ANTINFLAMATORIOS E ATIVIDADE FÍSICA – O QUE SABER

A atividade física contínua e regular ,amadora ou profissional gera ,por diversos fatores , microlesões teciduais, que por sua vez causam dor- a DMT ( dor muscular tardia) , esta dor, faz parte do dia a dia do atleta amador e profissional , porém essa convivência  também promove uma busca, por conta própria,  de um lenitivo, sendo, na maioria das vezes, escolhido o anti-inflamatório . Essa pratica se dá pela facilidade de aquisição de forma indiscriminada e sem indicação formal, levando muitas vezes à situações desastrosas…
Existe alguns estudos que comprovam que os atletas usam de 2 a 4 vezes mais antiinflamatórios  que a população geral.
Vamos então entender o que acontece
Os mais usados são os chamados AINE ( anti-inflamatórios não esteroidal – NÃO corticoides ) .
O AINE é uma medicação usada para evitar ou controlar os sinais e sintomas da inflamação e possui 3 principais efeitos: -anti-inflamatório propriamente dito , – analgésico e – antitérmico
Ele age inibindo enzimas mediadoras do processo inflamatório nos tecidos e tem diferentes formas de ação , uns mais seletivos do que outros .
Podem ser eficazes no controle da dor, porem ao inibir o processo inflamatório, inibe também a maneira fisiológica do corpo se livrar das células afetadas pelo estresse físico ,  atrasando a recuperação tecidual , gerando um efeito inverso do que se deseja, ou um efeito pior, que é agravar a lesão pela sobrecarga em cima de uma musculatura em recuperação, porém ,por estar sem dor , sem se preocupar em protegê-la .
É comprovado também que o seu uso contínuo gera diminuição no processo de hipertrofia muscular pela inibição da prostaglandina( uma das ações dos AINE),que além de ser o sinal de alerta do corpo qdo há lesão, também estimula a síntese proteica.
Foi mostrado em alguns estudos que o uso de AINE antes de uma maratona, não diminuiu a incidência de inflamação muscular, e que os corredores que usaram analgésicos durante a corrida tiveram chances 4 X maior de ter cólicas  e mostrou também a elevação dos níveis pressóricos .

Além das lesões teciduais , o uso indiscriminado e por longo tempo de AINE, pode gerar efeitos colaterais indesejáveis e até desastrosos , como problemas gastrointestinais que variam de gastrite a perfuração intestinal, passando por úlceras ..( AINE diminuem a proteção natural)
Podem ocorrer mais comumente lesões na pele , alterações renais ( podem piorar com o esgotamento físico e a desidratação) e elevação dos riscos cardiovasculares ( alguns tipos de AINE , foram retirados do mercado, por ter esse risco elevado em índices não aceitáveis )
Portanto , dores musculoesqueléticas pós treinos ou competições são microlesões nos tecidos conjuntivos que envolvem a musculatura , sendo a dor , parte do processo de reparação e proteção de novas lesões , o que não quer dizer que não se deve usar AINE nunca, não é isso , mas a sua indicação deve ser feita por profissional capacitado e de preferência por curto período de tempo .
O que podemos fazer para prevenir e ou melhorar a DMT  ( dor muscular tardia) sem agredir mais ainda o nosso corpo é: – aquecer antes e alongar após a atividade física , – dar um repouso merecido com um treino regenerativo , provavelmente prescrito pelo seu treinador( um bom treinador sabe que o descanso é tão importante quanto um treino !!! ) , – ajudar nutricionalmente com dietas ricas em vitaminas A, C, e E , minerais e aminoácidos / proteínas , pois ajudam na recuperação muscular e diminuem os efeitos de estresse no organismo , por combater a produção de radicais livres , – além das opções naturais de banhos de sais , massagens ( controversa- porém uma relaxante bem feita , tem seu lugar ) e o velho e bom gelo , nosso anti-inflamatório sem contraindicações!!!!!!!!!
Dra Tereza Cristina d EL Rei Fraga
Angiologista/Cirugiã Vascular e Atleta Amadora

Treino de Base

No século XX e inicio do século XXI,de forma mais precisa nos últimos 60 anos, a periodização do treinamento desportivo passou por conceitos que se modificam de forma frequente à cada dia. A estruturação do treinamento do atleta de alto rendimento assim como do atleta recreacional é um assunto muito atual e boa parte disso se deve ao crescimento e comercialização do desporto, em especial das provas de corrida, ciclismo, natação e triatlhon. Pessoal, na verdade isso foi uma breve introdução do que de fato venho falar que será à respeito de uma palavra que se fala se tanto, em especial nas últimas semanas do ano e nas semanas iniciais do ano” BASE”, daí vamos falar um pouco   deste período de BASE, ou fase de preparação física geral.

Nesta fase o que se preconiza é o trabalho que visa desenvolver a força, a resistência aeróbia, velocidade, agilidade, flexibilidade, mobilidade, estas citações são de grandes referencias no mundo do treinamento desportivo como MATVEIEIV, BOMPA, BADILLO dentre outros.

Partindo destes princípios, observamos que muitos treinadores, assessorias esportivas passaram a adotar no início do ano ou até mesmo no final do ano vigente, treinamentos visando a melhoria destas valências físicas, portanto o que venho aqui questionar, é se de fato os métodos que estão sendo aplicados são os melhores para o desenvolvimento ou restabelecimento destas capacidades¿

Vocês praticantes, em especial da corrida de rua, de fato conseguem entender o que fazem com vocês¿ Procuram te explicar¿ O porque de treino na areia¿ o porque de sprints em aclives, declives¿ Sim , nós vamos melhorar seu Desempenho físico –esportivo através destas rotinas que é o treinamento físico esportivo.

As rotinas de treinamento, portanto se não forem baseadas em princípios científicos do treinamento como adaptação, sobrecarga progressiva e outros para justificar estas recomendações, com certeza a elevação do desempenho serão nulas ou bem discretas.

Amigos corredores e corredoras, sabemos quanto vocês desejam essa melhoria no desempenho durante seus treinos e competições, porém precisamos ter claro que diversos fatores implicam nisto, como já citado o treinamento físico esportivo baseado, em especial nos princípios científicos do treinamento, a eficiência bioenergética e um aspecto bem relevante que é a “economia de corrida ou economia de movimento. E é isso corredores e corredoras que fazem vocês correrem com eficiência, poupando energia e desta forma ser o mais expressivo componente para melhorar seu desempenho em todo o contexto do organismo. Isso ocorre, pois praticantes econômicos possuem energia armazenada nas suas estruturas contrateis do seu músculo esquelético e tem também uma excelente posição (postura) durante a prática.

Ai eu pergunto a vocês, isso se dá porque¿ Simples, rotinas certas, relevantes de treinamento. Sabe qual a melhor estratégia para causar esta adaptação¿ Treinamentos com saltos, a Pliometria, conhecido também como CAE (Ciclo Alongamento Encurtamento), porém não é somente saltar, precisamos desenvolver a base de todo movimento que é a FORÇA também. Precisamos ficarmos atentos, à metodologia a ser aplicada desta rotina de treinamento, pois ela pode ser perigosa e lesionar.

 

É muito importante deixar claro, que aquelas rotinas que citei à pouco como treino em areia, em aclives, declives dentre outros, eles não tenham sua importância , que vai de respostas orgânicas a fatores psicológicos motivacionais e com isso  deixar de aplicar, inclusive eu na minha assessoria aplico, porém precisamos ter claro que não serão estas rotinas que farão nossos praticantes mais eficientes  e que capacidades como força e potência , em especial para corredores de fundo podem, precisam ser trabalhadas em boa parte da sua temporada e não ficarmos apostando nestas outras rotinas esperando de fato o retorno mais eficiente possível.

Finalizando, precisamos de fato entender, através do novo cenário, dos novos trabalhos, fruto desta produção grandiosa da Ciência do Esporte que precisamos ajustar este período, esta fase e de fato através das novas correntes desenvolver o preconizado para a tão famosa BASE!

 

 

TVP e sua associação com Atividade Física e Voos Prolongados

Nos últimos meses, tenho observado um aumento no número de atletas amadores ou profissionais, que vão ao meu consultório buscar informações e orientações sobre TVP (Trombose Venosa Profunda) associada à atividade física intensa e voo prolongado, sendo assim resolvi abordar esse tema de uma forma direta e objetiva , para tentar esclarecer e orientar o que podemos fazer para minimizar os riscos.

Inicialmente vamos definir o que é : A trombose venosa profunda é a formação de um trombo ( coágulo) no interior de uma veia do sistema profundo, levando a uma oclusão da mesma, originando um quadro clínico caracterizado por dor, edema e empastamento muscular na região, não sendo obrigatória a presença desses sintomas .O quadro clínico pode evoluir com remissão total ou fragmentar e embolizar para circulação sistêmica, configurando a complicação mais temida e por vezes fatal que é a embolia pulmonar, o que por si só justifica a preocupação e ansiedade acerca deste tema. Uma outra preocupação é que o seu tratamento envolve uso de anticoagulante oral e repouso , situações torturantes para qualquer atleta.

Vamos então entender como acontece. A TVP tem fatores de riscos predisponentes , sendo os que compõe a Tríade de Virchow, os mais importantes e considerados causais. São eles: Estase Venosa*, Hipercoagulabilidade** e Lesão endotelial***. Tudo que interfere nesses fatores, facilita o desencadeamento da trombose.

Qualquer pessoa pode ter trombose, porém existem alguns outros fatores gerais que são comumente relacionados a ela . São eles: Idade > 40 anos, Passado de TVP/ Presença de doença venosa periférica*, Gravidez/ Puepério *|**, Trauma ou cirurgia recente *|***, Tabagismo***, Imobilidade prolongada*, Trombofilia/ História familiar **, Uso de Anticoncepcional e Terapia de reposição hormonal *

Quanto mais fatores de risco, maiores as chances de ocorrer TVP, visto que esse fatores interferem na Tríade citada acima. Esclarecida a patogênese, vamos correlacionar com a atividade física intensa e voos prolongados ( acima de 8h)

Ao realizar uma atividade física intensa ( como Maratona ou 1/2 Maratona), principalmente se o clima estiver quente e seco, ocorre uma desidratação , que por sua vez leva a hipercoagulabilidade ( Fator de risco**), além de outras alterações como neutrofilia que por sua vez gera uma lesão inflamatória endotelial ( outro fator de risco ***), entre outras. Sabemos que são reações transitórias e que o organismo precisa de algum tempo para recuperar as condições basais e minimizar os riscos, que por sua vez aumentariam , com a imobilidade (Estase venosa *) associada à pressurização da cabine nos voos prolongados realizados imediatamente após o esforço.

Portanto, a minha sugestão para minimizar os riscos é:
– Aguardar pelo menos 48h, para voos prolongados , após atividade física intensa ( Aproveite pra passear e conhecer o local)
– Reidratação (Beba bastante água e repositores também são válidos antes, durante e após a prova)
– Uso de elastocompressão (meias elásticas ) durante a prova e nos voos
– Fazer movimentos de dorsiflexão dos pés e levantar da poltrona para caminhar a cada 1h (tente marcar seu assento no corredor, se possível)
– Usar roupas folgadas

Alguns autores preconizam o uso de AAS 160mg 2h antes do voo. ( Porém não é um consenso, e deve ser usado somente sob orientação do seu médico assistente).

Espero ter colaborado e ajudado a dirimir algumas dúvidas

Dra Tereza Cristina d EL Rei Fraga
Angiologista/Cirugiã Vascular e Atleta Amadora

TVP

Vamos recomeçar!

Para muitos o ano finalmente começou e aquela volta aos treinos com mais disciplina e foco de fato deve iniciar. Depois de alguns dias com as rotinas, consequentemente as cargas de treinamento mais reduzidas (volume x intensidade e densidade), o praticante seja ele corredor, nadador ou ciclista sente muita diferença em voltar à estas práticas, mesmo elas sendo bem ajustadas e isso, em alguns casos pode desaminar e retardar ainda mais a evolução do praticante, então caro corredor, nadador, ciclista neste momento é encontrar força de vontade para voltar ao condicionamento que estava quando reduziu.

 

O retorno aos treinos deve sempre ser de forma gradativa e progressiva, respeitando o atual nível de aptidão física do praticante, relevamos a importância de refazer a avaliação médica, ficar atento à parte nutricional, se for o caso a fisioterapia e iniciar também o treino de força força e aceitar que seu corpo, ou seja nosso organismo levará um tempo para assimilar os estímulos (cargas de treinamento). Sua memória esportiva continua condicionada, mas o corpo não irá responder da mesma forma.

Tenha Paciência

Foi vestir a calça hoje e ela estava apertada? Subiu na balança e não se entendeu com os ponteiros? Provavelmente você chutou o balde no final do ano. Comeu demais, bebeu demais e agora o peso não está apenas na balança, mas também na consciência. Mas, quer saber? Relaxe! Faz parte, é preciso alimentar a alma também. O que você deve evitar agora é errar duas vezes. Como assim? Depois dos excessos muita gente quer ir para o lado oposto aí surgem dietas super restritivas, com apenas consumo de líquidos ou frutas, dieta detox, dieta sem carboidratos, sem gordura, sem graça, sem gosto e sem os nutrientes que você precisa para “funcionar” direito. Daqui a pouco você vai querer ir para o outro extremo outra vez e o que era apenas uma semana relaxando vira um ano num ciclo negativo vicioso. Então, o que fazer?

A primeira coisa é ter paciência, será necessário pelo menos uma semana positiva para neutralizar a negativa, nada de querer resolver o problema em 02 dias. A segunda é voltar para a dieta, sem grandes restrições, com aumento no consumo de frutas, vegetais, proteínas magras, laticínios restritos em gordura e água. Não esqueça de ingerir água, ela vai ajudar a “lavar” seu corpo. Por fim, volte ou comece a se exercitar, sem exageros, sem tentar fazer coisas que você nunca fez, sem querer resultados que você nunca teve em uma semana. O resultado positivo vem com calma, com algo que seja sustentável no médio e longo prazo. Em 2018 não queira ser perfeito, queira apenas acertar mais do que errar. Feliz ano novo!

Thiago Onofre Freire
Nutricionista
Especialista em Nutrição Esportiva (ASBRAN)
Mestre em Biologia Funcional e Molecular (UNICAMP)
Doutor em Medicina e Saúde (UFBA)
Professor Adjunto da Escola de Nutrição da UFBA

Você sabe de fato o que é o PACE?

De origem da língua Inglesa, o Pace, significa passo, ritmo ou movimento regular. Muito utilizado por praticantes, em especial de corrida de rua,  pois ele expressa o tempo que um praticante de caminhada/corrida leva para percorrer um quilômetro ( min/km).

De que forma podemos calcular?
Simples, o praticante deve dividir o tempo gasto (em minutos) pela distância total que o mesmo percorreu (quilômetros).

Segue um exemplo:
PACE MÉDIO = TEMPO (em minutos)/ Distância (em quilômetros)

Vamos para a prática: Um corredor correu 10km para um tempo de 60 minutos, ele correu cada quilometro para 6 minutos, ou seja percorreu cada 1k para 6’.

E  para quê serve?
Dentre as inúmeras funções, a primordial é a de planejamento do praticante de como ele irá fazer sua prova, seja ela para bater um recorde mundial ou para corredores recreacionais que objetivam melhoras nas suas marcas. O corredor que consegue ter previamente o seu PACE de prova, dificilmente terá algum tipo de intercorrência no dia. A determinação do PACE ajuda as organizadoras das Corridas de Rua, pois eles dividem as largadas pelo PACE.

PACE E TREINAMENTO
No dia a dia das rotinas de treinamento, é com o PACE que iremos determinar, distribuir as cargas de treino, em especial da intensidade. No enteanto, antes disso, precisamos entender de fato o quadro de saúde do praticante. E hoje, além dos testes em laboratório (Teste de Esforço Cardiopulmonar), temos também os testes indiretos de campo, como um Weltman de 3200, que determina os marcadores ideais para se chegar ao PACE.

Não podemos esquecer que antes de iniciar uma Programa Regular de Exercícios Físicos , precisamos fazer uma avaliação médica, para daí iniciar a sistematização dos treinos!

Bons Treinos!

Corrida na esteira e seus conceitos básicos:

 

 

Com o crescimento do mundo Running, ou seja, da corrida de rua, cresce também diversos questionamentos e posicionamentos em torno da modalidade e de suas formas de preparação.

Hoje o Mundo da Corrida irá levantar alguns pontos em torno da preparação para a participação em provas seja ela de 5k, 10k, Meia Maratona e as Maratonas e sua relação direta com os treinos em esteira.

 

Se o objetivo do corredor for, de fato, participar de provas e competições, a esteira não pode ser a única ferramenta que ele tem que usar. No entanto, se o objetivo for um condicionamento físico geral, ai sim, ela pode ser sua principal ferramenta de treinos para que este praticante alcance sua meta.

E DE FATO O PORQUE DISSO?

A principal justificativa para esta afirmativa se baseia na mecânica do movimento, ou seja, na biomecânica. Na esteira, é ela que leva, desloca o praticante através do seu tapete rolante. Já na rua, você toca o pé, empurra o chão desenvolvendo uma fase muito importante do gesto motor que é a fase ativa e que é perdida durante os treinos realizados na esteira, um outro detalhe importante para o corredor é que se ele mesmo assim continuar realizando a maioria dos seus treinos em esteira e o seu objetivo é participação em provas de rua ele deve procurar as máquinas ( esteiras) que possuam a função de inclinação e colocar no mínimo 1%, pois aí sim acreditam que ela se equipara a rua., porém  voltamos afirmar que o praticante precisa treinar na rua!

 

Sendo assim, se o seu objetivo, amigo (a) corredor (a), for se preparar para participar de provas de rua, você deve no mínimo incluir uma vez por semana treinos fora da esteira (se tiver possibilidades de mais, será melhor ainda)!

 

Bons treinos!

Bebidas isotônicas: qual a indicação?

Bebidas isotônicas são aquelas que possuem composição semelhante aos fluidos do organismo. Essas bebidas contêm carboidratos em quantidades que fornecem energia, sem exigir que o fluxo sanguíneo seja destinado ao processo de digestão. Por isso, normalmente são utilizadas durante a prática de exercícios que possuem alta demanda energética e promovem grande desidratação.

Durante o exercício físico, perdemos no suor não apenas água, mas também minerais como sódio. Em atividades de curta duração, essa perda não é significativa a ponto de comprometer o desempenho físico ou a saúde. Mas, em atividades de longa duração (acima de 80 minutos), é aconselhável que haja reposição desses nutrientes. Por isso, é indicada a utilização de bebidas isotônicas, visando a reposição de água, sódio e carboidratos, de forma a manter o equilíbrio do organismo minimizando desidratação, redução dos estoques de energia e perda do desempenho físico.

De acordo com o Colégio Americano de Medicina Esportiva, em exercícios de longa duração a ingestão de carboidratos deve ser de 30 a 60g/hora, de forma a evitar a fadiga. Essa quantidade pode ser atingida consumindo de 600mL a 1.200mL/hora de líquidos contendo de 4 a 8% de carboidratos.

Fonte: Position of the Academy of Nutrition and Dietetics, Dietitians of Canada, and the American College of Sports Medicine: Nutrition and Athletic Performance. 2016

 

Autoria: Centro de Nutrição Clínica e Esportiva

 

Trail Run

O Trail Run, é uma modalidade de corrida, muito utilizada nos Estados Unidos e na Europa. Sua característica principal é o ambiente onde ocorre sua prática: em meio a natureza.

 

Um aspecto de grande importância desta modalidade é a variação do relevo, fazendo com que este esporte seja praticado em montanhas, praias, regiões de deserto etc.  As corridas de montanha e as trilhas entre praias são as provas mais comuns desta modalidade, no Brasil! É isso que tem feito com que muitos adeptos saiam dos grandes centros em direção a estes desafios junto a estas belas paisagens,  e com isso a modalidade vem se transformando em um estilo de vida, pois o formato de seus eventos proporciona momentos  de encontros entre amigos e consequentemente acaba desenvolvendo interação entre pessoas de diversas classes, idades e o melhor, com a natureza.

A corrida de montanha nos oferece benefícios que vão na esfera biopsicossocial. Contemplando os marcadores fisiológicos e consequentemente à melhora na aptidão física, afastando o praticante dos efeitos deletérios do sedentarismo até o resgate dos valores humanos como a solidariedade, interatividade e cumplicidade.

 

Esta é uma modalidade que demanda um ritmo de rotinas de treinamento bem especifico, o que acaba exigindo muito mais do corpo e da mente. Dessa forma,  o praticante precisa treinar em locais que simulem de forma relevante os locais de provas, mesmo  sendo ele um praticante recreacional.

 

O Trail Run possuiu algumas peculiaridades, ou seja, características particulares, e o porquê precisamos estar bem atentos, pois com o crescimento de forma relevante da modalidade, começam a aparecer pessoas organizando provas que de fato não são de Trail e eles insistem a comercializa-las como sendo provas da modalidade.

 

Segue alguns itens que caracterizam os eventos esportivos do Trail:

 

  • Elevação – Altimetria com chamado de desnível positivo (+) e desnível negativo ( – ), onde quanto maiores forem estes índices mais bem classificada é a prova;
  • Algumas associações como a ITRA (Associação Internacional do Trail Running) determina que uma prova trail run tem que ter de 10% do percurso de piso (asfalto, paralelepípedo), 30% de trilhas e 60% de estrada de terra, ela vem trabalhando no sentindo de cada vez mais padronizar e regulamentar a

modalidade.

  • Quanto a distância o Trail se divide de diversas formas, mas as mais adotadas são:

Trail Curto ( 5k à 20k), Trail Longo ( 25k à Maratonas) , Ultra Trail ( 50k em diante aí temos as modalidades de 24 horas, dias em back to back, como exemplo temos a 6 Jours na França (http://www.6jours-de-france.fr/)

  • Uma outra dica importante é o fato de ser indispensável procurar eventos que respeitem a legislação ambiental. A Associação de Montanhismo e Proteção do Parque da Mantiqueira por exemplo, já criou alguns critérios para que se permita a realização de eventos na região, não podemos esquecer que estamos indo para o habitat muito rico e que pode ser prejudicado se não respeitarmos a fauna e a flora local. A montanha tem que ser respeitada pelo atleta que tem que ir para desafio sabendo que ela, a montanha, não é  um adversário, mas uma parceira que precisa ser cuidada e curtida.
  • O cuidado e o respeito se dão quando tudo que levamos para a trilha e para a montanha temos que trazer de volta, isso significa que precisamos correr preparado e equipado com uma mochila de hidratação que comporte tudo que precisamos levar e trazer todo o lixo que produzimos, dessa forma, a interação é garantida, diante disso, o corredor estará zelando pelo meio ambiente. O Atleta também se torna um fiscal de eventos, pois ao escolher por um estará selecionando aquele que te proporcione segurança, aquele que tenha um histórico de bom organizador e que cuidou do local não deixando sujeira e que tenha tratado a comunidade com muito respeito e dignidade.

 

 

Conforme citamos, treinar, competir em provas de montanhas requer uma preparação bem especifica, pois os aspectos particulares da modalidades, como o relevo, tipo de piso, a altimetria faz com que esta modalidade, tanto nas rotinas de treinamento, quanto nas competições, apresente um nível técnico em sua maioria muito elevado, uma curiosidade para que possam ter ideia das diferenças entre correr no asfalto e correr na montanha:

 

                Haile Gelebrassie  na Maratona de Rua de Berlim , fez 02:03:59 e foi     considerado o recorde mundial do momento no mesmo ano o melhor corredor do mundo de montanha Kilian Jornet fez o melhor tempo do momento e foi 03:48:38

 

 

Um corredor de montanha precisa ter e treinar algumas valências físicas indispensável para sua vida longa no esporte:

 

Qualidades Físicas Básicas:

 

  • Força (Máxima, Resistencia e Explosiva ou Potencia);
  • Velocidade especifica;
  • Flexibilidade, Mobilidade

 

Qualidades Secundárias:

 

  • Coordenação;
  • Agilidade;
  • Habilidade;
  • Equilibrio;
  • Ritmo;

 

Hoje há uma preocupação nossa, que trabalhamos com prescrição de treinamento para corrida de montanha, visto que estas valências físicas, que são indispensáveis para um bom rendimento do praticante e vai ajudar a atenuar lesões musculoesqueléticas, estão sendo negligenciadas por eles. Os mesmos, não gostam de treina-las, somente de correr! E isso não pode, pois precisam entender que devem treinar, e  com isso precisam ir para academia, ou studio de treinamento funcional procurando adotar rotinas sistematizadas de treinamento.

 

Amigos do Trail, vocês não podem facilitar e deixar de incluir nas suas rotinas o treinamento destas qualidades físicas! A mesma irá ajudar  vocês nos saltos, pulos, evitar torções, imprimir ritmos tudo isso particularidades das corridas em montanha e de fato poder desfrutar tudo que o TRAIL RUN tem a oferecer. Essa é a melhor forma harmônica entre o aluno e o treinador.

 

Um outro ponto peculiar para este tipo de modalidade , em especial trail longo e as ultra, é a mente! Ela determina que os praticantes treinem e terminem suas provas.

 

Quem já treina, participa de competições na montanha, sabe o quanto é um esporte que tem como característica a simplicidade, porém precisamos ficar bem atentos aos utensílios, acessórios que tornem esta modalidade esportiva a mais segura possível. Com isso, segue alguns itens mais comuns entre os praticantes:

 

  • Tennis de Trail, (escolher o tênis adequado para cada percurso, te trará mais segurança, conforto e máxima performance);
  • Mochila de Hidratação (independente se é um Trail Curto, longo, Ultra Trail);
  • Celular carregado, não esqueça que você está no meio de trilhas, matas;
  • Kit Primeiro socorros;
  • Apito;
  • Luvas;
  • Trekking Poles (avaliar de fato a necessidade, ou seja o desnível positivo e negativo)
  • Comida (a depender, da distância, duração…)
  • Corta vento (avaliar a necessidade);
  • Meias;
  • Bermudas ou calças de compressão;
  • Bandana , Boné Óculos;
  • Relógio gps
  • Filtro solar;

 

Sabemos que temos uma vasta lista e isso cada praticante deve ficar atento, em especial, as condições de locais de treino e no caso dos eventos esportivos ler o regulamento para de fato saber o que a organização exige para se participar.

 

 

Um recado para quem busca inserir-se no trail, avalie quem de fato são os treinadores que estão buscando conhecimento no trail run, quem está se envolvendo, pesquisando e praticando, pois sabemos que esta modalidade é muito mais do que somente a interação com a natureza.

Correr na lama, na trilhas, na mata, pular obstáculos, pedras, rios, riachos requer uma experiência. E estas experiências são treinadas, precisam ser quantificadas, trabalhar técnicas para cada tipo deste relevo, como subir, como descer e,  por isso, procurem quem de fato se capacita, recicla, a maior parte dos acervos são em inglês, espanhol e a vivencia prática da modalidade.

 

Um grande abraço e vamos as montanhas!

 

 

 

 

 

 

 

Rótulo dos alimentos para boas escolhas:

Rótulo dos alimentos para boas escolhas

Os rótulos dos alimentos contêm muitas informações importantes que podem nos ajudar a decidir sobre a compra de determinado produto. Entretanto, é importante saber o que procurar e como interpretar essas informações. Todos os rótulos possuem uma tabela nutricional com a quantidade de calorias e nutrientes (carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminais, fibras, etc) presentes em uma porção do alimento. Observar a composição é muito mais importante do que observar apenas a quantidade de calorias. Em relação a carboidratos (açúcares), gorduras e sódio, quanto menor a quantidade no alimento, melhor, sendo importante evitar os alimentos que contêm gordura trans. O ideal é que a quantidade de açúcares e gorduras sejam menor que 5% e 10%, respectivamente, da gramagem da porção. Já em relação a proteínas e fibras o raciocínio é inverso: quanto maior a quantidade na porção, melhor. O ideal é que o alimento tenha mais de 15% e 10% de proteína e fibra, respectivamente, em sua composição. É importante observar também a lista de ingredientes. Nela está indicado, por ordem decrescente, os principais constituintes do alimento. Ou seja, o que estiver listado primeiro, está presente em maior quantidade. Deve-se, portanto, evitar que açúcar e gordura apareçam nas primeiras posições. A Imagem acima segue exemplo explicativo de uma tabela nutricional:

 

Autoria: Centro de Nutrição Clínica e Esportiva

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