Categoria: Manifestações Brasil

#NãoVaiTerÓdio

Discussões vazias e recheadas de ódio assolam as timelines e cada canto de nosso país. Ataques gratuitos, rótulos pejorativos, agressões sem sentido…

O que estamos vendo nas redes e nas ruas é preocupante.

Sinto como se a baixa energia que circula no sórdido meio político estivesse inundando lares e mentes…

Paremos por um segundo para refletir: Em que essa propagação de xingamentos e acusações vai contribuir para mudar o que estamos passando no Brasil?

“Mas a ambição do homem é tão grande que, para satisfazer uma vontade presente, não pensa no mal que daí a algum tempo pode resultar dela.” (Maquiavel)

Esse caos generalizado só favorece a possibilidade de manobra. Quanto mais somos enquadrados, rotulados como “petralhas” e “coxinhas”, mais fácil de sermos conduzidos a pensar que só existem dois lados (da mesma moeda, que fique bem claro).

Existem inúmeras, infinitas possibilidades de se fazer política digna, de se criar negócios baseados no compartilhamento e na colaboração, de ajudar o outro a sair da condição de vulnerabilidade social, de se viver em paz com a diferença de pensamentos…

Opiniões diferentes nos fazem enxergar a vida por novos ângulos e isso pode nos levar ao aprimoramento de nossa visão de mundo. Isso é aprendizado. Isso traz a evolução…

Divergência política não torna o outro menos digno de nosso amor, carinho e respeito.

Que tal sugerir soluções? Que tal pensar em ideias para consertar os problemas?

Porque não podemos juntar pensamentos divergentes para gerar ideias mais consistentes? Basta que tenhamos objetivos em comum!

Objetivos em comum, foco no outro e vontade de solucionar os problemas é o que transborda na solidariedade e o que falta na política partidária.

No cenário político brasileiro não há interesse verdadeiro NO OUTRO (no povo, em nós). O que existem são políticos interesseiros, que legislam em causa própria ou em troca de cargos, favores e dinheiro. Muito dinheiro!!!

Focar no problema é um erro. Brigarmos entre nós não vai resolver nada. Disseminar o ódio só agrava a situação.

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Estamos contribuindo para que todos os lugares do Brasil se tornem uma Câmara dos Deputados, um Palácio do Planalto, um Senado Federal e toda a podridão que esses antros representam hoje…

Focar em soluções nos deixa mais cheios de energia positiva e, consequentemente, aptos a enxergar melhor.

Sejamos a favor da liberdade de expressão, da dialética, da troca de ideias.

Reforcemos os valores morais e éticos e os comportamentos que representem esses valores.

Façamos a nossa parte, enquanto cidadãos, enquanto seres humanos e elevemos a nossa energia com pequenos gestos de amor, de solidariedade, de ética…

Não falo de utopias, falo de atitudes simples que vão desde um bom dia ao porteiro a não aceitar troco a mais.

Ao praticar, diariamente, esse modo de agir, perceberemos o quanto pequenos detalhes fazem grande diferença nos resultados.

Se não fizermos parte da solução, estaremos fazendo parte do problema.

Por isso, independente dos próximos capítulos, que tal semear energia positiva, ideia construtivas, tolerância, respeito e dignidade nas ruas e nas redes?

#NãoVaiTerÓdio

UPDATE em 18/04/2016 às 11:50h

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(…) O meu voto é pra dizer que o Brasil tem jeito e o prefeito de Montes Claros mostra isso para todos nós com a sua gestão (…)

Deputada Raquel Nunes, no seu discurso de ontem, ao votar SIM pelo Impeachment…

Eu já tinha escutado dizer que “a justiça tarda, mas, não falha“, mas, isso foi incrível…

Por isso é que eu digo: Ontem foi um dia maravilhoso.

Sabem porquê? Por causa da exposição dos ratos!!! Ratos dizendo SIM. Ratos dizendo NÃO… RATOS!!!

Dos 513 deputados, 299 têm ocorrências judiciais; 76 já foram condenados.

Com muito esforço e boa vontade, acho que não consegui contar 30 deputados (independente de seus partidos) que me fizessem sentir bem representado. Isso dá menos de 6% de representatividade…

Essa cobertura midiática expôs o despreparo dos políticos, a podridão dos partidos políticos e a demência do Congresso Nacional e isso embrulhou o estômago de muita gente…

Mexeu tanto que desencantou milhares de “coxinhas” e “petralhas“, igualmente… Ambos os lados se sentiram enojados, envergonhados de terem sido rotulados por tanto tempo e por defender gente tão espúria…

Sinto que podemos canalizar esse momento de vergonha alheia para unir as pessoas em torno de uma energia COMPLETAMENTE diferente do que a que vimos ontem…

#PorUmDespertarDaConsciência
#PorUmaEnergiaPositiva
#PelaTolerância
#PelaLiberdadeDeExpressão
#PorObjetivosEmComum
#PelaNãoViolência
#PeloEquilíbrio
#‎NãoVaiTerÓdio

Vejam o vídeo do voto da deputada, representante dos paladinos da justiça, da moral e dos bons costumes #‎SQN, aqui: https://www.youtube.com/watch?v=b1NBPjprCkQ

Veja a matéria sobre o marido da deputada, preso: http://oglobo.globo.com/…/marido-de-deputada-que-votou-pelo…

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[Vídeo] Redes Sociais Online x Manifestações no Brasil

Pedro-Cordier-Entrevista-para-radio-CBN -Redes-Sociais-x-Manifestacoes-YouTube

Pedro-Cordier-Entrevista-para-radio-CBN -Redes-Sociais-x-Manifestacoes-YouTube

Confiram o VÍDEO da entrevista que Pedro Cordier, CEO da agência digital EQUILIBRA, concedeu para a rádio CBN, dia 20 de junho de 2013, falando sobre a importância das redes sociais online nas manifestações que explodiram no Brasil.

FICHA TÉCNICA:
Programa: CBN Salvador 1ª Edição
Repórter: Luana Assiz
Produção: Arysa Souza
Entrevistado: Pedro Cordier
Edição: Equilibra Digital

Do Facebook para as ruas…

Não é nenhum exagero afirmar que, hoje, a internet é parte integrante da nossa vida.

Apesar de ainda estarmos lutando, arduamente, pela inclusão digital, no Brasil, essa ferramenta revolucionou a forma de pensarmos, agirmos, de nos comunicar, nos organizar… Revolucionou a forma de nos relacionar!

Pesquisa da CISCO, com jovens de até 30 anos, em 14 países, incluindo o Brasil, mostrou que a internet é tão importante quanto água, comida e moradia.

Parafraseando os Titãs:

“A gente não quer só comida. A gente quer comida, INTERNET, diversão e arte!”

Além disso, a internet nos trouxe a democratização da informação, elevando os cidadãos comuns à categoria de PROCIDADÃOS (Alvin Tofler cunhou o termo PROSUMER para descrever o novo consumidor, que deixou de ser passivo e passou a ser produtos)!

Se antes éramos passivos, agora temos um espaço para sermos ouvidos, já que a internet possibilita a nossa participação, diferente de como como acontece em outros meios de comunicação, como a televisão e o próprio rádio.

A internet é flúida, é construída, destruída e reconstruída todos os dias, por todos nós. Segundo o filósofo e educador canadense, Marshall McLuhan:

“O meio é a mensagem.”

Muitas manifestações que, atualmente, começam online, estão ganhando as ruas, e essa tem sido a grande dor-de-cabeça das autoridades mundiais, na sua esmagadora maioria, oriundos de uma época em que comunicação era sinônimo de FALAR.

No final de 2010, início de 2011, a Primavera Árabe nos mostrou que as manifestações através das redes sociais são essenciais para a criação de uma situação política em questionamento aos ditadores. Os cidadãos do Egito e da Líbia encontraram na internet um espaço para discutir e se unir contra regimes autoritários.

Esses ativismos, que começaram na internet, alcançam a sua eficácia graças à liberdade do espaço online. Esse espaço, democrático e livre, permitem que as pessoas possam se expressar e criar debates. Na Era Digital, não somos mais meros receptores de informações. Agora somos também produtores de conteúdo e dissipadores de ideias. A nossa voz, ganhou um megafone exponencial.

Esse espaço online, tem se mostrado um terreno fértil para o compartilhamento e todos os seus desdobramentos.

Exemplo disso é o aplicativo WAZE, em que os próprios usuários avisam aos outros usuários sobre o trânsito, ajudando a evitar engarrafamentos, buracos, acidentes…

Mais que centenas de aplicativos com o conceito do Waze, onde os usuários criam e compartilham o conteúdo, as próprias redes sociais online como o Facebook, Twitter, Google+ e diversas outras, são utilizadas como ferramentas de discussão de ideias e engajamento às causas mais diversas.

Isso significa que a mídia tradicional não dita mais todas as regras? Com certeza, o poder da TV e do rádio ainda são muito grande, mas, ele está cada dia mais diluído, uma vez que a recomendação de um amigo, uma foto postada por alguém da sua timeline ou um comentário de um conhecido, tudo isso é bem mais poderoso que uma propaganda ou um editorial de mídia.

Mais do que usuários ativos do meio, estamos todos desenvolvendo e aperfeiçoando, não só a nossa comunicação, como  o próprio meio que utilizamos para nos comunicar.

Até as causas em si, estão mudando. Os movimentos sociais não estão se limitando apenas à política, religião ou às questões socioeconômicas e trabalhistas, como no passado. Os PROCIDADÃOS agora lutam por reconhecimento, identidade cultural, meio-ambiente, inclusão social, além dos diversos movimentos sociais globais.

Vale observar que os movimentos da Era Digital, não lutam por resultados tão calculados, como dos operários e sindicatos. A sociedade em rede, luta, essencialmente, por valores culturais e não têm, necessariamente, um objetivo concreto em que o Estado possa intervir.

Os ativistas digitais utilizam a grande rede para expandir ideias e alcançar mais adeptos às manifestações, o que acaba extrapolando as fronteiras da cidade, estado e até do país de origem, devido ao alcance ilimitado da informação.

Um grande diferencial das informações veiculadas nas redes sociais online, é que qualquer pessoa pode se expressar livremente, ao contrário das mídias tradicionais, que podem manipular informações de acordo com os próprios interesses.

Um outro ponto importante, é a velocidade de acesso à informação. Com poucos cliques, as pessoas podem criar mobilizações e divulgá-las, interagindo com outros internautas, que também podem se tornar ativistas. Como não há uma base fixa de comando, uma legitimação institucional ou estruturação organizada, fica difícil conseguir controlar o processo. É como o mito da Hidra de Lerna, cortando uma de suas cabeças, surgiam duas outras em seu lugar.

O acesso a todas essas redes sociais online, aliado à mobilidade (através de celulares, notebooks e tablets), tornou essa conexão ainda mais poderosa, fazendo com que o debate e a  transmissão de informações passasse a ser quase que instantânea, passando a ter retorno e desdobramentos imediatos.

Fica claro que a rede social é um local cada vez mais efervescente para os debates, mas, ainda é apenas o ponto de partida. Para que as manifestações aconteçam, de verdade, é preciso ir às ruas para protestar. O ativismo online precisa se estender para as ruas para que os ideais ganhem corpo e sejam compartilhados nas redes sociais, retroalimentando o sistema e fortalecendo as causas.

O que estamos vendo, no Brasil (principalmente nas redes sociais, pois, a mídia tradicional tenta, a todo custo, colocar “panos quentes” nos acontecimentos), nesse momento, não é mais uma manifestação contra o aumento de R$ 0,20 na passagem do transporte da capital paulista.

O que estamos vendo é o começo do fim de uma aceitação “inaceitável” do povo brasileiro.

Tantos anos de roubalheira por parte de políticos de todas as siglas, foram acumulando um sentimento de indignação que, somado aos absurdos dos gastos com o Panamericano, com a Copa das Confederações e com a Copa do Mundo, levaram o povo brasileiro a questionar: “até quando iremos suportar tamanho descaso por parte dos governantes?

Manifestação na frente do Iguatemi, Salvador, Bahia. Dia-17-06-2013-Facebook

Manifestação na frente do Iguatemi, Salvador, Bahia. Dia-17-06-2013-Facebook

Manifestação na frente do Iguatemi, Salvador, Bahia. Dia-17-06-2013-Instagram

Manifestação na frente do Iguatemi, Salvador, Bahia. Dia-17-06-2013-Instagram

A descoberta da força das redes sociais e de seu principal expoente, o Facebook, pelos brasileiros, foi importante, mas, utilizar esses meios como trampolim para ganhar as ruas foi ainda mais significativo.

E isso é apenas o começo…

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