As 22 regras do storytelling segundo a Pixar

As 22 regras do storytelling segundo a Pixar

O site io9 publicou uma lista com essas dicas valiosas (em inglês) de um dos maiores estúdios contadores de histórias do mundo e eu traduzi aqui pra vocês.

Que bacana! Mas, espere aí… O que é Storytelling, mesmo?

Segundo o professor Bruno Scartozzoni, “Storytelling é um conjunto de técnicas de comunicação que consistem, basicamente, em organizar fatos em uma determinada sequência que, por vários motivos, da neurologia à antropologia, capturam a atenção do público de uma maneira especial e, por isso, transmitem conhecimento de uma forma mais natural e assertiva.

Essa sequência, na essência, envolve uma pessoa (protagonista) enfrentando desafios (conflito) para atingir um objetivo que mudará sua vida.

Definindo Storytelling

A palavra Storytelling nasceu da união de duas palavras: story (história) e telling (contando).

É uma técnica de trocar experiências com o público, usando a história da marca, do produto, da empresa, com foco na satisfação da necessidade e da expectativa do cliente.

Pra entender melhor o conceito de storytelling

Primeiro, precisamos ter sabedoria para escutar e entender o público (audiência).
Em seguida, devemos aprender mais sobre a marca em questão e descobrir qual é a sua trajetória de mercado, ou seja, conhecer sobre como a sua história foi contada até o momento. Só então, começamos a elaborar a estratégia de Storytelling adequada.

Para que a técnica dê resultados, a história deve ser recheada de elementos interessantes e que emocionem a audiência.

A identificação do público com a história que está sendo contada é essencial para o sucesso da campanha.

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Agora que entendemos um pouquinho dos conceitos básicos sobre o assunto, vamos aprender e compartilhar essas 22 dicas sobre Storytelling?

# 1: Você admira um personagem mais para escrever sobre ele do que pelo seu sucesso;

# 2: Você precisa ter em mente o que é interessante, como se você fizesse parte da audiência, não somente o que é divertido fazer como escritor. As duas coisas podem, inclusive, ser diferentes;

# 3: Definir o tema é importante, mas você só vai descobrir do que, realmente, se trata a história, quando você terminar de escrever. Depois, reescreva o quanto for necessário;

# 4:
Era uma vez um/ houve uma ___.
Todo dia, ___________________.
Um dia ____________________.
Por causa disso, _____________.
Por causa disso, _____________.
Até que finalmente ___________.

# 5: Simplifique. Tenha foco. Combine personagens. Não desvie do personagem e da história principal. Você vai sentir como se estivesse perdendo coisas valiosas, mas vai se sentir mais livre;

# 6: O que é que o seu personagem tem de bom? O que o deixa confortável? Jogue o oposto para eles. Seu objetivo aqui é desafiá-los. Como eles vão lidar com essas situações desafiadoras?

# 7: Crie o final da história antes mesmo de descobrir como será o meio. Muito sério isso. Bons finais são difíceis de escrever. Esteja com esse passo do trabalho à frente;

# 8: Termine a sua história e pronto. Mesmo que ela não esteja “perfeita”. Em um mundo ideal você tem a possibilidade de ter os dois, mas, no mundo real, siga em frente. Você fará melhor da próxima vez;

# 9: Quando você estiver empacado em alguma parte do roteiro, faça uma lista do que não vai acontecer em seguida. Muitas vezes, o material para você voltar a decolar vai aparecer daí;

# 10: Separe as histórias que você gosta. O que você gosta nelas é uma parte de você; você tem que identificar essas características e se reconhecer nelas, antes de usar;

# 11: Colocar as ideias no papel (ou na tela) permite que você comece a corrigi-las. Se elas permanecem em sua cabeça, se você fica buscando a ideia perfeita, você nunca vai compartilhar uma história com ninguém;

# 12: Esqueça a primeira coisa que vem à sua mente. E também a segunda, terceira, quarta, quinta – não tenha medo de tirar o óbvio do caminho. Surpreenda-se;

# 13: Dê opiniões a seus personagens. A passividade e a maleabilidade pode parecer agradável para você ao escrever, mas é um veneno para o público;

# 14: Por que você precisa contar essa história? Qual é a chama que queima dentro de você e que alimenta sua história? Este é o coração dela;

# 15: Se você fosse o seu personagem e se encontrasse em determinada situação, como você se sentiria? Honestidade dá credibilidade às situações inacreditáveis;

# 16: Quais são os riscos? Dê boas razões para o público torcer para o seu personagem. O que acontece se ele fracassar? Leve em conta e enumere as probabilidades que possam agir contra o sucesso;

# 17: Nenhum trabalho é desperdiçado. Se algo não está funcionando, guarde esse material e siga em frente – ele pode ser útil adiante;

# 18: Você tem que conhecer a si mesmo. É importante saber a diferença entre fazer o seu melhor e querer chamar a atenção. Histórias são para serem testadas, não para serem refinadas;

# 19: Coincidências que coloquem seus personagens em apuros são excelentes; já as coincidências que os tirem de lá, são trapaças;

# 20: Exercício: Divida um filme (uma história) que você não gosta, em blocos. Como você pode reorganizá-los e/ou reconstrui-los para que você passe a ter um filme que você venha a gostar?

# 21: Você tem que se identificar com as características e as situações dos seus personagens. Não pode, simplesmente, olhar o que você escreveu e pensar: “é… tá legal…” e seguir adiante. Como você agiria naquelas situações? Da mesma forma que eles?

# 22: Qual é a essência da sua história? Como eu posso contá-la da forma mais resumida? Se você souber essa resposta, pode construir a sua história à partir daí.

Espero que tenham curtido. Qualquer dúvida, entrem em contato pelos comentários, Facebook do Blog ou pelas minhas redes sociais.

Forte abraço,

Pedro Cordier.

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