int(76)

CÂNCER E RELACIONAMENTOS

Diante do câncer de mama, a relação amorosa pode ter diversas repercussões. Para alguns casais, o casamento fica ameaçado, pois os homens se afastam.

Nunca é demais lembrar que câncer NÃO é contagioso.

Na verdade, esses homens se afastam, na maioria das vezes, porque não suportam o fato de terem suas mulheres com câncer de mama. Essa é a maneira que eles encontram pra se protegerem da própria vulnerabilidade e da efemeridade da vida. Assim, eles não refletem, não se implicam na própria vida e na vida das esposas. Isso é muito duro para a mulher que já enfrenta um grande desafio com o diagnóstico e os seus desdobramentos. Ela se vê com a dupla tarefa de enfrentar o tratamento e processar suas emoções diante do marido distante e as consequências disso. Às vezes, a levando a decisão de separação. (mais…)

Câncer de mama aos 29 anos.

12/07/2017.
Um ano da primeira vez que fui ao mastologista e que se fez a suspeita de câncer de mama. Eu tinha 29 anos, sou estudante de medicina e não tenho absolutamente nenhum caso na família, nem de câncer de mama ou ovário. Depois disso, se seguiu uma semana de ultrassonografias, ressonância, tomografias, cintilografia óssea, biópsia core, anatomia patológica, imunohistoquímica, até chegar a consulta com o oncologista. Sim, era câncer.
Não me pergunte muita coisa sobre aquela semana. Eu não lembro. É como se fosse uma noite de bebedeira, tenho lembranças de flashs apenas. Mas tudo aquilo passou.
E vieram 16 sessões de quimioterapia, uma cirurgia (adenomastectomia bilateral), 28 sessões de radioterapia.
Com isso tudo, veio de brinde uma careca divosa (se eu disser que odiava, estarei mentindo rs), muitos quilos a mais, menopausa temporária, fadiga, seios novos, dores pós cirúrgicas, mancha vermelha e muitas dores na mama da radioterapia. (mais…)

DIAS DAS MÃES: EU NÃO POSSO PARIR!

É chegada a hora de contar alguns detalhes dessa história, que nem todo mundo sabe. Antes de mais nada, quero dizer pra você que tem ou teve câncer de mama: CALMA, pois isso não acontece com todas as pacientes necessariamente.

Vou explicar:
A maioria de vocês conhece o Tamoxifeno, não é? Ele é o remédio mais usado e com grandes resultados na hormonioterapia – fase do tratamento que dura 5 anos em alguns casos e 10 anos em outros. Ele é usado em mulheres pré-menopausa e é o responsável por não deixar os hormônios do corpo passarem para as mamas. Só que o grande lance foi: ele protege as mamas, mas o resto fica vulnerável!

Nunca havia sentido grandes coisas com ele. Sempre deu para amenizar tudo com exercícios físicos e drenagem. Como geralmente faço meus exames em dia, observei o aumento do endométrio (parede do útero), que é comum em pacientes que usam o medicamento. Fui acompanhando apenas, de 6 em 6 meses.

Em 2014, eu fui “premiada” com algo chamado ATIPIAS (Hiperplasia atípica do endométrio).
O que é isso? Um estágio pré-câncer. Ou seja: Se esperasse mais um pouco, podia ter câncer no útero (para quem não sabe, câncer de mama e de útero são “primos”).
(mais…)

HISTÓRIA DA TATI: CÂNCER LUMINAL B

Oi gente! Estou em falta com a atualização do blog, mas vamos retomar com a parte que mais gosto: os depoimentos! Hoje vamos conhecer a história da Tati, de Mauá-SP, que teve um tipo de câncer de mama chamado Luminal B aos 33 anos.

“Me chamo Tatiane e em janeiro de 2016, com 33 anos, fui diagnosticada com câncer de mama. No momento que se ouve que se está com câncer, é enlouquecedor! A gente tem medo de ouvir isso, pois é como se escutasse: você vai morrer! E comigo foi assim. Eu achei que tinha recebido uma sentença de morte! Não sabia o que me esperava no dia seguinte à essa consulta. Eu pensei tanto em meu Luís (meu filho de 12 anos, portador de uma síndrome cromossômica) que é tão dependente de mim. O que seria dele? O que seria de nós?


Quando eu senti o nódulo (novembro/15), eu já fui me preparando para esse dia. Fiz ultrassom e, em seguida, a biópsia. E quando se ouve essa “sentença”, por mais que você se prepare, o chão some debaixo de seus pés!

   
Graças a Deus, o nódulo era razoavelmente pequeno, então pude fazer a cirurgia primeiro, seguida da quimioterapia, e por fim, a radioterapia.
Eu iria fazer quatro ciclos de quimioterapia mas, por conta de uma reação alérgica, tive que suspender. Fui então encaminhada pra radioterapia. Foram 30 sessões diárias em dias úteis, por quase dois meses. Eram tardes inteiras no hospital, onde pude conhecer muita gente e ouvir muitas histórias! Fiz grandes amigos e, hoje, vejo o quanto foi importante conviver com variados tipos de câncer, com diferentes gravidades. Foi quando fui mais grata por ter tido câncer e por poder levar meu tratamento bem.
Não reclamo pelo câncer ter passado pela minha vida. Muito pelo contrário! Eu agradeço a Deus por essa tempestade ter passado com leveza. Essa doença nos uniu ainda mais. Ter minha família e meus amigos por perto foi imprescindível, mas minha fé e meu otimismo foram o meu trunfo!
A incerteza dos dias é angustiante. Lidar com olhares e com a ignorância alheia dói em nós (Ficar careca também, mas eu curti esse momento! Eu me amei careca!). (mais…)

VAMOS CONHECER CRISTINA?

Confesso: sou viciada no Netflix. Adoro séries e tenho fuçado as produções deles atrás de coisas bacanas. “Por acaso” ou não, conheci Cristina. Não falo que “encontrei o documentário sobre Cristina” pois, no filme, você termina realmente sentindo que conhece ela.

Cristina teve câncer de mama, assim como eu e – certamente – como você. Ela achou que estava tudo ok em sua vida mas recebeu a notícia que “assombra” todas nós: estava com metástase. Sim. Precisamos falar sobre câncer de mama metastático. Depois que assisti o documentário, fiquei pensando “faço ou não faço o post?”. Resolvi fazer pois essa é uma realidade que pode ser de qualquer uma de nós – lógico que, dependendo o caso, do estágio da doença e etc. Não é regra geral, viu? (antes que você entre em pânico!) (mais…)

OUTUBRO ROSA OUTRA VEZ!

Outubro chegou e com ele o mês internacional de luta contra o câncer de mama.

Só que, ao contrário do que muita gente pensa, não é para se falar só da doença em outubro! Essa foi apenas uma oportunidade criada para falar da doença de uma forma geral, para que a mídia dê espaço de pauta, para que as pessoas parem e pensem que o câncer de mama está mais perto do que elas imaginam.

Se você ainda não sabe, eu tive a doença com 30 anos. Sem ninguém esperar, sem eu nunca ter sequer pensado nela, sem histórico familiar. Hoje estou curada e uso esse espaço para conscientizar outras mulheres e ajudar quem está passando pelo tratamento.

São 5 anos nessa área! Leio o que posso, converso com quem entende, assisto palestras sobre o tema… Tudo para poder chegar aqui e fazer valer o que passei, podendo te ajudar ou te alertar. (mais…)

Câncer de mama aumenta entre as mais jovens

 
A incidência do câncer de mama avançado em mulheres de 25 a 39 anos nos Estados Unidos aumentou nos últimos 30 anos, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (27).
 
A pesquisa publicada no “JAMA”, a revista da Associação Médica Americana, descobriu que os casos passaram de 1,53 por 100 mil habitantes em 1976 para 2,9 por 100 mil habitantes em 2009.
Segundo os pesquisadores, isto representa um aumento médio ponderado de 2,07% por ano durante o período de 34 anos.
“A tendência não mostra sinais de diminuição e pode indicar um aumento da importância epidemiológica e clínica”, escreveram os autores do estudo, dirigido por Rebecca Johnson, do Hospital Infantil de Seattle e da Universidade de Washington.

(mais…)

© 2017 - TV Aratu - Todos Direitos Reservados
Rua Pedro Gama, 31, Federação. Tel: 71 3339-8088 - Salvador - BA