Especial Finados: o Circuito Cultural do Campo Santo e outras curiosidades cemiterísticas

Não é de hoje que os brasileiros lotam Buenos Aires, e não é por acaso que boa parte deles coloque no roteiro uma visita ao Cemitério da Recoleta: é tudo marketing (e um pouco do nosso velho complexo de vira-latas – aquele mesmo que faz os brasileiros rodarem em tudo o que é museu no exterior e não darem a mínima para os espaços culturais da própria cidade). Conhecer cemitério é cool, mas só lá fora.

Excluindo-se aqueles que não pisam nesses locais nem se as lápides fossem de ouro, e analisando apenas o comportamento dos que batem ponto apenas nas tumbas das Recoletas e Père Lachaises da vida (ou melhor, da morte), não custa perguntar: quantas vezes você fez Turismo nos cemitérios de cá?

Antes de qualquer coisa, cabe um esclarecimento: cemitérios reúnem o que se convencionou chamar de arte tumular ou cemiterial. Os mais antigos, principalmente, funcionam como um excelente registro de como a sociedade da época lidava com o fim da vida, e não deixa de ser curioso observar o quanto alguns túmulos carregavam uma ornamentação digna de obras de arte, com esculturas que poderiam estar presentes em qualquer museu do mundo.

O outro ponto que faz as pessoas visitarem cemitérios é o interesse pelos personagens históricos ali enterrados. No Brasil, vale mencionar os cemitérios da Consolação (São Paulo) e São João Batista (Rio de Janeiro), onde algumas das figuras mais emblemáticas do País foram sepultadas. Esses locais já contam com visitas guiadas, mas ainda engatinham no processo de despertar a curiosidade da população. Por aqui, quem também está correndo atrás é a nossa Santa Casa de Misericórdia, que vem desenvolvendo um trabalho de consolidação de um novo circuito cultural pelo cemitério mais tradicional da cidade: o Campo Santo.

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Senta que lá vem história…

Como você já deve ter percebido quando entrou em qualquer igreja colonial do Pelourinho, há alguns séculos as pessoas costumavam ser enterradas nos templos católicos. Quanto mais perto do altar, mais perto do céu (e mais caro também). Claro que isso não era muito bom no quesito sanitarista da coisa e que nem mesmo Salvador, com suas 365 igrejas, teria lugar suficiente pra sepultar tanta gente.

[Igreja do Rosário dos Pretos]

[Igreja do Rosário dos Pretos]

[Igreja São Francisco]

[Igreja São Francisco]

Justamente por isso, e seguindo uma onda de mudanças que já estava acontecendo na Europa, procurou-se um terreno para construir o 1º grande cemitério da cidade, de preferência afastado do Centro, e esse episódio gerou uma revolta popular conhecida como Cemiterada. Nunca ouviu falar? Então presta atenção porque quem vai explicar é o Profº João José Reis:

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Extraordinário acontecimento teve lugar na Bahia do século passado: uma revolta contra um cemitério. O episódio, que ficou conhecido como Cemiterada, ocorreu em 25 de outubro de 1836. No dia seguinte entraria em vigor uma lei proibindo o tradicional costume de enterros nas igrejas e concedendo a uma companhia privada o monopólio dos enterros em Salvador por trinta anos.

A Cemiterada começou com uma manifestação de protesto convocada pelas irmandades e ordens terceiras de Salvador, organizações católicas leigas que, entre outras funções, cuidavam dos funerais de seus membros. Naquele dia, a cidade acordou com o barulho dos sinos de muitas igrejas. A reunião fora marcada para acontecer no Terreiro de Jesus, no adro da igreja da Ordem Terceira de São Domingos. De suas sedes, marcharam para ali centenas de membros de irmandades.

Mas não só os membros de irmandades responderam ao chamado dos sinos; logo apareceram muitas outras pessoas. A cidade estava alerta para os acontecimentos. Nos dias anteriores à manifestação circulara um abaixo-assinado denunciando os “cemiteristas”, como foram rotulados os adeptos do Campo Santo – pois este era o nome do novo cemitério –, principalmente seus proprietários.

[Cemitério Campo Santo]

[Cemitério Campo Santo]

Em frente ao palácio [na atual Praça Municipal] muitos discursos foram feitos contra a empresa, e o manifesto de 280 assinaturas, encabeçadas pela do poderoso visconde de Pirajá, além de várias petições de irmandades, foram entregues ao presidente da província. Pedia-se a anulação da lei que havia proibido os enterros nas igrejas e concedido o monopólio de sepultamento.

Após a manifestação na praça do Palácio, os participantes tomaram a direção do cemitério. Perto da praça ficava o escritório da empresa funerária, que foi apedrejada enquanto os manifestantes gritavam contra um dos sócios.

Diante da violência na praça, o presidente se apressou em deslocar trinta policiais para reforçar um destacamento militar postado no Campo Santo, mantendo também em alerta homens da artilharia do Exército.

[Cemitério Campo Santo]

[Cemitério Campo Santo]

A multidão chegou ao cemitério antes das novas tropas. O Jornal do Commercio noticiou o movimento da turba: “Todos se dirigiram com machados, alavancas e outros ferros, e em número de mais de 3 mil pessoas, em menos de uma hora, deram com o Cemitério em baixo, quebrando tudo e deitando fogo ao que podia arder”. Os instrumentos foram apanhados em obras nas ruas vizinhas à praça do Palácio e no próprio cemitério, que apesar de inaugurado não estava pronto.

No Campo Santo, o estrago foi quase completo, e os manifestantes não gastaram apenas uma hora, mas quase toda a tarde. Terminada a operação, retornaram ao centro da cidade triunfantes e com grande alarido.

[…]

Alguns historiadores viram no movimento, por um lado, uma estreita motivação econômica, e por outro, uma expressão atrasada de religiosidade. Irmandades, padres, sacristãos, negociantes de artigos funerários teriam insuflado um povo ignorante e supersticioso contra o Campo Santo, com o único objetivo de defender seus interesses econômicos. Foi nesses termos, aliás, que a Cemiterada foi entendida por seus críticos contemporâneos. (p. 13-22)

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Inaugurado em 1836, somente em 1844 o Campo Santo conseguiu realizar seu primeiro enterro, após um trabalho de educação e conscientização realizado pela Santa Casa (que adquiriu o cemitério em 1839). Antes disso, os serviços cemiteriais da instituição eram prestados em um pequeno cemitério de escravos localizado no Campo da Pólvora.

E como era a Salvador da primeira metade do século XIX? O próprio João Reis explica no livro, um pouco mais à frente:

Salvador era realmente uma cidade de grande beleza. Era também rica, mas de uma riqueza concentrada nas mãos de poucos, dentre estes muitos estrangeiros. Uma cidade cujo povo era pobre, em grande parte escravizado, mas um povo inquieto e frequentemente rebelde.

A parte baixa da cidade logo apagava a boa impressão que os viajantes tinham ao observar a cidade do navio, com suas casas, igrejas e conventos pintados de branco contrastando com uma exuberante vegetação. Ao desembarcar, as primeiras decepções assaltavam os viajantes. As ruas eram estreitas, irregulares, mal calçadas, sujas, com esgotos abertos, dentro dos quais se lançava todo tipo de dejetos. Eram também mal iluminadas, por lampiões de azeite de baleia que frequentemente apagavam, deixando os habitantes na escuridão nas noites sem lua.

A cidade se dividia administrativamente em dez freguesias, cada qual associada a sua igreja matriz, uma organização que refletia a união entre o poder civil e o eclesiástico.

A Cidade Alta era mais limpa e calma. Era um bairro mais residencial e administrativo, não deixando de ter pequenas lojas dedicadas ao varejo. Lá residia a maior parte dos habitantes da cidade, principalmente na populosa freguesia da Sé: famílias de ricos senhores de engenho, comerciantes, funcionários civis e eclesiásticos dividiam as mesmas ruas com negros escravos e libertos. Estes, porém, habitavam os subsolos, as chamadas lojas de sobrados cujos andares superiores abrigavam as famílias brancas. Essa população humilde, quase indigente, já começava a afugentar os mais privilegiados para outras freguesias, principalmente para a Vitória, ao sul da cidade, onde belas casas cercadas de jardins eram ocupadas por ricos comerciantes brasileiros e estrangeiros, principalmente ingleses. A Vitória dessa época, mais precisamente o corredor da Vitória, era uma periferia de luxo.

A distribuição desigual da mortalidade refletia a desigualdade social de Salvador. Em primeiro lugar, havia a escravidão, que punha nas costas de milhares de africanos e seus descendentes o peso maior da produção de riquezas. Uma cena comum era a circulação pelas ruas de numerosas crianças, a maior parte negras, seminuas, de barriga inchada, que viviam da caridade pública – mas a vadiagem infantil era apenas a face mais feia da pobreza urbana em Salvador. A historiadora Katia Mattoso estima que cerca de 90% da população da cidade no século XIX vivia “no limiar da pobreza” (p. 27-37).

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Mas voltando a falar especificamente sobre o Campo Santo, o que você precisa saber é que o lugar é considerado um grande representante da arte cemiterial, e abriga mais de 200 obras catalogadas, com estilos renascentista, barroco, gótico, moderno e contemporâneo. O Circuito pode ser percorrido com acompanhamento de guia ou sozinho – basta seguir os círculos de granito no chão e parar de tempos em tempos para ler as informações nos totens espalhados ao longo do trajeto. É realmente um passeio muito interessante.

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No quesito artístico, alguns destaques da visita são a Estátua da Fé, esculpida em 1865 pelo alemão Johann Van Halbigg, em um único bloco de mármore de Carrara (inclusive é tombada como patrimônio histórico pelo IPHAN)…

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…e o mausoléu da Família Odebrecht, projetado da arquiteta Lina Bo Bardi (a responsável pelo MASP e pelo Museu de Arte Moderna da Bahia).

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Entre os residentes mais famosos do Campo Santo, dá pra citar a Família Martins Catharino, que viveu no casarão onde atualmente funciona o Palacete das Artes; Antônio de Lacerda, que construiu o elevador que acabou ganhando seu nome; a Família do poeta Castro Alves (o túmulo dele continua lá, mas os restos mortais foram transladados para a estátua); Aristides Maltez; Edgard Santos; Ernesto Simões Filho; José Joaquim Seabra; Oscar Freire; Octávio Mangabeira; Nina Rodrigues; e Toinho Avô.

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Para quem não quiser percorrer o Circuito Cultural por conta própria: as visitas guiadas devem ser agendadas, com grupos de mínimo de 15 pessoas. Podem ser agendadas em qualquer data, de segunda-feira a sábado, sendo que a solicitação deve acontecer por meio do Museu da Misericórdia, através do telefone 2203-9832/9831. Os ingressos custam R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia).

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CURIOSIDADE

Ao contrário do que muita gente pensa, o Campo Santo não é o cemitério mais antigo de Salvador. Em fevereiro de 1811, o cônsul britânico Frederico Lindeman liderou um grupo de comerciantes que solicitaram a obtiveram do então governador da Bahia – o Conde dos Arcos – a autorização para enterrar “súditos de Sua Majestade Britânica” em uma roça ao lado da capela de Santo Antônio da Barra.
Mesmo sendo naquela época um bairro distante do centro da cidade, o pedido foi sem precedentes em Salvador – até o início do século XIX, o Cemitério do Campo da Pólvora era o local para depositar os defuntos indigentes e não-cristãos.

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Assim, o Cemitério Britânico foi inaugurado como uma nova opção para os ingleses e seus descendentes que não se submeteriam (nem seriam aceitos) a ser enterrados nas igrejas católicas ou junto com indigentes. A localização privilegiada – na Ladeira da Barra – lhe conferiu status de atração turística não pelo cemitério em si (que é bem simples), mas pela visão espetacular da Baía de Todos os Santos, aliada ao clima sossegado e ideal pra quem quiser apreciar a vista com mais tranquilidade.

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O Cemitério Britânico de Salvador é aberto ao público e o horário de funcionamento é de segunda a sábado, das 08h às 17h. A entrada é gratuita!

Tetos de Salvador: 20 igrejas para visitar enquanto você não tem dinheiro pra ir na Capela Sistina

Esse provavelmente foi o post mais trabalhoso que eu já escrevi aqui no blog. Desde que inventei que iria tentar catalogar alguns tetos das igrejas históricas de Salvador, sem saber por qual começar numa cidade conhecida pela infinidade delas, e mesmo somado à minha total falta de tempo, achei na minha ingenuidade que conseguiria finalizar a matéria em menos de um mês. Isso foi em abril.

Deveria tirar as fotos dos tetos mais importantes? Dos mais bonitos? Dos mais diferentes? Confesso que não sei. A verdade é que ao longo desses 6 meses, sempre que passava por acaso na frente de qualquer uma que fosse, tirava o celular do bolso e registrava uma foto. Alguns eram realmente sem graça, mas outros foram uma grata surpresa – não pelo teto em si, mas porque me “obriguei” a visitar locais que nem pensava, como a Igreja de Nossa Senhora de Brotas, construída no Século XVIII.

Óbvio que esse post não contemplou nem 10% de todas as igrejas existentes em Salvador, e minha ideia não era escrever nenhum livro com informações técnicas e específicas do ano de construção ou quem foi o autor. Como pelo menos duas estavam fechadas para reforma, pedi licença ao Google para postar foto de terceiros, com os devidos créditos das imagens. E outra eu não tive tempo de ir mesmo, porque seria uma contramão da zorra.

Então antes de criticar falando “MAS COMO ASSIM NÃO TEM A IGREJA QUE FICA NA RUA ATRÁS DA CASA DE MINHA TIA?!”, senta aí, aperta o play no vídeo aqui embaixo pra deixar aquela trilha sonora especial, e veja se você manja dos tetos das igrejas da sua cidade (ou fica só invejando a selfie que a prima rica publicou na Capela Sistina). As respostas estão no final da página!

1)

[Foto: Anibal Gondim]

[Foto: Anibal Gondim]

a) Conceição da Praia
b) São Domingos
c) Senhor do Bonfim
d) São Pedro dos Clérigos
e) Ordem 3ª do Carmo

2)

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a) Capela da Ajuda
b) Convento da Soledade
c) Santa Luzia do Pilar
d) Igreja da Lapinha
e) São Francisco

3)

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a) Santo Antônio da Barra
b) Ordem 3ª de São Francisco
c) São Pedro dos Clérigos
d) Nossa Senhora de Brotas
e) Santo Antônio Além do Carmo

4)

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a) Nossa Senhora da Piedade
b) Templo Maior da Universal
c) Mosteiro de São Bento
d) Convento Santa Teresa
e) Casa Pia e Colégio dos Órfãos de São Joaquim

5)

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a) Senhor do Bonfim
b) Santa Clara do Desterro
c) Catedral Basílica
d) São Francisco
e) Conceição da Praia

6)

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a) Ordem 3ª do Carmo
b) Igreja da Misericórdia
c) Ordem 3ª de São Francisco
d) Santo Antônio Além do Carmo
e) São Domingos

7)

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a) Nossa Senhora da Graça
b) Santa Luzia do Pilar
c) Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
d) Nossa Senhora da Vitória
e) Santa Clara do Desterro

8)

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a) Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
b) Convento da Lapa
c) Nossa Senhora da Graça
d) Nossa Senhora da Penha
e) Nossa Senhora da Vitória

9)

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a) Paróquia de São Pedro
b) Capela da Ajuda
c) Igreja dos Mares
d) Nossa Senhora da Piedade
e) Casa Pia e Colégio dos Órfãos de São Joaquim

10)

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a) Igreja do Carmo
b) Nossa Senhora de Brotas
c) Igreja de Monte Serrat
d) Nossa Senhora das Neves
e) Igreja da Palma

11)

[Foto: Rui Lima]

[Foto: Rui Lima]

a) Catedral Basílica
b) São Francisco
c) Senhor do Bonfim
d) Conceição da Praia
e) Mosteiro de São Bento

12)

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a) São Domingos
b) Ordem 3ª de São Francisco
c) São Pedro dos Clérigos
d) Santo Antônio da Barra
e) Igreja da Misericórdia

13)

[Foto: Ricardo Lima]

[Foto: Ricardo Lima]

a) Capela do CAB
b) Igreja da Ascensão do Senhor
c) São João Filgueiras Lima
d) São Lelé
e) Todas as anteriores

14)

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a) Senhor do Bonfim
b) São Miguel
c) Bom Jesus dos Passos
d) São Francisco
e) Igreja do Carmo

15)

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a) São Pedro dos Clérigos
b) Santo Antônio da Barra
c) Santo Antônio Além do Carmo
d) São Tomé de Paripe
e) Igreja dos Perdões

16)

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a) Igreja da Misericórdia
b) Ordem 3ª de São Francisco
c) Convento de Santa Teresa
d) São Francisco
e) Senhor do Bonfim

17)

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a) Igreja do Boqueirão
b) Santa Clara do Desterro
c) Igreja do Carmo
d) Conceição da Praia
e) Convento da Lapa

18)

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a) Capela da Ajuda
b) Santa Luzia do Pilar
c) Ordem 3ª de São Francisco
d) Convento de Santa Teresa
e) Igreja da Misericórdia

19)

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a) Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
b) Senhor do Bonfim
c) Capela do Sagrado Coração de Jesus
d) Igreja da Palma
e) São Domingos

20)

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a) Santa Luzia do Pilar
b) Convento da Lapa
c) Ordem 3ª do Carmo
d) Nossa Senhora da Graça
e) Igreja da Misericórdia

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RESPOSTAS

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City Tour em Salvador: modo de usar

Considerando que Salvador não é uma das cidades mais fáceis para se locomover – trânsito complicado, transporte público que deixa a desejar e geografia confusa até para os próprios moradores – não é de se espantar que muitos turistas optem por conhecer a cidade num passeio, seja em ônibus estilo “Hop-On e Hop-Off”, seja em um clássico de qualquer cidade turística: o city tour guiado.

Em Salvador, o city tour ganha uma dimensão mais importante principalmente para quem se hospeda longe do Centro. Tendo uma orla com mais de 50Km, a cidade conta com uma hotelaria distribuída em diversas zonas – e essa falta de concentração numa única região, como costuma acontecer em outras capitais, já revela, por si só, a dificuldade de se organizar um passeio regular com saídas de diferentes hotéis, e por consequência, porque o preço não é tão barato.

Mas passada essa fase, vamos explicar resumidamente como funciona esse roteiro e como você pode usa-lo para levar amigos de fora que estejam visitando a cidade. Se você só tem um único dia para apresentar os principais destaques de Salvador, pode seguir esse itinerário porque não tem erro.

O passeio pode começar no início da manhã, na Igreja do Bonfim.

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Uma parada de 30 minutos é suficiente para amarrar fitinha na grade, tomar banho de folha e se ajoelhar no santuário. Uma revelação que costuma chocar 99% dos turistas é que apesar de todo o simbolismo, o Senhor do Bonfim não é o padroeiro nem da Bahia e nem de Salvador, mesmo que tenha o poder de reunir até ateu na porta da igreja em dia de Lavagem. Já no sincretismo religioso, é importante informar ao visitante que o Senhor do Bonfim católico é equivalente a Oxalá, para o candomblé.

Um ponto imperdível na visita à igreja é a Sala dos Milagres, onde fiéis depositam todo o tipo – todo o tipo MESMO – de objeto para agradecer por alguma graça alcançada. Os pedaços de “corpos” no teto, que podem parecer macabros à primeira vista, nada mais são do que moldagens em cera que representam órgãos do corpo humano (geralmente por alguma cirurgia bem sucedida ou cura de uma dor crônica).

De lá, a melhor logística pede que o passeio siga para o Centro. Do Bonfim, o mais prático é parar no Comércio, para uma volta no Mercado Modelo, e dali subir o Elevador, onde os turistas geralmente têm o 2º choque da viagem ao descobrir que 1) é apenas um transporte público como qualquer outro; e 2) não é panorâmico. Uma vez na Praça Municipal, tem que rolar a parada para contemplar uma das vistas mais famosas e fotografadas de Salvador. Estão ali a Baía de Todos os Santos, imensa, imponente e com um azul inconfundível; o próprio elevador, para nos lembrar da geografia única daquela cidade dividida em Alta e Baixa; o Forte São Marcelo, o Mercado, os prédios e casarões do Comércio e uma visão panorâmica que alcança até a Península Itapagipana, com uma minúscula Igreja do Bonfim identificada em meio às palmeiras imperiais.

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Depois das devidas fotos, selfies, vídeos e Oh!’s e Ah!,s que o cartão postal sempre causa nas pessoas, você pode continuar o passeio a pé direto para o Pelourinho. No caminho, vale destacar os pontos de maior interesse:

– Casa de Câmara e Cadeia (atual Câmara Municipal)
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– Palácio Rio Branco (antiga sede do Governo do Estado)
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– Praça da Sé
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– O antigo prédio do Colégio dos Jesuítas, onde funcionou a primeira Faculdade de Medicina do Brasil (Século XIX). Hoje, o local abriga também o Museu Afro-Brasileiro, vinculado à Universidade Federal da Bahia.
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– Catedral Basílica (Século XVII)
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– Igreja da Ordem Terceira de São Domingos Gusmão (Século XVIII)
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– Igreja de São Pedro dos Clérigos (Século XVIII)
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– Igreja da Ordem Terceira de São Francisco (Século XVIII): não esqueça de mencionar que a fachada, inspirada na Universidade de Salamanca, ficou escondida por argamassa por quase um século, até ser redescoberta durante a troca da fiação elétrica.
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A essa altura, a fome já vai estar batendo de com força, e no Pelourinho não faltam opções de restaurantes – alguns caros, outros nem tanto. Se o passeio for em dia útil, procure pelos estabelecimentos com menu executivo, e economize no almoço.

Deixe para a tarde uma caminhada mais completa no Centro Histórico. O Pelô dispensa maiores apresentações, mas basta lembrar que a área é tombada como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, é um dos maiores conjuntos arquitetônicos barrocos fora da Europa, tem uma atmosfera diferente de tudo o que você já viu, e que só de ouvir a primeira batida de tambor na esquina a alma de qualquer soteropolitano se arrepia.

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O ponto alto do passeio no Pelourinho, claro, é a visita à Igreja e Convento de São Francisco, uma das maiores expressões do Barroco no Brasil e classificada como uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo. O ingresso custa R$5 por pessoa e a visita pode durar de 30 minutos a 1 hora, a depender do seu grau de interesse naquelas toneladas de ouro.

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E para fechar com chave de ouro, termine o dia na Barra, com um banho de mar no Porto. Vá primeiro para o Farol, para as fotos e uma rápida explicação sobre a construção: os primeiros registros do Forte de Santo Antônio da Barra – nome oficial do conjunto – datam do Século XVI, e o farol propriamente dito foi projetado no século seguinte, sendo considerado o mais antigo do País. No seu interior funciona o Museu Náutico da Bahia, que tem como destaque peças de naufrágios ocorridos na Baía de Todos os Santos (e acredite, foram muitos). O ingresso custa R$15 (inteira) e R$7,50 (meia), permitindo subir a interminável escadaria que leva ao topo do Farol, mas em razão do tempo limitado, não se recomenda fazer a visita de forma tão apressada. Prefira ficar do lado de fora, tomando banho de mar, aplaudindo o por do sol e fazendo arte com as coisas que a natureza dá.

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Com mais dias de viagem, dá para dividir esse roteiro em até 3 partes, e ainda incluir locais não contemplados no itinerário, como a Casa de Jorge Amado no Rio Vermelho, o Dique do Tororó, o Santo Antônio Além do Carmo, a Ponta de Humaitá, Ribeira, Itapuã e várias outras atrações tão legais quanto. Na minha opinião, 7 dias é o período ideal, para desbravar ainda o Subúrbio, as ilhas de Salvador – dos Frades e de Maré -, e um dia tipicamente soteropolitano, batendo ponto em lugares pouco frequentados por turistas, mas que são a cara da cidade, como a Avenida Sete e a Barroquinha.

Qualquer dúvida ou sugestão de roteiro, é só mandar uma mensagem na página do Facebook ou no Instagram do Soteropobretano! Se tiver tempo eu respondo! 🙂

Imagina na Austrália: como é o mergulho de batismo no Porto da Barra

Não é de hoje que se fala sobre o potencial da Baía de Todos os Santos para o Turismo Náutico. Com cerca de 50 ilhas, rodeada por mais de 10 municípios, e contando com uma área total de 1200Km², a maior baía do País já foi o mais importante porto do Atlântico Sul, e hoje é considerada um dos melhores pontos de mergulho do litoral brasileiro.

Para os mais experientes ou que desejem se aventurar, há dezenas de naufrágios exploráveis na região, como o sítio arqueológico do Banco da Panela (onde afundaram mais de 80 embarcações holandesas durante a Invasão do Século XVII) e o cargueiro grego Cavo Artemidi – a maior embarcação naufragada na costa do Brasil: em 19 de setembro de 1980, ao deixar o porto de Salvador, o comandante do navio dispensou o serviço do prático (tipo um flanelinha de navios) durante as manobras e não deixou que o cargueiro fosse rebocado até a saída da baía (dizem que pra economizar, já que o serviço é caríssimo). O ki-suco ferveu quando a correnteza arrastou o Cavo Artemidi até o Banco de Santo Antônio, onde acabou encalhando, e afundando uma semana depois.

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Várias empresas especializadas oferecem atividades de mergulho em Salvador – só no Porto da Barra eu contei umas três. Já que a fama da cidade como destino de mergulho corre solta mundo afora, o serviço é mais procurado por turistas do que por soteropolitanos (salvo quando alguma resolve fazer promoção em site de compras coletivas). A opção mais fácil para os iniciantes é o chamado mergulho de batismo, no qual o instrutor vai te segurando para evitar que você seja levado pela maré e vá terminar parando em Saubara.

Aí na verdade é uma foto de Noronha, mas é só pra ilustrar como é o batismo

Aí na verdade é uma foto de Noronha, mas é só pra ilustrar como é o batismo

Na semana passada eu recebi o convite de uma delas, a Galeão Sacramento. O nome vem de uma embarcação portuguesa que naufragou em Salvador no ano de 1668, matando mais de quatrocentas pessoas. A atividade começa com uma aula, onde é apresentado o equipamento e são ensinados todos os sinais de comunicação que serão usados embaixo d’água. Tem sinal de OK, sinal pra voltar para a superfície e sinal para avisar que o ouvido tá barril, além de técnicas importantes sobre como tirar a água que eventualmente possa entrar no nariz.

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Depois, devidamente vestidos a caráter, com o cilindro a tiracolo e um cinto que parece pesar uma tonelada, a gente atravessa a rua e segue caminhando até a praia do Porto. Não tenha vergonha e nem se sinta ridículo: a galera ali tá calejada de ver mergulhador subindo e descendo todos os dias.

Já na água, tem início a fase de adaptação, para checar se você aprendeu todos os sinais direitinho, se está respirando corretamente e se não vai dar chilique nos 40 minutos em que estiver submerso.

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Aí vem a melhor parte, com o mergulho propriamente dito. No dia em que eu fiz o passeio a visibilidade da água não estava tão boa, por isso pedi algumas imagens para vocês terem uma ideia das paisagens a alguns metros de profundidade.

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O “roteiro” sai do Forte de Santa Maria, vai até o meio daquele bando de barquinho que vive ancorado no Porto. O tempo inteiro vamos conectados a uma boia de segurança, que indica a presença de mergulhadores naquela área (porque né, imagina a pessoa emergindo e dando de cara com um jet ski desenfreado).

Uma imensidão de peixes e corais vai surgindo à sua frente, e se você for desses que se impressiona facilmente (tipo eu), em alguns momentos pode bater aquele desespero de um tubarão aparecer do nada ou uma corrente repentina te arrastar para as pedras. Superada essa aflição inicial, é só curtir o passeio e aquela sensação gostosa de estar voando.

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Ao longo do trajeto, o instrutor vai registrando todas as fotos, que são enviadas para o seu e-mail ao final da atividade. É tudo tão impressionante, que a gente fica até se perguntando: se aqui no Porto da Barra é bonito desse jeito, imagina na tal barreira de corais da Austrália?

[Foto: Uiler Costa]

[Foto: Uiler Costa]

E antes que eu me esqueça, se você não pretende ver os destroços do Galeão Sacramento de perto, dá pra conferir algumas peças resgatadas do naufrágio no Museu Náutico da Bahia, que funciona no Farol da Barra (Horário: terça a domingo, das 09h às 18h).

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Muito obrigado à toda a equipe Galeão Sacramento, tanto pelo convite, quanto pelo profissionalismo e ótimo serviço!

INFORMAÇÕES

Galeão Sacramento Escola e Operadora de Mergulho

71 3264-2065 (Fixo)
71 99637-7171 (Vivo)
71 98763-1172 (Oi)
71 99272-3885 (TIM)
71 98184-5870 (Claro)
Site: www.galeaosacramento.com.br

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A gente não quer só acarajé: Teatro e Música da Bahia ganham destaque em listas e premiações

Nesses tempos em que se discute a reforma do currículo escolar e no qual a valorização da Cultura é interpretada como ideologia política, não custa lembrar o papel preponderante das Artes para a formação da identidade baiana. Somos o que somos porque a Bahia já o era antes, e se o povo aqui é visto como criativo, performático e multitalentoso, isso não se explica apenas com aquela história do sangue carregado no dendê. Todo processo artístico exige tempo, dedicação e suor, mas se talvez exista algo que nos coloque mais à frente, é porque historicamente também já temos um dos maiores e mais tradicionais celeiros culturais do País: como não se inspirar quando se vive num lugar em que a Música, o Teatro, a Literatura, a Dança e o Cinema produziram algumas de suas maiores preciosidades?

Só nas últimas semanas, três notícias foram destaque na mídia:

– ESPETÁCULO ‘SADE’ É INDICADO A OITO PRÊMIOS CENYM
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O grupo baiano Teatro NU, que completa 10 anos de estrada em 2016, dispensa apresentações. No ano passado, eles já foram contemplados com diversos prêmios pelo espetáculo ‘Quarteto’, e agora acabam de ser indicados em oito categorias no Prêmio Cenym, a premiação anual da Academia de Artes no Teatro do Brasil.

‘Sade’, o espetáculo em questão, foi um sucesso de público, com ingressos esgotados em várias sessões, fila na porta do teatro, e gente assistindo a peça até três vezes. Infelizmente, essa não é a realidade da maioria das produções em cartaz na cidade, com um público que muitas vezes prefere pagar (muito) caro por uma peça do eixo Rio-SP, recheada de artistas globais, do que valorizar o consagrado Teatro baiano, com ingressos que costumam transitar de R$5 a R$30 – e isso quando não tem entrada gratuita.

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Quem também foi lembrado no Prêmio Cenym é o nosso Teatro Castro Alves, que está concorrendo na categoria de Melhor Teatro do Brasil, competindo com o Teatro Amazonas (Manaus), Teatro Santa Izabel (Recife), Teatro Renault (São Paulo) e Teatro Porto Seguro (São Paulo).

Para completar, o Festival Internacional de Artes Cênicas (FIAC Bahia), que todos os anos traz produções nacionais e internacionais a Salvador com preços populares, foi indicado como Melhor Projeto de Incentivo ao Teatro. Agora pergunte a si mesmo: quantos baianos você conhece que já ouviram falar nesse festival?

– LARISSA LUZ INDICADA AO GRAMMY LATINO
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A baiana Larissa Luz foi indicada ao Grammy Latino 2016, pelo seu álbum mais recente, ‘Território Criativo’. Nos últimos meses, ela fez pelo menos dois ou três shows gratuitos em Salvador – se não me engano, um no Parque da Cidade e outro no Solar Boa Vista. Na época, divulguei a programação na página do Soteropobretano, e tive que ler comentários negativos de pessoas que não gostavam da artista, como se eu estivesse obrigando alguém a assistir a apresentação. Enquanto você criticava, ela era indicada ao Grammy. VRÁ.

O site el Cabong, referência no quesito música baiana, escreveu o seguinte sobre a nomeação de Larissa Luz:

“Ela é a única representante da Bahia no prêmio e aparece na categoria ‘Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa’. A categoria, que já teve Tulipa Ruiz, Ivete Sangalo e Seu Jorge como ganhadores em anos anteriores, revela como a música brasileira contemporânea vive um novo momento. Nomes badalados, midiáticos e muitas vezes de relevância duvidosa, reforçados pela influência das gravadoras, perdem espaço. Artistas com consistência, discos com preocupação mais musical do que mercadológico e nomes que representam mais a produção musical contemporânea aparecem mais fortalecidos”.

No próximo dia 04 de outubro, inclusive, tem show da artista no Sesc Pelourinho, a partir das 20h:

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– CAETANO VELOSO É CONSIDERADO O ARTISTA MAIS COMPLETO DO BRASIL

Brazilian singer Caetano Veloso performs on stage during the Brazilian Cultural Festtival "Lavage de la Madeleine" on September 2, 2016 in front of the Madeleine church in Paris.  / AFP / FRANCOIS GUILLOT        (Photo credit should read FRANCOIS GUILLOT/AFP/Getty Images)

Por fim, o santamarense Caetano Veloso foi eleito por um júri especializado da Billboard Brasil como o Artista Mais Completo do País. Entre os 10 mais votados, a Bahia aparece também em 1º lugar no quesito número de músicos: além de Caetano, ficaram no topo nomes como Maria Bethânia (10º), Raul Seixas (9º) e Gilberto Gil (2º).

E isso porque no início do ano, Caetano já havia sido o mais citado na lista dos Artistas Mais Influentes do Brasil. Apenas.

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Sabe o que tudo isso prova? Talvez nada. Mas não vou negar que dá um orgulho retado quando o talento da Bahia é reconhecido lá fora – não que a gente precise de validação externa, mas elogio é sempre bom – e uma tristeza imensa quando a gente percebe que não existe esse mesmo reconhecimento aqui dentro. A esperança é que o olhar positivo do vizinho, ainda que não transforme o cenário da noite para o dia, ao menos sensibilize os mais calejados a fazerem melhor juízo da nossa Cultura.

Ói eu aqui de novo

Olá, pessoal!

Infelizmente tivemos alguns problemas técnicos no blog e o Soteropobretano ficou fora do ar por um período. Mas a boa notícia é que já estamos ajustando todos os detalhes e muitas surpresas virão em breve aqui no site!

[A ideia era lançar um site reformulado no aniversário de 4 anos do Sotero – em 26 de setembro -, mas CADÊ TEMPO pra arrumar tudo isso?]

Por ora, digo apenas que tem muito conteúdo para ir ao ar dentro das próximas semanas!

AGUARDEM!

*Créditos da Imagem: Uiler Costa Photography / Site: www.uiler.com 

Turistar em Salvador não custa caro

Como viajar em tempos de crise? A gente pensa na passagem, aí chega a conta de luz – e mais alta. A pessoa vai pesquisar o hotel, aí recebe a galinha pulando do plano de saúde. E enquanto você enumera os passeios que poderia fazer no destino, vem o carrinho do supermercado e samba na sua cara. Com o orçamento cada vez mais apertado, cortar os gastos com viagens costuma ser a primeira medida adotada para diminuir as despesas. Mas para quem tem o espírito viajante e não abre mão de uma fugidinha – seja nas férias, num feriado prolongado, ou mesmo num final de semana -, essa não é e nem pode ser a única opção. Como viajar em tempos de crise? Simples: fique em Salvador.

Vivemos na 3ª maior metrópole do País e numa das cidades mais antigas das Américas. Há um mundo a ser descoberto, onde uma Salvador que não conhecemos é capaz de se revelar – forte, rica, diferente, única – e nos surpreender. Mais do que pelos cartões postais, nossa cidade encanta pelas experiências que proporciona, com seus quase 5 séculos de História e uma vasta Cultura – seja a produzida nas ruas, seja aquela encontrada nos nossos inúmeros museus, igrejas, terreiros, teatros e centros culturais. Um lugar onde a Arte – com o perdão da rima – está realmente em toda a parte.

Turistar na própria cidade é sempre uma delícia e um exercício de reflexão. Nos despimos do olhar negativo do dia a dia, já contaminado pelo estresse do cotidiano – falta de segurança e trânsito caótico, por exemplo – e enxergamos melhor aquilo que está à nossa volta. Não bastasse isso, em se tratando de Salvador, turistar por aqui é baratinho: com tantas atrações gratuitas ou a preço baixo, dá pra facilmente substituir aquela viagem cara por um passeio diferente na cidade ou nos seus arredores. Experimente trocar uma tarde vendo televisão por alguma horas batendo perna no Centro Antigo. Desbrave um bairro onde você nunca esteve. Passe o dia numa de nossas ilhas. Almoce num restaurante fora do circuito gastronômico “tradicional”. Deixe o shopping um pouco de lado, e escolha um ângulo diferente para assistir o pôr do sol na Baía de Todos os Santos. Descubra Salvador. Conheça os soteropolitanos. Aprenda mais sobre você.

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