ministério da Saúde, revelou que no estado da Bahia os municípios de Itabuna e Camaçari têm risco de surto de dengue. Outros seis municípios estão em situação de alerta. Os dados apresentam melhora em relação a 2007, quando 10 cidades estavam em situação de alerta. No entanto, o estudo demonstra a importância da continuidade das ações de prevenção e combate para evitar que o cenário evolua para a situação de risco de alerta e de surto.
Na Bahia, 14 cidades realizaram o levantamento, sendo que 13 enviaram os dados para o Ministério da Saúde. Do total, cinco apresentam índices satisfatórios (abaixo de 1% de infestação): Barreiras, Feira de Santana, Lauro de Freitas, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista. Há seis cidades em situação de alerta (índice de infestação entre 1% e 3,9%): Alagoinhas, Ilhéus, Jequié, Porto Seguro, Simões Filho e Salvador. Itabuna e Camaçari têm risco de surto por apresentarem índices de infestação acima de 4%.
Entre os municípios em alerta, caixas d´água, tambores, tonéis e poços são os criadouros predominantes do mosquito. Em Porto Seguro, os depósitos domiciliares (vasos, pratos, lajes e piscinas) são os criadouros predominantes. No entanto, a situação de alerta não livra as áreas de possíveis surtos. O LIRAa apontou que há áreas com de risco de surto como, por exemplo, em Ilhéus (onde alguns estratos apresentam índice de infestação com até 5,8%) e em Salvador (com até 12,2%).
Para as ações de combate à dengue no estado da Bahia, o Ministério da Defesa disponibilizou um efetivo de 391 militares (51 da Marinha, 300 do Exército e 40 da Aeronáutica). O treinamento será fornecido pelo Ministério da Saúde. Para todo o país, o efetivo disponível é de 2.271.
METODOLOGIA - O LIRA tem como objetivo identificar com antecedência as áreas de maior risco de formação de criadouros do mosquito transmissor. Os resultados permitem o planejamento e a intensificação de ações de combate ao vetor da doença, assim como as atividades de mobilização, comunicação e de educação.