10 MITOS E 10 VERDADES SOBRE O CÂNCER DE MAMA

Existe muito desconhecimento ainda sobre o câncer de mama e, pior, existe também muita “crendice” popular que podem terminar prejudicando o diagnóstico e o tratamento da doença. Listamos aqui 10 mitos sobre o câncer de mama:

>>> VERDADES

1. A terapia de reposição hormonal pode ser um fator de risco – Ela pode ser realizada, mas precisa haver um controle severo das taxas hormonais.
2. O câncer tem cura – principalmente se for descoberto nos estágios iniciais;
3. Amamentar protege o peito do câncer de mama – em pacientes não fumantes. Quando o bebê mama, as células mamárias ficam ocupadas com a produção de leite e se multiplicam menos, o que reduz o risco de contrair a doença.
4. Algumas mulheres da minha família tiveram câncer de mama. Por isso, corro mais riscos. – Sim. Sua família pode ser que nem a de Angelina Jolie, por exemplo, e ter uma mutação genética que favorece o aparecimento da doença; (mais…)

Le Postiche promove doação de lenços adquiridos com a campanha Outubro Rosa

A Le Postiche realizou na última sexta-feira um evento no hospital Pérola Byington, em São Paulo, para a doação dos Lenços da Solidariedade, projeto idealizado pela blogueira Vania Castanheira do blog Minha Vida Comigo, que consiste em presentear com lenços as pacientes que estejam em tratamento de quimioterapia. Os 2000 lenços adquiridos com a ação Outubro Rosa foram destinados a alguns hospitais que tem como foco o combate ao câncer de mama.

Durante o evento, Alessandra Restaino, presidente da marca, recebeu a blogueira Camila Coelho, uma das embaixadoras da campanha, para dar dicas de maquiagem e Vania para ensinar as pacientes maneiras diferentes e estilosas de usar os lenços.

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Fonte: www.ferrazmoda.com.br

TRATAMENTOS ALTERNATIVOS

Suco-de-Couve

Outro dia me assustei com uma pessoa que me disse achar errado quando uma pessoa, ao descobrir um câncer em estágio inicial, ter logo que fazer um tratamento convencional, não poder ter opções de não se render à indústria/máfia da medicina e medicamentos.

Como assim, gente??? Sério isso, produção?

Eu até consigo respeitar a opinião alheia, mas não posso compactuar com isso. Preciso desabafar.

Antigamente, a opção de tratamento de câncer de mama era SUPER invasiva! A única forma, pelo que sei, além de uma quimioterapia que fazia basicamente todo mundo passar muito mal, era a mastectomia, independente do caso. Os diagnósticos não eram precoces por conta da falta de informação.

De muito tempo pra cá, a medicina evoluiu MUITO. Hoje em dia, em um tumor diagnosticado precocemente, as chances de cura serão cerca de 98%. Quanto menor o tumor, um tratamento será menos invasivo. Não necessariamente a pessoa ficará mutilada. Eu conheço uma pessoa que tirou um tumor de 0,8 milímetros e nem parece que fez cirurgia, por conta da pequena margem que foi retirada.

Nenhum médico que se preze vai te passar um tratamento sem necessidade. O grande lance é encontrar um profissional de sua confiança e acreditar no diagnóstico dele, nos anos de estudo.

As drogas são fortes, agridem o organismo, mas também te salvam. Depois, tudo volta ao normal.

Quem quer tomar chás e confiar APENAS em um alimento X, viver de luz ou de comidas verdes, paciência. Só não reclamem depois e tomem MUITO cuidado (se tiverem amor às suas vidas).

Quando ficamos doentes, SEMPRE aparece um parente que tem um amigo que tem um amigo que se curou de um câncer apenas tomando suco de couve. Será? Se quiser tomar, tudo bem. Só ANTES fale com seu médico. Muitos chás e ervas podem atrapalhar os tratamentos convencionais. Não custa nada perguntar.

E boa sorte nas suas escolhas.

Deixo claro que isso é MINHA OPINIÃO. 

Bjs

Paula

ANA PAULA SAMPAIO CALDEIRA – CÂNCER DE MAMA AOS 30

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Nunca me senti muito à vontade com a ideia de dar um depoimento. Não que eu seja exatamente uma pessoa “reservada”. Também não se trata de não querer compartilhar a minha experiência com outras pessoas, como se eu quisesse esconder ou esquecer que passei por isso. Minha hesitação vem do fato de eu acreditar que cada experiência é única e individual. Portanto, tenho plena consciência de que cada um que passa por essa ou outras situações delicadas na vida a encara de uma forma particular.

De qualquer maneira, o que me estimula a escrever é lembrar que, quando descobri o câncer, eu mesma li muitos depoimentos de pacientes e ex-pacientes e que cada um deles, à sua maneira, contribuiu para que eu entendesse o que estava se passando comigo e me ajudaram a dar sentido àquilo tudo.

Eu descobri o meu tumor aos 30 anos de idade. Não tenho ideia de há quanto tempo ele estava lá alojado na mama direita. Há uns 2 ou 3 anos eu não fazia a ultrassom e nenhum médico tinha me indicado fazer mamografia até aquele momento. A descoberta começou com uma visita de rotina à ginecologista. A investigação foi aprofundando, aprofundando e pronto: lá estava o diagnóstico. Um mês depois, começava o tratamento: 16 sessões de quimio, seguidas pela cirurgia e 25 sessões de radio.

Evidentemente, é sempre um choque saber que se está com câncer e é muito, mas muito cansativo mesmo passar pelo tratamento. Mas uma das partes mais difíceis foi dar a notícia aos amigos, parentes e marido e ver neles a falta de palavras e o olhar de preocupação.

Não quero fazer o discurso da “paciente-super-heroína”, que passou por tudo com valentia e sorriso no rosto. Comigo não foi assim! Fiquei preocupada, tensa e triste, principalmente nos momentos em que meu corpo se mostrava debilitado pelo tratamento. Mas, não sei bem explicar porquê, sempre tive a impressão de que estava no controle da situação e de aquela era uma fase que iria passar. Reafirmo as palavras da Paula (a “dona” desse blog!!) quando ela diz que essa não foi a pior experiência da sua vida. Além disso, ainda hoje há muitas outras doenças e situações que me causam muito mais medo do que o câncer. Por outro lado, também tive a sorte de contar com um marido, uma família, médicos e amigos incríveis que me ajudavam a encarar com mais leveza a situação.

Às vezes, as pessoas perguntam o que mudou na minha vida depois de ter passado pelo diagnóstico do câncer de mama, talvez esperando que eu relate uma mudança radical de postura diante do mundo. Na verdade, depois do tratamento as coisas foram, aos poucos, voltando ao normal, isto é, a rotina cotidiana de trabalho, estudos, entos de alegria e também de “abacaxis” para resolver não me abandonou. O que eu certamente ganhei foi a percepção daquilo que era efetivamente importante pra mim e a compreensão da necessidade de cuidar mais do meu corpo e de estar atenta aos seus limites.

Ana Paula Sampaio Caldeira

paideia@ig.com.br

DEPOIMENTO: ROMILZA MEDRADO – UMA VIDA DE LUTA CONTRA O CÂNCER!

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Bem, para falar de quase 27 anos na luta pessoal contra cânceres, dos quais dois, foram de mama, bi lateral, gostaria de compartilhar com vocês, alguns sentimentos, conhecimentos e vivências, porque, também fundei uma entidade que cuida de pacientes com câncer há mais de 40 anos.

Pois bem, quando uma pessoa é acometida de câncer há um grande impacto não só sobre ela, mas também entre os que lhe são próximos, e todos são acometidos de uma espécie de “síndrome do câncer”. Nessa ocasião todos se lembram de alguém saudável e alegre que, após um diagnóstico de câncer, faleceu em meio a muito sofrimento.

O câncer lembra a “morte”, e a “morte” é o fim da vida, ou pelo menos, desta vida, como acreditam os espiritualistas de quase todos os credos. Na verdade, embora seja a “morte” a nossa única certeza, ninguém se sente confortável falando sobre ela e nunca está preparado para enfrentá-la.
O câncer ainda constitui um tabu, sendo esta palavra pronunciada à meia-voz ou através dos mais diversos pseudônimos, como “CA”, “tumor maligno”, ou “aquela doença”, e o paciente é sempre poupado de ouvi-la para que sejam evitados maiores constrangimentos…

Outro detalhe que atormenta a vida de muita gente diz respeito ao fator surpresa. A falta de sintomas iniciais pode acarretar um diagnóstico, quase sempre tardio que muitas vezes inviabiliza a cura, embora saibamos que, diagnóstico precoce e tratamento em tempo real, traz chances de mais de 90% de cura.

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Sexualidade e Câncer

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Todos sabemos que o assunto da sexualidade é carregado de muitos tabus e estigmas sociais. Se voltarmos no tempo, vamos constatar que a sexualidade esteve sempre associada à procriação, à continuidade da espécie humana. Caso contrário, era associada à vulgaridade, ou seja, a hábitos que estavam fora das regras sociais, que era proibida de ser falada.

Outro dia, eu fui convidada para dar uma palestra sobre este assunto, e uma das mulheres – uma senhora que apresentava ter uns 70 anos – que estava assistindo, pediu a palavra e contou-nos que até a menstruação era um assunto proibido de ser falado na sua casa.

Esta ideia da sexualidade é totalmente avessa à condição de saúde. O que quero dizer com isso? A Organização Mundial da Saúde (OMS) entende que a sexualidade é essencial à saúde, pois além das condições biológicas, psicológicas, sociais e espirituais, esta compõe o senso de identidade pessoal.

Então, alguém que não se sente à vontade com a sua sexualidade, que não se toca, que não busca caminhos para a obtenção de prazer, para a troca afetiva e íntima com o outro, não está cuidando da sua saúde, não está exercitando o auto-cuidado.
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ESVAZIAMENTO DE AXILA OU LINFADENECTOMIA

Bú! Nome feio e processo que assusta a maioria das pacientes de câncer de mama. O que é isso???Literalmente, consiste na remoção cirúrgica de um ou mais grupos de linfonodos

O que são os linfonodos? Segundo o wikipédia:

“Os linfonodos ou gânglios linfáticos são pequenos órgãos perfurados por canais que existem em diversos pontos da rede linfática, uma rede de ductos que faz parte do sistema linfático. Atuam na defesa do organismo humano e produzem anticorpos”.

Não quero fazer aqui um texto muito complexo e técnico pois não sou médica. Gostaria de passar para vocês a experiência que EU tive no MEU caso e como lido com isso até hoje – e vou lidar minha vida inteira!

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A NEURA COM O CABELO DE NICOLE

Eu não vejo novela, mas sei que existe uma personagem, a Nicole (interpretada por Marina Ruy Barbosa), que descobriu que tem câncer e tem poucos meses de vida. O que se esperava era que ela fizesse quimioterapia e perdesse o cabelo, como acontece com a maioria das pacientes.
Foi então que começou uma comoção nacional para que o autor não fizesse com que a atriz perdesse suas lindas madeixas ruivas. E não é que eles conseguiram? “O drama de Nicole”, “O Dilema da atriz”, “Chocante! Marina Ruy Barbosa terá que raspar a cabeça”, eram os títulos das matérias que eu lia.

Quer saber o que eu acho? Ridículo.

Se ela é atriz, tem que estar preparada para esse tipo de coisa: raspar a cabeça, cortar os cabelos, pintar e etc, para encarnar o personagem em questão.

Muitos falam que o autor desistiu de mandar Marina cortar os cabelos pq ela tem um contrato milionário com a L’Óreal. Que seja! Continuo achando ridículo.

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RADIOTERAPIA NO CÂNCER DE MAMA

Acabei de perceber que eu nunca havia postado sobre radioterapia aqui – um dos assuntos que mais me perguntam! Então, peguei o post que eu já tinha feito para o meu outro blog, o Mulherzinha, e dei uma repaginada!
Acho que não é nada mais que minha obrigação em fazer esse post para vcs e para todas as pessoas que vão passar pelo tratamento. Acho que depois de ter tido câncer de mama, uma das minhas missões é ajudar e alertar, como venho tentando fazer.Uma das coisas que mais acontece com quem está passando pelo câncer é o medo do desconhecido. Eu tive e, por isso, resolvi fazer esse post bem detalhado.Logo antes da radioterapia, me bateu uma curiosidade grande sobre como era o processo e como o peito iria ficar. Pesquisei na internet e encontrei muito pouca informação, principalmente no que diz respeito ao aspecto do peito.Não quero assustar ninguém, mas acho que é bem melhor estar ciente de tudo que vai acontecer do que ou vir versões “suaves” como as quais os médicos me passavam. É muito provável que as reações variem de pessoa para pessoa, então é importante deixar claro que tudo aqui aconteceu COMIGO. As pessoas me falavam “a rádio é super tranquila, bem melhor que a quimio!”. Ela pode até ser melhor que a quimio, mas não é tão tranquila assim. O que posso dizer? Dos males, o menor.

O processo é o seguinte:

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CAMPANHA: DOE LENÇOS E BONÉS. DOE AUTOESTIMA!

O Projeto Repartir, um grupo de voluntárias de Salvador, está com uma linda campanha de elevação da autoestima de pacientes em tratamento de câncer.

A campanha consiste em 2 partes:
– Arrecadação permanente de bonés e lenços, adultos e infantis, que podem ser entregues na loja Valmari (Pituba Parque Center – Salvador / BA) ou enviados pelo correio (para informações, entre em contato com o Projeto Repartir através da fanpage)

– Visita a instituições assistenciais sem fins lucrativos para uma conversa, lanche, brincadeiras, aula de turbantes, entre outros. Confira as fotos das duas primeiras visitas! (mais…)

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