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CÂNCER E RELACIONAMENTOS

Diante do câncer de mama, a relação amorosa pode ter diversas repercussões. Para alguns casais, o casamento fica ameaçado, pois os homens se afastam.

Nunca é demais lembrar que câncer NÃO é contagioso.

Na verdade, esses homens se afastam, na maioria das vezes, porque não suportam o fato de terem suas mulheres com câncer de mama. Essa é a maneira que eles encontram pra se protegerem da própria vulnerabilidade e da efemeridade da vida. Assim, eles não refletem, não se implicam na própria vida e na vida das esposas. Isso é muito duro para a mulher que já enfrenta um grande desafio com o diagnóstico e os seus desdobramentos. Ela se vê com a dupla tarefa de enfrentar o tratamento e processar suas emoções diante do marido distante e as consequências disso. Às vezes, a levando a decisão de separação. (mais…)

Vamos falar de câncer?

Ter câncer não é fácil e, por mais que se explique, ainda existem muitos tabus em torno da doença.
Tem gente que está passando pelo tratamento e, simplesmente, não quer falar pra ninguém. Piorou depois. Quando tudo passa, tem gente que quer esquecer que teve câncer.
Eu não. A melhor coisa que fiz foi falar sobre o assunto. (mais…)

Câncer de mama aos 29 anos.

12/07/2017.
Um ano da primeira vez que fui ao mastologista e que se fez a suspeita de câncer de mama. Eu tinha 29 anos, sou estudante de medicina e não tenho absolutamente nenhum caso na família, nem de câncer de mama ou ovário. Depois disso, se seguiu uma semana de ultrassonografias, ressonância, tomografias, cintilografia óssea, biópsia core, anatomia patológica, imunohistoquímica, até chegar a consulta com o oncologista. Sim, era câncer.
Não me pergunte muita coisa sobre aquela semana. Eu não lembro. É como se fosse uma noite de bebedeira, tenho lembranças de flashs apenas. Mas tudo aquilo passou.
E vieram 16 sessões de quimioterapia, uma cirurgia (adenomastectomia bilateral), 28 sessões de radioterapia.
Com isso tudo, veio de brinde uma careca divosa (se eu disser que odiava, estarei mentindo rs), muitos quilos a mais, menopausa temporária, fadiga, seios novos, dores pós cirúrgicas, mancha vermelha e muitas dores na mama da radioterapia. (mais…)

DIAS DAS MÃES: EU NÃO POSSO PARIR!

É chegada a hora de contar alguns detalhes dessa história, que nem todo mundo sabe. Antes de mais nada, quero dizer pra você que tem ou teve câncer de mama: CALMA, pois isso não acontece com todas as pacientes necessariamente.

Vou explicar:
A maioria de vocês conhece o Tamoxifeno, não é? Ele é o remédio mais usado e com grandes resultados na hormonioterapia – fase do tratamento que dura 5 anos em alguns casos e 10 anos em outros. Ele é usado em mulheres pré-menopausa e é o responsável por não deixar os hormônios do corpo passarem para as mamas. Só que o grande lance foi: ele protege as mamas, mas o resto fica vulnerável!

Nunca havia sentido grandes coisas com ele. Sempre deu para amenizar tudo com exercícios físicos e drenagem. Como geralmente faço meus exames em dia, observei o aumento do endométrio (parede do útero), que é comum em pacientes que usam o medicamento. Fui acompanhando apenas, de 6 em 6 meses.

Em 2014, eu fui “premiada” com algo chamado ATIPIAS (Hiperplasia atípica do endométrio).
O que é isso? Um estágio pré-câncer. Ou seja: Se esperasse mais um pouco, podia ter câncer no útero (para quem não sabe, câncer de mama e de útero são “primos”).
(mais…)

HISTÓRIA DA TATI: CÂNCER LUMINAL B

Oi gente! Estou em falta com a atualização do blog, mas vamos retomar com a parte que mais gosto: os depoimentos! Hoje vamos conhecer a história da Tati, de Mauá-SP, que teve um tipo de câncer de mama chamado Luminal B aos 33 anos.

“Me chamo Tatiane e em janeiro de 2016, com 33 anos, fui diagnosticada com câncer de mama. No momento que se ouve que se está com câncer, é enlouquecedor! A gente tem medo de ouvir isso, pois é como se escutasse: você vai morrer! E comigo foi assim. Eu achei que tinha recebido uma sentença de morte! Não sabia o que me esperava no dia seguinte à essa consulta. Eu pensei tanto em meu Luís (meu filho de 12 anos, portador de uma síndrome cromossômica) que é tão dependente de mim. O que seria dele? O que seria de nós?


Quando eu senti o nódulo (novembro/15), eu já fui me preparando para esse dia. Fiz ultrassom e, em seguida, a biópsia. E quando se ouve essa “sentença”, por mais que você se prepare, o chão some debaixo de seus pés!

   
Graças a Deus, o nódulo era razoavelmente pequeno, então pude fazer a cirurgia primeiro, seguida da quimioterapia, e por fim, a radioterapia.
Eu iria fazer quatro ciclos de quimioterapia mas, por conta de uma reação alérgica, tive que suspender. Fui então encaminhada pra radioterapia. Foram 30 sessões diárias em dias úteis, por quase dois meses. Eram tardes inteiras no hospital, onde pude conhecer muita gente e ouvir muitas histórias! Fiz grandes amigos e, hoje, vejo o quanto foi importante conviver com variados tipos de câncer, com diferentes gravidades. Foi quando fui mais grata por ter tido câncer e por poder levar meu tratamento bem.
Não reclamo pelo câncer ter passado pela minha vida. Muito pelo contrário! Eu agradeço a Deus por essa tempestade ter passado com leveza. Essa doença nos uniu ainda mais. Ter minha família e meus amigos por perto foi imprescindível, mas minha fé e meu otimismo foram o meu trunfo!
A incerteza dos dias é angustiante. Lidar com olhares e com a ignorância alheia dói em nós (Ficar careca também, mas eu curti esse momento! Eu me amei careca!). (mais…)

VAMOS CONHECER CRISTINA?

Confesso: sou viciada no Netflix. Adoro séries e tenho fuçado as produções deles atrás de coisas bacanas. “Por acaso” ou não, conheci Cristina. Não falo que “encontrei o documentário sobre Cristina” pois, no filme, você termina realmente sentindo que conhece ela.

Cristina teve câncer de mama, assim como eu e – certamente – como você. Ela achou que estava tudo ok em sua vida mas recebeu a notícia que “assombra” todas nós: estava com metástase. Sim. Precisamos falar sobre câncer de mama metastático. Depois que assisti o documentário, fiquei pensando “faço ou não faço o post?”. Resolvi fazer pois essa é uma realidade que pode ser de qualquer uma de nós – lógico que, dependendo o caso, do estágio da doença e etc. Não é regra geral, viu? (antes que você entre em pânico!) (mais…)

OUTUBRO ROSA OUTRA VEZ!

Outubro chegou e com ele o mês internacional de luta contra o câncer de mama.

Só que, ao contrário do que muita gente pensa, não é para se falar só da doença em outubro! Essa foi apenas uma oportunidade criada para falar da doença de uma forma geral, para que a mídia dê espaço de pauta, para que as pessoas parem e pensem que o câncer de mama está mais perto do que elas imaginam.

Se você ainda não sabe, eu tive a doença com 30 anos. Sem ninguém esperar, sem eu nunca ter sequer pensado nela, sem histórico familiar. Hoje estou curada e uso esse espaço para conscientizar outras mulheres e ajudar quem está passando pelo tratamento.

São 5 anos nessa área! Leio o que posso, converso com quem entende, assisto palestras sobre o tema… Tudo para poder chegar aqui e fazer valer o que passei, podendo te ajudar ou te alertar. (mais…)

CÂNCER DE MAMA AOS 26.

A realização de exames anuais sempre será o melhor caminho para o diagnóstico precoce do câncer de mama.
Depois de um difícil diagnóstico, a bancária Thaise Assis descobriu estar com câncer de mama aos 26 anos. Ela precisou realizar exames apurados para descobrir a doença e foi encaminhada para tratamento na Clínica AMO em Salvador, sendo atendida pelos oncologistas Dr. Carlos Sampaio e Dra Vanessa Dybal.

Em todo o processo, o apoio de sua família e amigos foi fundamental. “Nesse tempo meu pai também faleceu. Foi mais um baque emocional. Então, mais ainda eu senti o apoio da minha família e dos meus amigos, que cuidavam de mim o tempo todo e não me deixavam ficar triste. Até hoje, esse apoio é muito importante porque a gente se sente acolhido, protegido, cuidado”, salienta, estendendo esse sentimento de gratidão também para a sensibilidade que recebe dos médicos, enfermeiras e funcionários da AMO.

A experiência da luta para vencer a doença fez Thaise participar de atividades da abordagem multidisciplinar da clínica, o AMO Acolher e AMO Viver, e ampliar ainda mais seu senso de solidariedade ao colaborar nas atividades do Projeto Repartir, grupo de voluntárias que ajudam, entre outras instituições, o Núcleo Assistencial para Pessoas Com Câncer (Naspec). “Isso é muito bom porque você percebe que está passando por coisas que outras já superaram e que tudo isso vai passar. Hoje, muitas vezes, quando eu venho para a clínica eu converso e dou dicas para pacientes e acabo ficando amiga de mulheres que estão iniciando tratamento. Isso cria um elo”, revela.

Hoje, aos 30 anos e curada da doença, a jovem se sente renovada e é um exemplo impressionante de quem transformou uma situação ruim em algo positivo, que é ajudar o próximo. “Eu considero o câncer o maior ’presente’ que Deus me deu. Porque passei a dar mais valor à vida, olhar tudo de outra maneira. Determinadas coisas que antes pareciam muito importantes, vi que não têm importância. A alegria é literalmente viver o agora de forma mais intensa, viver o que te dá prazer”, conclui ela.

Fonte: Facebook da Clínica AMO

FORO DE PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA EM GRAMADO

Na última sexta-feira, 28 de agosto, aconteceu o Foro de Pacientes com Câncer de Mama: acesso aos tratamentos no Brasil, em Gramado (RS). Com uma programação totalmente voltada ao cenário brasileiro do câncer de mama avançado, a iniciativa foi importantíssima para fomentar a discussão em torno do tema, engajar sociedades médicas, profissionais de saúde, parlamentares e Associações de Pacientes na luta pela construção do acesso.

O Foro aconteceu como parte da 10ª edição do Câncer de Mama Gramado – 2015, um dos eventos mais tradicionais do país a discutir as temáticas relacionadas ao câncer.

O evento foi dividido em Blocos e discutiu o papel das Sociedades Médicas, Associações de Pacientes e Parlamentares dentro desse cenário, enfatizando a importância de se construir políticas públicas para avanço no tratamento e apoio ao pacientes, além de engajar a sociedade nessa causa. Fui convidada pela Novartis para moderar a mesa na qual FEMAMA, AMUCC e ONCOGIA debateram o tema. O que concluiu-se foi que é necessária a união de todas essas frentes para elencar o que quiser quais as mudanças mais urgentes e pressionar o governo para tal. A pergunta foi: será que esse discurso sairá do papel? Pela minha percepção, se depender as Associações de Pacientes, SIM.

(mais…)

CAMPANHA “PARA TODAS AS MARIAS”

Hoje em dia, existem tratamentos inovadores para o câncer de mama avançado (metastático) que permite que essas mulheres possam viver por mais tempo e com mais qualidade de vida.

Já falamos aqui da campanha POR MAIS TEMPO e hoje vamos conhecer outra iniciativa, a campanha “PARA TODAS AS MARIAS”, realizada pela FEMAMA, em prol do tratamento igualitário para a doença

A CAMPANHA

A campanha “Para Todas as Marias” quer chegar às ruas, às casas, aos escritórios, aos consultórios médicos… Quer enfrentar o trânsito, o transporte público, a correria do cotidiano. Enfim, que estar em todos os lugares onde as mulheres brasileiras travam suas batalhas diárias.

O objetivo é fazer com que todas elas, “Todas as Marias”, tenham acesso igualitário aos tratamentos mais modernos para o câncer de mama avançado. É neste estágio da doença que a mulher precisa de mais amparo. Porém, é justamente nesta fase que o Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não está amplamente preparado para atendê-las, não disponibilizando acesso gratuito ao tratamento mais moderno.

Medicamentos inovadores que aumentam a qualidade de vida das pacientes com câncer de mama não são aprovados para pacientes na fase metastática da doença pela CONITEC, órgão do Ministério da Saúde responsável pela incorporação de tratamentos no SUS. Essa ação é uma iniciativa da Femama (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama), uma associação civil, sem fins econômicos, que busca reduzir os índices de mortalidade por câncer de mama no Brasil.

Vamos ajudar?
Acesse o site e assine a petição online!

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