Pantera Negra e a Força Feminina

Pantera Negra poderia ser mais um filme de super-heróis da Marvel, mas não é.
Cheio de representatividade, apresenta um elenco incrível, composto por 90% de atores negros. Mas o que quero dar enfoque nesse texto é um outro fator importante: os papéis femininos. Elas têm tanta evidência, voz e postura, quanto o protagonista, o rei T’Challa (Chadwick Boseman).
Não é novidade que em Wakanda, nação em que se passa grande parte do filme, é natural que o exército da principal tribo seja TOTALMENTE composto por mulheres e liderado por aquela que é considerada a maior guerreira de todas, a Okoye (Danai Gurira).
A mente genial que controla a tecnologia de Wakanda é a de Shuri (Letita Wright), uma jovem adolescente. Além de ser um gênio, ela também é divertida e corajosa.
Nakia (Lupita Nyong’o) é uma das personagens principais. Humanitária e guerreira, é uma das mentes mais engenhosas e estratégicas do filme.
A matriarca Ramonda (Ângela Bassett), é a detentora da sabedoria e sua presença imponente preenche a tela sem que ela precise dizer muito.
Além do filme ser um entretenimento incrível, valeu a pena ver que as mulheres, além de tudo que já foi citado, não são hipersexualizadas em nenhum momento, com cenas sexys ou roupas minúsculas.
Em resumo: me passou a sensação que Wakanda é uma nação tão avançada, mas tão avançada, que a igualdade de gênero já existe a muito tempo, que as mulheres já nascem empoderadas e que, naturalmente, são o que elas querem ser.

SINOPSE:

“Pantera Negra” acompanha T’Challa que, após a morte de seu pai, o Rei de Wakanda, volta pra casa para a isolada e tecnologicamente avançada nação africana para a sucessão ao trono e para ocupar o seu lugar de direito como rei. Mas, com o reaparecimento de um velho e poderoso inimigo, o valor de T’Challa como rei – e como Pantera Negra – é testado quando ele é levado a um conflito formidável que coloca o destino de Wakanda, e do mundo todo, em risco.

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