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Secretaria de Cultura homenageia Mestre João Pequeno nesta tarde

03/09/2008 - 11h12m

O Governo da Bahia, através da Secretaria de Cultura (Secult) e Instituto do Patrimônio Artístico Cultural (IPAC), promove hoje,  às 15 horas, no Forte de Santo Antônio Além do Carmo, localizado em bairro de mesmo nome, no Centro Histórico de Salvador (CHS), a solenidade de encerramento da 1ª turma e aula inaugural da 2ª turma do Projeto “Capoeira – Educação para a Paz” para 2008.

 

O grande homenageado do evento será o mestre João Pequeno de Pastinha, doutor honoris causa pela UFBA, que será reverenciado por serviços prestados na disseminação da capoeira na Bahia. Considerado ícone da capoeira na Bahia, mestre João Pequeno tem 90 anos de idade, dos quais, 75 dedicados à capoeira. Fundou sua academia nos anos 1980, no Forte de Santo Antônio Além do Carmo, onde funciona até hoje.

 

Estarão presentes o Secretário de Cultura, Márcio Meirelles, o Diretor Geral do IPAC, Frederico Mendonça, representantes do Secretário da Educação, Adeum Hilário Sauer, autoridades estaduais e municipais, mestres de capoeira, personalidades das áreas da Educação, Cultura Afro-Brasileira e Indígena, além de apreciadores dessa manifestação cultural e a comunidade local. O Projeto “Capoeira - Educação para a Paz” possibilita a aplicação prática da Lei Federal Nº. 11.645/2008, que institui a obrigatoriedade do tema "História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena" no currículo oficial da rede de ensino no Brasil.

 

AULA INAUGURAL – Prof. Dr. Carlos Moore

 

Após a entrega dos certificados aos alunos da 1ª turma do Projeto, que participou das aulas no primeiro semestre deste ano (2008), acontecerá a homenagem ao Mestre João Pequeno. Logo depois, será proferida a aula inaugural para a 2ª turma do Projeto com o professor doutor Carlos Moore. Etnólogo e historiador, Moore vem desenvolvendo estudos e pesquisas sobre as conexões entre as comunidades negras do Caribe, América, Europa e África. No evento, Moore apresentará a palestra sobre “Consciência histórica africana e o Impacto dos valores tradicionais sobre as sociedades diaspóricas modernas”.

 

A primeira turma de capoeiristas participou, durante 45 dias, de 27 módulos que incluíram aulas de direitos humanos, educação das relações étnico-raciais, elaboração de projetos, aspectos históricos da violência racial e de gênero, arte e resistência negra na Bahia e outros assuntos que aproximaram o caráter inclusivo da capoeira, às vivências pedagógicas colaborativas a exemplo do "círculo de cultura", metodologia criada pelo educador Paulo Freire. A iniciativa da SECULT/IPAC prevê essas duas turmas iniciais, de 40 alunos cada. “Os capoeiristas-educadores serão multiplicadores já que, indiretamente, atingem mais de 1,6 mil pessoas através de suas atividades com alunos em outros bairros e escolas da rede de ensino de Salvador”, informa Vanda Machado, coordenadora do Projeto.

 

Fonte: IPAC.

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