Gestão Conectada

Os Geeks, Nerds e outros tipos da Era Digital entendem o quê de gestão? Nada. E será que não é, justamente, por isso, que estão criando suas startups, seus Googles e Facebooks da vida?

Para gerir num ambiente fluido, distribuído, instável e tão suscetível a mudanças, os empresários e empreendedores precisam “esvaziar o copo“. Devemos desaprender e reaprender a aprender, para podermos pensar em novos conceitos de gestão.

A gestão piramidal, verticalizada nas decisões top-down, hierarquizada, precisa ser “revista e ampliada“. Se hoje sou líder, amanhã poderei ser liderado. Independente de posição no organograma, posso ensinar e aprender a todo instante.

Desde a revolução industrial e há bem pouco tempo, éramos mero coparticipantes. Verdadeiras extensões das máquinas na visão Taylorista.

Com a difusão do acesso à informação, com a disseminação das redes sociais online, passamos a experimentar mais e assumir outros papéis dentre as infinitas possibilidades de escolhas… Começamos a assumir papéis de co-autores e até de protagonistas do mercado, da política, do entretenimento, da realidade à nossa volta.

Sem o medo do olhar reprovador do outro, que tanto nos incomoda segundo Sarte, fomos impulsionados a experimentar com menos receio. Nas redes sociais online, podemos ser bem-humorados, despudorados, admirados, temidos, elogiados, amados… Podemos ser ícones, projeções, idealizações. Podemos ser avatares e, até mesmo, podemos ser NÓS MESMOS!

“A imaginação é mais importante que o conhecimento”
(Albert Einstein).

As empresas, dentro dos seus previsíveis e limitados modelos de gestão, ainda buscam e contratam mão-de-obra, pagando barato por ela e caro pelo resultado econômico, social, ambiental…

As empresas ainda buscam colaboradores que vistam a sua camisa e acenam em troca com um pagamento, com “benefícios“, com um tratamento, que os leva a encará-las como “um lugar onde ele está passando uma chuva“.

As empresas ainda uniformizam empregados e padronizam sua capacidade de interação com “o outro” (visto e chamado de consumidor), de modo a não deixar com que seus próprios colaboradores “estraguem tudo” com suas opiniões… Que exemplo de confiança! #Not

As relações “patrão x empregado“, “chefe x subordinado“, “manda quem pode obedece quem tem juízo“, precisam (devem!!) ser substituídas por uma relação de grupos formados em redes distribuídas em busca de resultados comuns, discutidos para que sejam, realmente, comuns.

Contratar mão-de-obra? As empresas precisam, urgentemente, CONECTAR “CÉREBROS-DE-OBRA“… muitas vezes, não só no chão da fábrica, como nas gerências, nas diretorias e até na presidência.

Novos conceitos + Novas Ferramentas + Nova mentalidade = Empresa 2.0

  • O consumidor mudou e agora está mais bem informado, proativo e consciente. O consumidor se transformou e evoluiu para o papel de prosumidor;
  • A Comunicação está mais dinâmica e agora nós somos a mídia. O meio é a mensagem;
  • O compartilhamento e a recomendação já superam investimentos maciços em resultados;
  • A Co-criação e o crowndsourcing se mostram mais inovadores e criativos que o “sabe-tudo” trancado num bunker;
  • Os colaboradores tratados como uma comunidade, interagem e colidem suas ideias, colapsando possibilidades inovadoras.

Um bom colaborador é aquele que faz bem o seu trabalho. #Fato

Mas, o colaborador que FAZ A DIFERENÇA é aquele que observa, questiona e colabora, pró-ativamente, para resultados melhores da empresa que ele faz parte, VERDADEIRAMENTE: Na participação nos lucros, na elaboração de ideias, na discussão de novos rumos…

Ao enxergar pessoas por detrás dos papéis e tratá-las com humanidade, as empresas poderão obter resultados muito mais consistentes, que virão em forma do aumento nos lucros, da realização profissional de todos e na colaboração por um mercado mais inteligente e sustentável.

Uma empresa 2.0 é aquela que se desapega de velhos hábitos, de velhos conceitos.

As empresas e seus gestores precisam se tratar da “síndrome de Gabriela”(♫ “Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou sempre assim… Gabriela…” ♫ ♪)

Não é fácil. Não é rápido. Tampouco é definitivo.

Na Era Digital, tudo é BETA e a hora de fazer diferente é agora…