Um minuto consciente faz a diferença

Temos diversos perfis nas redes sociais online, participamos de inúmeros grupos no WhatsApp e isso nos consome um tempo precioso…

Além disso, passamos minutos, às vezes horas, rolando as timelines do Instagram, do Facebook… Curtindo, compartilhando e fazendo comentários superficiais aqui e acolá…

E quando estamos, presencialmente, com outras pessoas, estamos sempre com pressa, falando pelos cotovelos, dispersos ao escutar o outro…

Estamos em um lugar, com alguém e de olho no próximo momento… E na tela do nosso smartphone, atentos às notificações…

Se as pessoas pensassem no que dizem, diriam menos, porque seria muito mais significativo o resultado da reflexão antes de falar.

Quando não pensamos no que estamos dizendo, dizemos mais coisas, porque as palavras perderam o sabor. E descrevem a superficialidade do nosso olhar distante…

Quando não percebemos o sabor nas coisas que vivemos e fazemos, nós multiplicamos as coisas que vivemos e fazemos… E falamos mais. E saímos mais. E fazemos mais festas… E temos mais “amigos”. E não paramos em casa. E arrumamos mais e mais compromissos…

Porque como nós não conseguimos estar em nossa própria companhia, nós queremos estar em todos os lugares. Porque não toleramos estar na nossa própria casa. Pensativos. Incomodados pelo barulho do silêncio…

Então, temos que estar no stress do dia-a-dia. Cheios de “coisas pra fazer”. Pra cima e pra baixo. Rodando, rodando, rodando… Até ficarmos tontos e perdermos a consciência de nós mesmos.

Vivemos na superfície, pois, não temos fôlego para suportar a profundidade da percepção, da contemplação, do auto-conhecimento.

Os nossos sentidos já não fazem mais sentido e poucos sabem ouvir a chuva caindo, um canto de um pássaro e, menos ainda, ouvir o outro… Poucos conseguem ver as cores do seu dia, na beleza de uma árvore frondosa, um arco-íris ou um pôr-do-sol… E quantos de nós lembra da última vez em que paramos para saborear uma bela refeição?

Se estamos na superficialidade do uso dos sentidos, o que dizer do (não) uso da percepção? O que dizer do desconhecimento da contemplação

Queremos tudo ao mesmo tempo. Queremos tudo pra ontem.

Queremos tanta coisa e, ao mesmo tempo, nos contentamos com o que encontramos na fina camada da vida superficial que levamos…

Convido você, que chegou até aqui, a parar um minuto…

Apenas pare um pouco e respire…

Você vai inspirar um pouco mais profundo e talvez até fechar os olhos por alguns segundos…

Vai perceber sons ao seu redor, cheiros… E ao abrir os olhos, talvez até note detalhes que você nunca tinha visto antes…

Se esse minutinho de pausa ajudou a trazer uma gotinha de consciência ao seu momento, imagine o oceano de #Luz, #Paz e #Amor que o uso apurado dos sentidos, a percepção e a contemplação trarão para a sua vida…

Namastê

 

Na superfície, sentimos falta da essência das pessoas… Somente quando aguçamos a nossa percepção e passamos a entrar em um estado elevado de consciência, podemos perceber a quantidade de pontos em que nossas almas se tocam…

(Pedro Cordier, CEO da Equilibra Digital, Professor de Pós Graduação, Life & Professional Coach, Especialista em Comunicação, Criatividade e Conectividade)

 

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