Câncer de mama aos 29 anos.

12/07/2017.
Um ano da primeira vez que fui ao mastologista e que se fez a suspeita de câncer de mama. Eu tinha 29 anos, sou estudante de medicina e não tenho absolutamente nenhum caso na família, nem de câncer de mama ou ovário. Depois disso, se seguiu uma semana de ultrassonografias, ressonância, tomografias, cintilografia óssea, biópsia core, anatomia patológica, imunohistoquímica, até chegar a consulta com o oncologista. Sim, era câncer.
Não me pergunte muita coisa sobre aquela semana. Eu não lembro. É como se fosse uma noite de bebedeira, tenho lembranças de flashs apenas. Mas tudo aquilo passou.
E vieram 16 sessões de quimioterapia, uma cirurgia (adenomastectomia bilateral), 28 sessões de radioterapia.
Com isso tudo, veio de brinde uma careca divosa (se eu disser que odiava, estarei mentindo rs), muitos quilos a mais, menopausa temporária, fadiga, seios novos, dores pós cirúrgicas, mancha vermelha e muitas dores na mama da radioterapia. (mais…)

HISTÓRIA DA TATI: CÂNCER LUMINAL B

Oi gente! Estou em falta com a atualização do blog, mas vamos retomar com a parte que mais gosto: os depoimentos! Hoje vamos conhecer a história da Tati, de Mauá-SP, que teve um tipo de câncer de mama chamado Luminal B aos 33 anos.

“Me chamo Tatiane e em janeiro de 2016, com 33 anos, fui diagnosticada com câncer de mama. No momento que se ouve que se está com câncer, é enlouquecedor! A gente tem medo de ouvir isso, pois é como se escutasse: você vai morrer! E comigo foi assim. Eu achei que tinha recebido uma sentença de morte! Não sabia o que me esperava no dia seguinte à essa consulta. Eu pensei tanto em meu Luís (meu filho de 12 anos, portador de uma síndrome cromossômica) que é tão dependente de mim. O que seria dele? O que seria de nós?


Quando eu senti o nódulo (novembro/15), eu já fui me preparando para esse dia. Fiz ultrassom e, em seguida, a biópsia. E quando se ouve essa “sentença”, por mais que você se prepare, o chão some debaixo de seus pés!

   
Graças a Deus, o nódulo era razoavelmente pequeno, então pude fazer a cirurgia primeiro, seguida da quimioterapia, e por fim, a radioterapia.
Eu iria fazer quatro ciclos de quimioterapia mas, por conta de uma reação alérgica, tive que suspender. Fui então encaminhada pra radioterapia. Foram 30 sessões diárias em dias úteis, por quase dois meses. Eram tardes inteiras no hospital, onde pude conhecer muita gente e ouvir muitas histórias! Fiz grandes amigos e, hoje, vejo o quanto foi importante conviver com variados tipos de câncer, com diferentes gravidades. Foi quando fui mais grata por ter tido câncer e por poder levar meu tratamento bem.
Não reclamo pelo câncer ter passado pela minha vida. Muito pelo contrário! Eu agradeço a Deus por essa tempestade ter passado com leveza. Essa doença nos uniu ainda mais. Ter minha família e meus amigos por perto foi imprescindível, mas minha fé e meu otimismo foram o meu trunfo!
A incerteza dos dias é angustiante. Lidar com olhares e com a ignorância alheia dói em nós (Ficar careca também, mas eu curti esse momento! Eu me amei careca!). (mais…)

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