Como empoderar uma adolescente!

No segundo semestre de 2017, a emissora Freeform lançou uma nova série: The Bold Type. O canal, que é voltado para adolescentes, investe agora em uma história sobre três mulheres, antes dos 30, correndo para alcançar suas metas de vida. Após assistir aos sete episódios que foram exibidos até agora (serão nove no total), algumas sensações vieram à tona.

A primeira delas foi a importância de um conteúdo como este existir, ainda mais considerando seu tipo de espectador e o momento atual que, como em muitas épocas, clama por representatividade e discursos de empoderamento. Apesar de alguns elementos clichês na trama e uma linguagem mais simples, voltada para o
público padrão de adolescente, The Bold Type é um programa feminista!

Alguns motivos podem ser delineados para explicar tal afirmação, a começar pelo fato das três personagens principais Sutton (Meghann Fahy), Kat (Aisha Dee) e Jane (Katie Stevens) serem mulheres bastante independentes, que possuem como foco principal suas carreiras em uma revista teen chamada Scarlet. Ainda que, na primeira camada, elas demonstrem dar forte relevância para suas vidas amorosas – o que não seria algo necessariamente ruim, mas já muito visto em seriados adolescentes e de uma forma não muito positiva -, os seus desejos da carreira e forma de viver, vontades e sonhos são a chave para o sucesso da trajetória delas. (mais…)

Vamos falar do machismo naturalizado em nosso cotidiano? Detecte e não fique calada!

Quem nunca pensou assim: “Deixa pra lá! Já estou acostumada a meu chefe soltar piadinhas machistas, a meu colega tentar me constranger com comentários sexistas na hora do cafezinho, às piadinhas contadas na mesa do almoço de família, aos olhares masculinos no metrô, aos posts maldosos no facebook, aos nudes compartilhados em grupos de whatsapp, ao paquerinha forçando a barra para transar, ao assédio no carnaval, às cantadas na esquina de casa…”?

Já pensamos assim por tempo DEMAIS.

Esse é o machismo “do bem” (termo que não existe, mas eu escutei outro dia), que não é aquele que agride necessariamente, mas que constrange, te faz se sentir menor e menos capaz, te faz querer colocar uma roupa mais composta (que você odeia) e que te fará se sentir feia, mas pode evitar o assédio masculino.

Eu já pensei assim, confesso! Todxs nós fomos criadxs de forma machista em diferentes níveis, que nos fizeram reproduzir alguns “costumes” e pensamentos, que diziam que as “piadinhas” eram aceitáveis. Ainda bem que as coisas evoluíram (ainda não como deveriam, mas tudo bem…). Com isso, a sociedade já começou seu processo de mudança. (mais…)

FEMINISMO É COLETIVO!

Desde que me descobri feminista, eu tenho aprendido algo muito importante: pensar no coletivo. Não que antes eu não pensasse, mas você exercitar isso diariamente se torna algo muito maior.
Vou explicar: antes, eu formava minha opinião com base na minha vivência, na opinião das minhas amigas, família e etc. Hoje em dia, não faço mais isso. Expandi, ampliei o radar e, mais importante, exercitei minha empatia com os problemas alheios. Não é que eu não me importasse com as diferenças sociais, os problemas dos outros, nem nada disso. É que “agora” eu penso, me importo, me indigno com a realidade além da minha vida privilegiada {branca, “magra”, cis, hétero, classe média}.  (mais…)

AS NOVAS GERAÇÕES DO FEMINISMO

É fato: cada dia mais, o feminismo cresce. Com o apoio das redes sociais, o movimento se pulverizou, principalmente entre as adolescentes.
Isso me deixa muito feliz, pois acredito que a vida delas pode ser muito menos sofrida do que a minha foi, por exemplo.
Eu já tive uma mãe que era à frente do seu tempo, empoderada e me criou com as mesmas oportunidades que meu irmão teve. Mas nem todas as minhas amigas eram assim. Lembro da minha vizinha de 13 anos na época, que bateu lá em casa achando que estava morrendo, mas ela só estava sangrando pois tinha ficado menstruada. Eu já sabia o que era menstruação muito, muito tempo antes.
Mesmo assim, eu tive a influência da sociedade. Um dia eu também achei que eu era feia, pois eu era alta demais e magra. Já achei que eu tinha que ter um homem do lado para ser feliz, entre outras mil coisas. De qualquer forma, hoje eu vejo que eu já tinha diversos comportamentos feministas, mas a influência do patriarcado era muito forte.
Hoje, as meninas com 15 anos ou menos já sabem que o lugar delas é onde elas quiserem. Lógico que não todas! Mas encontro cada dia mais. Culpa da internet e dos blogs! Ainda bem. (mais…)

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