Vamos falar do machismo naturalizado em nosso cotidiano? Detecte e não fique calada!

Quem nunca pensou assim: “Deixa pra lá! Já estou acostumada a meu chefe soltar piadinhas machistas, a meu colega tentar me constranger com comentários sexistas na hora do cafezinho, às piadinhas contadas na mesa do almoço de família, aos olhares masculinos no metrô, aos posts maldosos no facebook, aos nudes compartilhados em grupos de whatsapp, ao paquerinha forçando a barra para transar, ao assédio no carnaval, às cantadas na esquina de casa…”?

Já pensamos assim por tempo DEMAIS.

Esse é o machismo “do bem” (termo que não existe, mas eu escutei outro dia), que não é aquele que agride necessariamente, mas que constrange, te faz se sentir menor e menos capaz, te faz querer colocar uma roupa mais composta (que você odeia) e que te fará se sentir feia, mas pode evitar o assédio masculino.

Eu já pensei assim, confesso! Todxs nós fomos criadxs de forma machista em diferentes níveis, que nos fizeram reproduzir alguns “costumes” e pensamentos, que diziam que as “piadinhas” eram aceitáveis. Ainda bem que as coisas evoluíram (ainda não como deveriam, mas tudo bem…). Com isso, a sociedade já começou seu processo de mudança.

Eu mesma fui aprendendo que não preciso ficar calada. Lógico que sei que muitas vezes não tenho como responder, principalmente por motivos de segurança. Só que, quando o tempo passa e a gente entende (espero que por bem!) que o que nos constrange não é “ok”, que você não é obrigada a “deixar pra lá”, a coisa meio que vira automática. E ai, minha irmã, quando você começa a se posicionar, já foi! Só que você não precisa ser agressiva para isso. A piadinha machista do seu chefe pode, simplesmente, ser respondida com uma cara séria e um silêncio necessário para que ele entenda que você não gostou do comentário. É preciso respirar fundo e ver se você pode/deve comprar aquela briga.

Você vai aprender, não se preocupe. A coisa vai fluir. É o que acontece quando você vai se tornando uma mulher que tem as rédeas da sua vida. Você vê que, em pleno 2017, tem coisas que você não precisa aceitar.

O que posso te aconselhar?
Ninguém é obrigada a se denominar feminista (mesmo que até já tenha atitudes como tal), mas todo mundo pode se informar. Leia, converse, entenda, evite criticar outra mulher (sim, não somos inimigas!) e, especialmente, tente refletir antes de comprar briga com alguém.
Com os argumentos certos, união feminina e muita paciência, quem sabe a gente não consegue mudar o mundo (pelo menos aquele ao nosso redor)?

Beijos

Paula (@pauladultra)

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