Os detalhes da mensuração da comunicação na internet

As mídias online estão progredindo, se aperfeiçoando e se afirmando no meio das ações de comunicação. Hoje em dia, não há um plano de mídia de qualidade que não inclua alguma veiculação na web. Mas o melhor do meio digital para quem é de agência de propaganda é poder responder facilmente sobre qual a dimensão do retorno do investimento. Neste ambiente, tudo é mensurado e controlado. Existem os erros, os robôs, os hackers e algumas fraudes. Mas quem disse que isso não existe no universo offline?

Agora fica mais fácil falar de ROI (retorno sobre o investimento em português). Ações de rede de display do Google geram informações incríveis que permitem conhecer melhor o público e estudar seus hábitos – ver o que funciona e o que não funciona.

Recentemente fizemos uma veiculação para pessoas com mais de 40 anos que estariam em Mata de São João (leia-se Praia do Forte) com seus iPhones, pois anunciamos apenas para quem usa o IOS.

Esta ação permitiu que conhecêssemos claramente os hábitos das pessoas de alta renda num dia de chuva de suas casas no balneário de Praia do Forte. Esta veiculação foi feita no feriadão da Páscoa, período em que choveu. Resultado: as pessoas usaram muito os celulares das 10 às 19h e jogaram bastante jogos de carta na internet, além de lerem notícias. E nosso anúncio estava lá, no meio do lazer digital destes potenciais consumidores.

As empresas empregam. O resto é resto.

Em tempo de discussão de reforma trabalhista, e aqui não quero entrar no mérito dos itens que serão modificados, quero apenas lembrar que as empresas são as grandes geradoras de empregos de todos os países. Elas são o motor do desenvolvimento e da construção de riqueza.

Estamos vivendo um grande aumento do desemprego, o que reflete a situação econômica do país. E mais: faz a roda girar ao inverso, mais desemprego, menos renda, menos consumo, menos lucro nas empresas, mais demissões. Este é o pior cenário.

Precisamos colocar as empresas, os empresários e os empregadores em primeiro lugar, são eles que, com coragem, força de vontade e muito trabalho, lutam contra todas as dificuldades de empreender num pais como o Brasil. Eles correm todos os riscos para gerar empregos que, com uma lei antiga, superprotegem os trabalhadores e aumentam o custo de se gerar emprego. Então, a qualquer soluço da economia, o mais sensato é se cortar funcionários. Como consequência: menos empregados e mais famílias redução de renda. Resultado: menos consumo e aumento da miséria e da criminalidade

O melhor para um país é um círculo virtuoso, onde as empresas geram empregos com menos burocracia e, quanto mais a economia cresce, mais pessoas são empregadas, ao passo que outras são promovidas, aumentando a sua renda.

Pensar 2017. Tendência: O mercado dos divorciados

Apresentarei aqui uma série de artigos sobre as tendências de mercado para os próximos anos, fruto de um trabalho que desenvolvi nos últimos meses chamado “Pensar 2017”, onde estudei e reuni diversas tendências e caminhos que ajudarão a direcionar as empresas e os negócios para os novos tempos.

Há um fenômeno em curso em alguns países: o impacto do crescimento do número de pessoas divorciadas no mercado de consumo. Esta mudança na constituição e na evolução das famílias tem atingido diversos setores da economia. E isso precisa ser aproveitado. Muitas empresas podem aproveitar esta “onda”.

O mercado de diversão para crianças cresceu e crescerá ainda mais com o aumento da separação dos pais, pois agora todo final de semana passa a ser o da criança. Uma vez que, quando é o final de semana do pai, ele leva a criança ao cinema, ao shopping, ao parque, faz diversas atividades,  e quando chega o final de semana da mãe, normalmente ela quer compensar e coloca as crianças numa rotina de diversão e lazer própria para os pequenos. Agora observe um casal casado há anos: quase não há o chamado “final de semana das crianças”, pois, como os pais vivem diariamente com seus filhos, os finais de semana normalmente são dos pais que levam seus filhos. Então o aumento das separações impacta diretamente no crescimento do mercado de entretenimento infantil.

Em Salvador, temos o Alavontê, a volta do É o Tchan, Bel cantando músicas antigas, Harmonia do Samba fazendo o mesmo, Biergarten, ou seja: diversos eventos e até mesmo atrações focadas principalmente no mercado de pessoas entre 30 e 50 anos que estão separados.

O mercado de lugares e festas alternativas de casamento bombou. Pois agora as pessoas casam 2 ou 3 vezes na vida. E muitas vezes fazem festas. É assim que surgiram as festas em restaurantes, casas de eventos, hotéis e destinos turísticos como: Fernando de Noronha, Maldivas e Las Vegas. O mercado de festas de casamento cresceu, pois agora mais festas são feitas para a mesma pessoa.

Logo após a separação, alguns mercados sofrem impacto imediato: aluguel de imóveis compactos, compra de carro, procedimentos estéticos, os separados mudam os cabelos, arrumam os dentes, a mulher coloca silicone, o homem volta a malhar, comprar roupa, e com isso movimentam-se a academia, a loja de roupa, a barbearia e muito mais.

Juntamente a isso, estamos vendo o mercado de cosméticos e produtos de beleza para homens crescendo.

Existem vários outros mercados que podem se aproveitar dessa nova formatação das famílias. Além dos advogados que, é claro, são os primeiros a faturar com as brigas dos casais.

Já pensou como sua empresa pode aproveitar este novo mercado que se abre?

Abrir uma franquia: um bom investimento em momentos de crise

Abrir um negócio em um período de crise como o que estamos vivendo é um ato de coragem e determinação. Mas investir certo, mesmo em momentos incertos, é um grande passo para sair na frente.

Abrir uma franquia tem inúmeras vantagens: suporte administrativo, padronização dos processos, projeto pronto da loja com especificações, valor e força da marca.

Como publicitário, cuido da comunicação de algumas franquias e conheço de perto o trabalho do franqueador em prestar serviços contínuos a seus franqueados para melhorar a performance de cada um deles e diferenciar e valorizar a marca no mercado. E isso é um grande benefício para o pequeno e médio empreendedor que investem numa franquia. A nova empresa já nasce com nome e marca conhecidos e com um esforço planejado de comunicação que posiciona e destaca a empresa entre os concorrentes.

O franqueado precisa ter afinidade com o negócio. A partir daí, é escolher bem a marca que pretende ter e conhecer a fundo o funcionamento e o conceito da empresa. Depois de alguns anos é comum ver o franqueado totalmente identificado com a marca a qual representa.

O mercado de franquias tem crescido bastante nos últimos anos, mesmo com a crise no Brasil. Pequenas empresas cresceram, se profissionalizaram e investiram para se tornar franqueadoras, e, junto com elas, uma grande gama de prestadores de serviço especializados neste segmento de mercado se forjou. São consultorias, escritórios de arquitetura, empresas de logística, construtoras, agências de publicidade e fornecedores diversos que se prepararam para atender a este setor que tem características próprias. Assim o franqueado conta com todo o suporte destas empresas que ele, como pequeno ou médio empresário, não teria condições de ter acesso. Através da franquia e do franqueador, ele consegue serviços destes fornecedores, com qualidade premium, diretamente para a sua loja.

No cenário em que o Brasil está, investir numa franquia diminui os riscos e aumenta as chances de sucesso por se poder contar com toda a estrutura do franqueador.

A grande chance do bom atendimento

Está na hora do atendimento show. Entre o taxista mal humorado e o simpático e atencioso motorista do Uber, com quem você quer fazer o seu trajeto?

Os serviços precisam melhorar. O brasileiro tem que enfrentar a crise mimando o cliente, aumentando a atenção, arrumando melhor a loja.

Se agora as lojas ficam mais vazias, dá tempo de caprichar na arrumação, até porque não tem tanto cliente para desarrumar.

Costumo ir à Espanha por questões familiares. Minha sogra tem casa lá e passa 3 meses por ano no país. Nesta minha última visita, percebi que o espanhol ficou mais simpático, atende melhor os clientes e está muito, muito mais paciente. Nada como uma crise para transformar o sisudo e agoniado garçom espanhol num simpático, paciente e sorridente servidor. Agora eles precisam do emprego. E precisam muito mais do cliente, e mais ainda do turista.

O Brasil precisa sorrir nas lojas. O vendedor tem que largar o celular atrás do balcão e atender com calor humano, simpatia e bom atendimento. O celular é mais um inimigo do atendimento de qualidade.

Além da crise, estamos convivendo com a competição da compra online. Muitas vezes é mais barato, mais rápido e mais prático comprar pela internet.

E como as lojas físicas vão sobreviver e crescer?

Investindo em experiência. Tem que ser muito bom ir a uma loja. O cheiro, do ponto de venda, tem que agradar, a arrumação dos produtos deve encantar os olhos, a iluminação precisa destacar os produtos e dar conforto ao cliente, e o vendedor precisa ser atencioso, simpático e, conhecer a fundo o seu produto e os produtos dos concorrentes, além de gostar de gente. Sim, o vendedor tem que se preparar ainda mais, pois com a internet, o cliente já chega repleto de conhecimento sobre os produtos, os preços e sabendo seus direitos. O vendedor precisa informar e responder bem ao cliente, tem que ter calor humano e deve ser atencioso para deixar o cliente encantado. É possível encantar em qualquer momento de contato com um cliente. Já fui muito bem atendido por um frentista de posto de gasolina, por vendedor de água de coco. As pessoas carecem de atenção.

Precisamos tratar cada cliente como se ele fosse o último, antes que ele realmente o seja.

É a hora do atendimento de excelência.

E o maior vencedor das eleições foi a Grande Ideia

A campanha política em 2016 foi muito diferente. A lei mudou e afetou bastante: o tempo foi reduzido, placas de rua foram proibidas. Uma campanha com inúmeros desafios, mas quem pensava que o marketing político seria afetado, se enganou. Nesta eleição, ficou claro a importância das grandes ideias, elas, como sempre, fizeram a diferença. Quem contou com equipes de marketing com profissionais qualificados aproveitou melhor os novos meios de se comunicar com os eleitores. Gastou-se menos dinheiro, mas quem economizou em bons cérebros, na maior parte dos casos, perdeu.

As campanhas continuaram muito criativas, com peças lindas, textos brilhantes e excelentes composições. Os jingles protagonizaram caminhadas animadas e esquentaram comícios.

Um vereador usou uma camisa listrada com cores berrantes em sua campanha, uma ideia simples, mas brilhante. A estratégia de marketing deu certo, tanto que seus assessores e alguns eleitores usaram as camisas, que virou uma marca do vereador. Ele comprou 6 camisas iguais e as utilizou durante todos os dias, até em enterro usou o uniforme. As peças publicitárias levavam as mesmas listras da camisa, uma identidade visual única e extremamente forte. Mais um ponto para as boas ideias.

Junto com minha equipe, criamos os canais de WhatsApp dos candidatos. Algo que se proliferou na campanha, os quais, orgulhosamente, fomos os primeiros a desenvolver ainda em 2015. E quando implantávamos em alguma cidade nova, rapidamente éramos copiados pelos concorrentes. A estratégia deu certo! Separávamos um número de celular que era administrado por um profissional de comunicação e divulgávamos via redes sociais e programas de rádio para que as pessoas se cadastrassem. A partir daí, a interação era intensa e direta com milhares de eleitores. Na reta final, quando acabaram os programas de rádio e televisão, conseguíamos enviar mensagens para o inseparável celular dos eleitores, até no dia da eleição. Mais uma vitória da grande ideia, pois com custos baixíssimos, criamos canais de comunicação eficientes, alternativos e modernos.

E quem pensava que com a limitação de mídia exterior das campanhas, como proibição dos cavaletes e placas, seria ruim para o marketing político, se enganou. As cidades se mantiveram muito mais limpas, sem poluição visual, a força do poder econômico foi reduzida, pois não poderia mais encher a cidade de placas. Ganhou mais uma vez: a grande ideia. Usar profissionalmente as redes sociais, com peças criativas, divertidas, não tão sérias. Taí uma grande ideia. As postagens mais compartilhadas e com maior retorno que conseguimos em nossas campanhas eram de peças bem humoradas, inclusive utilizando a linguagem comum da internet, como os memes e as gírias da cidade. E, para isso, precisa-se de criatividade e ousadia.

Produzir muitos vídeos com roteiro, bons argumentos e, principalmente, foco nos perfis dos eleitores, mais outra grande ideia! Desde o começo, estudamos as tendências de mercado e chegamos a conclusão que mesmo em cidades que só teria propaganda de rádio, fazer vídeo seria fundamental. Aliás, as redes sociais foram as grandes mídias desta eleição. E isso tínhamos previsto ainda em 2015. Em algumas cidades, fizemos mais de 100 vídeos para 45 dias de campanha, mais de 2 vídeos por dia. Tudo isso para ser veiculado via Facebook, Instagram e WhatsApp.

Outra grande ideia da campanha de 2016 foram as transmissões ao vivo. Tempos atrás era preciso um furgão com uma antena gigante para se fazer uma transmissão ao vivo. Agora, no interior da Bahia, fizemos apenas com o celular, no meio da rua. E o sucesso foi absoluto. Caminhadas, debates, comícios ou mesmo uma reunião, quando transmitidos ao vivo movimentavam os eleitores. Além disso a capacidade de ter profissionais para fazer meme, em tempo real, durante o debate, às 22h, fez a diferença, pois circulavam rapidamente nos grupos de WhatsApp. Quem não fez, perdeu.

Esta foi a campanha da vitória das grandes ideias.

Ideias boas que merecem ser compartilhadas e isso multiplicou o alcance das ações.

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Mudou tudo

Essa foi realmente uma eleição diferente. Sumiram os cavaletes, os banners, as placas. Nada de pintura de muro.

Os candidatos tiveram alternativas como bandeiras, pirulitos e bighands para colar nas paredes, mas poucos investiram nisso.

Cresceu o corpo a corpo, a realização de eventos.

Esta foi a eleição da internet, do celular.

Quem apostou nisso, se deu bem.

Começamos a trabalhar com um núcleo de mobile ainda em 2015.

Lá desenvolvemos o primeiro canal de comunicação via WhatsApp de um candidato baiano e isso se espalhou pela Bahia.

Cidade menores que só tinham campanha de rádio, tiveram que investir pesado em vídeos e animações para a internet.

Esta foi a campanha do Gif, do Meme, dos Cards, do viral.

Viral contra e a favor.

Esta foi a campanha dos clipes, das músicas, do instantâneo, do compartilhamento e da guerra no zap.

E quem pensou que isso ia limitar a criatividade dos publicitários, foi aí que ela apareceu mais. Eram cards de todos os tipos, ações no Facebook, no Instagram, mensagens engraçadas via WhatsApp. Foi uma campanha moderna, diferente, com muita criatividade e tecnologia.

Uma grande lição fica desta campanha: a criatividade é peça fundamental para a comunicação ainda mais nesta era digital.

E um candidato bem assessorado tem mais chances de conquistar o eleitor através do celular e da internet.

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