Machismo musicado

Recentemente saiu a notícia o funk “Surubinha de leve” foi excluído do aplicativo Spotify por fazer apologia ao estupro. “Exagero”? “Mimimi”? “Ah, mas era só uma música”!
Não.
Está mais do que na hora de parar neutralizarmos esse tipo de coisa e deixar passar. Fazer apologia ao estupro é crime.
Existem diversos cantores que fazem letras dizendo sobre dar “bebida para a novinha”, ou falando que a mulher não tem querer e vai namorar com o cara de qualquer jeito. E aí? Muita gente, inclusive mulheres, cantam, dançam e acham massa! Isso, ao meu ver é reprodução do machismo.
Infelizmente, estamos na era da superficialidade, onde as pessoas opinam sobre aquilo que não entendem, lêem a chamada da notícia apenas e já publicam textão nas redes sociais. Daí para não ligar para esse tipo de “música” e achar que é tudo exagero de feminista, é um pulo.
Sem problemas!
“Antigamente tinham músicas de duplo sentido e todo mundo dançava”. Sim! Mas as pessoas evoluem e desconstroem seus conceitos. Antigamente já passou e hoje não é mais assim.
Hoje existe uma grande parcela da população que já perdeu a paciência com esse tipo de coisa e vai reclamar sim! É esse tipo de pessoa que vai exigir mais criatividade da indústria da música.
Vamos ficar de olho e continuar reclamando do que incomoda.

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