“Não posso descartar, nem carimbar esse nome”, comenta ACM Neto sobre Luciano Huck para presidente pelo DEM

Uma das principais lideranças nacionais do DEM, o prefeito de Salvador, ACM Neto, confirmou que é grande a possibilidade da sigla ter um candidato próprio à presidência da República, que não seria um político tradicional. Ele revelou que há conversas com o apresentador da Globo Luciano Huck. “Ele não é um sujeito apenas da comunicação. É um cara que rodou e roda muito o Brasil, tem um trabalho social bacana e quer muito ajudar”.

“Eu acho que o momento agora é de a gente juntar ideias, somar forças e energia de pessoas que querem o bem de nosso país para que na hora certa a gente possa identificar um nome que represente esse desejo de mudança“, ponderou o democrata.

Quando perguntado se ele poderia ser esse nome (Neto foi cogitado como presidenciável pelo deputado José Carlos Aleluia), ele deu um largo sorriso. “Nesse momento, prefiro ficar muito comedido e cauteloso administrando Salvador, que tem muito problema para resolver e, graças a Deus, a prefeitura segue o passo“. Ele não quis antecipar a pré-candidatura para o governo, mas deum uma deixa. “O nosso vice-prefeito, Bruno Reis, está preparado para assumir a prefeitura”.

Assista ao vídeo completo da entrevista:

As declarações do prefeito foram dadas na estreia do programa Linha de Frente, transmitido com exclusividade pelas redes sociais da Aratu. A atração, 11º produto exclusivo digital da Aratu, é focada no debate político e em entrevistas com os principais protagonistas do poder.

Na entrevista, Neto também deu todas as pistas sobre a candidatura do Secretário de Desenvolvimento Urbano da prefeitura, o advogado Guilherme Belintani, para a presidência do Bahia. “Chamei ele quando vi as notícias pela imprensa. Conversamos mais de uma hora sobre o assunto, mas ainda não posso dar detalhes”.

A respeito da polêmica Ação de Inconstitucionalidade sobre o IPTU de Salvador, Neto foi incisivo. “Se o Tribunal de Justiça considerasse isso constitucional, eu não teria como administrar. Não posso fazer milagres. Menos de 1% dos contribuintes está travando essa batalha contra a prefeitura. Exatamente os donos de grandes terrenos, que são devedores contumazes, que nunca pagaram IPTU“, condenou.

Quem pode pagar pouco tem que pagar pouco, quem pode pagar muito tem que pagar muito. Foi essa lógica que fez com que arrecadássemos o suficiente para tocar os projetos”, explicou o prefeito, que é formado em Direito e está convicto de que a decisão não será contrária aos interesses da prefeitura.

O prefeito da capital também garantiu que deve correr 10km na Maratona de Salvador (no próximo dia 22), mesmo depois de ter sofrido fratura em dois dedos dos pés. Ele também estimou a presença de 500 mil pessoas por dia nos cinco dias de Festival da Virada, o réveillon na Boca do Rio. A taxa de ocupação hoteleira está prevista para 95%. “Vamos ter o maior réveillon do país”, confia o político. 

 

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“Fazer sucesso é ir de fracasso em fracasso sem desistir”, diz Conrado Adolpho, autor de “8Ps do Marketing Digital”

O professor e palestrante carioca Conrado Adolpho não acredita em falhas, ele acredita em desistências no meio do percurso. Para ele, cada insucesso momentâneo representa uma lição – se você sabe aproveitar bem. “Fracasso é basicamente um aprendizado. A pessoa que fracassa, na realidade, está aprendendo o que deve fazer para acertar“, garante o autor do best-seller “Os 8Ps do Marketing Digital”, livro de 2011 que virou uma espécie de bíblia para trabalhar marcas e produtos na internet.

Ele também tem uma opinião intransigente sobre quem não segue a vocação inata como farol do próprio trabalho. “A felicidade não está do lado de fora, nas coisas que você compra, ou você vê, ou onde você está. A felicidade está em como você dá significado a tudo isso. Quando você transforma o seu trabalho na realização de sua missão, aí você é feliz”.

Aparentemente, é o que ele mesmo fez, após fechar uma agência com 44 funcionários para começar a disseminar o próprio conhecimento, em vídeos, cursos e palestras. “Quando você é remunerado realizando sua missão, aí você é feliz todo o santo dia. Comece a mudar a direção de sua vida pra ser feliz. Senão, daqui a 50 anos, você vai se perguntar o que fez da sua vida.”

Veja a entrevista concedida na Semana Sebrae de Capacitação Empresarial, em Salvador:

Conrado revela que tem como missão atual usar a internet para tornar o mundo melhor. “Acredito muito no empresariado como a grande solução dos problemas no mundo. Empresário resolve sempre alguma coisa que esteja incomodando algumas pessoas. Eu uso a internet para fazer minha mensagem chegar a esse público”.

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A melhoria, na opinião dele, não precisa de grandes revoluções tecnológicas, nem de altos investimentos. “Você não precisa dessa inovação disruptiva, você pode fazer a inovação incremental: se você vende por telefone, passa a vender por WhatsApp. Existe o mito de que se não fizer algo genial não vai crescer. Não é assim: você pode fazer coisas simples para crescer. Você não precisa ser disruptivo para crescer, você só precisa melhorar um pouco a cada dia.”

Ele mesmo recomenda que as interessados absorvam a informação gratuita nas centenas de vídeos no canal no youtube (Conrado Adolpho). E sobre a melhor forma de empreender, recomenda fazer um pequeno teste antes.  “Existe uma técnica que é “comece pela audiência”. Você deve começar a atrair a atenção das pessoas que são seu público, produzindo conteúdo para elas, e depois você abre uma pré-venda para essas pessoas. Aí você diminui bastante o risco”.

 

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“Pecado dele (Joesley) foi tramar contra mercado; precisa pagar de forma exemplar”, condena jornalista Mara Luquet, ex-Globo

A jornalista carioca Mara Luquet solta uma gargalhada ao ouvir, pela enésima vez, a história de que trocou a Rede Globoo para “ser garota propaganda do Bradesco”. Especializada em economia, ela perdeu as contas de quantas vezes precisou explicar a opção pelo canal na internet (que já era patrocinado pelo banco) como uma forma de realização pessoal. “Quero explicar finanças e negócios para o povo, não dava para fazer isso duas horas da manhã ao lado de William Waack“, responde, de forma bem humorada, sobre o trabalho que desempenhava no Jornal da Globo.

Além disso, ela comentava na Globo News e no telejornal local de São Paulo. “A tv aberta não tem muito espaço para comentar finanças pessoais – isso é normal – mas essa era a oportunidade”.

A descontração também continua ao falar da macroeconomia no país. A jornalista, que começou escrevendo no jornal Valor Econômico, acredita que, até o final do ano, a taxa básica de juros pode chegar a inéditos 6%. Considera que o índice da Bolsa de Valores de São Paulo – Ibovespa, o principal indicador do país – deve continuar subindo. Ela tem informações privilegiadas, por conversar diariamente com analistas, banqueiros, investidores e administradores de fortunas. Sustenta que o prestígio do Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e toda a equipe econômica, com esses agentes do mercado é alto – ao contrário do presidente Michel Temer.

Clique e assista a entrevista exclusiva:

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Com exclusividade, ela revelou o que acha do empresário Joesley Batista, acionista do grupo J&F, acusado de especular em cima da própria delação premiada. “De todos os pecados dele, esse (atuar contra o mercado financeiro) é mais um”, declarou na conversa transmitida pelas redes sociais do Aratu Online.

“Tem o especulador ilegal, mas se for pego tem que ser punido porque o custo benefício não pode valer a pena. Isso é importante, não só para o mercado, mas para a vida e a cidadania”, acredita a profissional, que foi uma das palestrantes da Semana Sebrae de Capacitação Empresarial, em Salvador.

Sobre toda o contexto econômico, ela demonstra muito otimismo. “O Brasil passa um momento muito bom para empreender”. Entretanto, ela dá uma alerta: “os 14 milhões de desempregados no país nos mostram que não há mais emprego seguro”.

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CARLITOS ESTÁ SEM PANCAKE: A insegurança pública na crônica da morte não anunciada de um artista de rua

Esta reportagem foi escrita para o jornal Correio da Bahia, em 2005. No dia 3 de janeiro de 2010, o personagem principal dela, Gildenor, foi assassinado com 10 tiros no Bar de Pelé, em Matatu de Brotas, a poucos metros de casa. Ele pediu uma cerveja depois do uma noite inteira de trabalho e nem chegou a beber o primeiro gole. Foi alvejado por 10 tiros no peito e cabeça disparados por seis homens. A suspeita é de que os traficantes quiseram calar a voz e o talento do Chaplin do skate. Até hoje, sete anos depois, nada foi investigado a respeito.

 

Quando o Chaplin do skate, um dos artistas de rua mais longevos de Salvador, com mais de duas décadas fazendo acrobacias e pigarreando labaredas, avisa que planeja uma aposentadoria é sinal de que há algo de errado com os tempos modernos. Seria como dona Canô, de repente, abrir mão de suas novenas, ou o maestro Fred Dantas renegar frevos e dobrados e ainda o professor Roberto Albergaria resolver abdicar de dos seus neologismos lambuzados de deboche e desdenhosos de erudição. Pois o Chaplin do skate, uma lenda noturna nômade entre a boemia da Barra, Rio Vermelho e Pituba, acha que está na hora de pendurar o paletó, esquecer a bicicleta de mil malabarismos e o gosto ferruginoso do querosene que sempre leva à boca. Tudo que ele mais gostaria era de um emprego formal. Aos 50 anos, sonha com a carteira assinada como garçom.

Definitivamente, as coisas não devem estar nada boas para o Chaplin do skate decidir que seu último ato está próximo. “Chaplin do skate” é uma denominação arbitrária adotada pela imprensa momesca logo que ele começou a fazer estripulias pelos circuitos de carnaval de Salvador apoiado na tábua estreita com quatro rodinhas. Ele também pode ser chamado de o Carlitos da Barra, ou o Charles Chaplin engolidor de fogo. Seu trabalho itinerante é conhecido há 20 anos dos clientes de bares e restaurantes que se encantam com a técnica para cuspir chamas, uma nova versão incandescente de luzes da cidade.

Por detrás da maquiagem cada dia mais escassa, entretanto, Gildenor Ferreira de Oliveira, pai de três filhos, não está se sentindo mais tão prestigiado. “Ultimamente, o negócio tá fraco, não tá mais dando, não”, entrega-se o artista, sem demonstrar rancor, apenas um pouco de desilusão. Consegue, em média, 20 reais por noite, de quinta a domingo, o mínimo necessário para sobreviver, ao lado da companheira dos últimos cinco anos, Elissandra. “Tem muita gente concorrendo e os clientes não são mais tão generosos”, aponta.

 

Desarmado e lamurioso

Há mais de dois meses, a bicicleta está parada por causa de um banal pneu furado (“a câmara também estourou”) que ele não tem dinheiro para consertar. O skate, nem se fala. Desde que foi esmagado por um carro, há mais de um ano, não há qualquer possibilidade financeira de compra de um novo. “Tô sem arma de trabalho. Tô desarmado”, lamenta Gildenor.

Do seu arsenal artístico, resiste apenas o querosene, que funciona como combustível de seu sopro de dragão. “O médico já disse que eu posso ter um câncer de garganta ou de pele, mas já tem 20 anos que faço isso e não tenho nada”, ameniza ele, que anda cuspindo fogo por aí, mas é incapaz de dizer um só palavrão. Se o querosene não tem o aroma e nem o sabor dos melhores, o mesmo não pode ser dito sobre a aguardente de marca 51 que o nosso Chaplin acrobata ministra a goladas. Toma três ou quatro doses todo dia e garante que se tiver o litro inteiro ele também bebe. Há algo de muito mais melancólico nesse Carlitos bicombustível do que o original que fazia chorar contracenando com aquele garotinho mudo em cenas em preto e branco.

 

Falência negra

Na rua Churupita, uma viela de acesso tortuoso, no Matatu de Brotas, a fachada pintada de preto anuncia o Bar do Chaplin. É a entrada da residência do artista, que já se aventurou como micro-empresário do ramo do entretenimento de baixo custo. O estabelecimento, ele faz questão de justificar antes de qualquer pergunta, “faliu”. Só que uma conversa daqui e outra dali, ele explica que resolveu fechar por causa de freqüentadores de mente aberta e pulmões turbinados de seus próprios delírios gasosos. Para evitar problemas futuros com a polícia e uma classificação como boca-de-fumo, ele preferiu abandonar o negócio.

O mesmo tipo de abandono discreto e silencioso que está planejando agora. Desde que se entende por gente, quando era adolescente, em Neópolis, Sergipe, passou a ganhar uns trocados com as artimanhas mambembes. Na época da febre do conjunto Secos e Molhados, por 1973, os amigos se fantasiaram no carnaval com maquiagens berrantes. Ele apelou para o ídolo do cinema, aquele que fora o grande ditador dos sorrisos em sua infância. Passou porcelana de prato para embranquecer o rosto e pintou um bigodinho com carvão mesmo. Virou um sósia.

Em 1976, quando se mudou para o bairro de Cosme de Farias, em Salvador, foi frentista, gari, balconista e garçom até que, desempregado, percebeu que o trabalho de sua vida estava mesmo naqueles saltos com bicicleta, naquela pirotecnia de encantar qualquer bebum.

Criou os três filhos sob a quentura do querosene e do smoking, mas sempre com o frescor da realização pessoal. Agora, pensa em arrumar uma sinecura como garçom para largar desta vida. Também pudera, a bicicleta está parada há tanto tempo por causa de um mísero pneu furado e ele tem que ir caminhando por toda a orla para poder encontrar com uma clientela a cada dia menos generosa.

 

Pastor de Almas

Fã do cineasta e intérprete de películas como Pastor de Almas e O Circo, Gildenor sequer lembra o nome de filmes de Carlitos que tenha assistido. Na verdade, ele só tem a inspiração mesmo na questão visual. “Não sou ator, não tenho vocação para isso. Não tenho cultura para enfrentar um teste ou até mesmo decorar texto”, admite ele, que estudou até a 7ª série. “Ficaria contente com um empregozinho de garçom”.

Como já se viu por suas preferências etílicas, ficar de cara limpa só deve ser uma de suas prioridades na interpretação literal. Porque, no sentido figurado, ficar de cara limpa não é bem o que ele gosta de fazer em suas diárias fugas alcoólicas. A companheira Elissandra, que é mais nova do que ele, entrega que ele anda dormindo muito durante o dia, ao contrário de quando ia até a praia fazer uns exercícios e aprimorar a forma.

Há uns dois meses, Chaplin do skate está sem pancake (ou pó compacto), está sem o lápis preto de sobrancelha que usa para desenhar os pelos sobre os lábios (“porque se colocar bigode postiço, ele queima”). Não tem dinheiro para comprar tudo isso. Ele acha que a descaracterização está até prejudicando o trabalho, as pessoas não têm muita motivação para pagar um cachezinho. Em prol de um bom desempenho cênico, pede R$10 para comprar maquiagem. “Se não der para o pancake, eu compro pasta d´água mesmo”, consola-se. No fim, aceita seis vales-transporte para recuperar a cara pintada, algo que no câmbio negro do escambo ilegal pode valer em torno de R$9.

Mesmo assim, avisa: vai prosseguir apenas até assinar a carteira como garçom. Se até Chaplin do skate – ou Carlitos equilibrista, o que preferir – quer desistir é porque há algo de muito errado com esses tempos modernos.

 

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EXCLUSIVO! Murilo Gun se solidariza com plataforma própria de Felipe Neto: “facebook e youtube sequestram nossos fãs”

Com 36 anos, Murilo Gun passou de criador bem sucedido na internet do final dos anos 90, a humorista consagrado nacionalmente, agora se empenha em palestrar e ensinar criatividade. Ou melhor, reensinar. “Esse lance de fora da caixa, a gente já nasce fora da caixa. Ao longo do tempo é que entramos na caixa”, provoca o pernambucano, que mora em São Paulo, mas faz questão de preservar o sotaque acentuado. “A criatividade precisa um pouco da irracionalidade e da intuição. A gente se desconecta disso ao virar adulto“, acredita.

Murilo Dantas Correia de Araújo é um dos pioneiros da internet brasileira. Aos 14 anos, em Recife, criou uma página que ganhou um prêmio Ibest de melhor site pessoal do Brasil. Em 2000, montou sua empresa para criar sites, no Porto Digital.

Ele tem experiência e propriedade para apoiar a decisão do youtuber Felipe Neto, que anunciou em Salvador a vontade de focar no aplicativo próprio, e não nos vídeos para o youtube. (Clique aqui e leia a reportagem do Aratuonline com o youtuber) “Eu acho que ele (Felipe Neto) está certo. A gente sempre tem que lembrar que nessas plataformas os nossos fãs não são nossos. É um lugar alugado”, disse Murilo, em entrevista exclusiva para o AratuOnline.

“Nossos fãs nos seguem no facebook mas esse não é um ativo nosso. Nossa conta pode ser suspensa e você perder o milhão de seguidores que você construiu. O facebook é tipo um sequestro. Ele sequestra seu fã e cobra resgate para você falar com ele. Você investe na parada, ele diz: o fã é teu mas se você quer falar com ele tem que me pagar”.

Veja a entrevista completa de Murilo Gun:

Murilo visitou Salvador para palestrar ao auditório lotado do Fiesta Convention Center, na Semana Sebrae de Capacitação Empresarial. Para a plateia, ele explicou que o inovador só fica marcado após arriscar muitas vezes. E para isso é necessário criatividade, mas intuição para confiar.

Quando me chamam de louco, eu vejo que o negócio está ficando bom. ‘Tá ficando doido’, em outras palavras, significa ‘essa ideia quebra os padrões aceitáveis, então, vou te chamar de louco’. Aí entra uma parada importante para a criatividade, que é a coragem de bancar”, explica ele, usando como exemplo o fato de ter criado um curso de criatividade para 350 pessoas, em pleno Carnaval de Recife.

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“Eu já era empreendedor contando piada. Empreender é você ser protagonista da sua jornada, fazer seu caminho. Como comediante, eu era um empreendedor individual. Quando você é empreendedor, você decide seu caminho. Passei dez anos como empresário de tecnologia, depois passei dez anos como comediante, agora sou professor”, enumera.

Ele contou o motivo de seguir a carreira de ensino, em formato não convencional.” Eu descobri que a melhor forma de aprender é ensinar. Porque pra você ensinar uma coisa tem que estar tão sedimentada e tão consciente que você
Eu gosto tanto de aprender que comecei a pensar em como arrumar uma atividade econômica em que seria pago para aprender: e arrumei, fui ensinar”.

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EXCLUSIVO: Aleluia confidencia que Rodrigo Maia teve chance de derrubar Temer e diz que “Palocci entrega Lula para salvar PT”

Deputado federal em sexto mandato, José Carlos Aleluia (DEM) considera que ACM Neto seria um bom candidato a presidente da República, diz que Luís Eduardo Magalhães “já estava eleito” para o governo da Bahia, chama Lula de “funcionário dos interesses financeiros”, e ainda confidenciou que se Rodrigo Maia “tivesse conspirado um pouquinho, Temer cairia”.

As declarações são do político baiano mais citado na lista dos 100 parlamentares mais influentes do Congresso, feita anualmente pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar. Aleluia apareceu 19 vezes no grupo dos 100 mais.

Engenheiro eletricista, nascido no bairro da Caixa D´água, em Salvador, o parlamentar se mostrou indignado com a violência na Bahia “Nos últimos anos de governo Wagner e Rui, juntos, já morreu mais do que uma Fonte Nova lotada de vítimas de assassinato. Não há programa de combate à violência, a polícia fracassou. Morre muito menos gente no Rio do que na Bahia. Nós vivemos uma total insegurança. Entre as 20 cidades mais violentas do Brasil, oito estão na Bahia. Governador, seu governo fracassou na segurança pública”, acusou, durante o programa Reunião de Pauta, transmitido, com exclusividade, pelas redes sociais da Aratu.

Veja as críticas de Aleluia à segurança pública:

Questionado sobre quais as medidas deveriam ser adotadas para minimizar o problema, ele fez uma declaração polêmica: “Promover a inteligência. Deixar de usar a inteligência da polícia para grampear políticos. Tenho certeza de que eu fui grampeado”.

Aleluia continuou dando exemplos de insegurança. “Político sabe que para entrar em várias áreas de Salvador tem que pedir permissão. Pedir permissão a quem manda na área. Não é normal, Rui, ainda dá tempo de você arrumar seu governo na área da segurança, é um desastre. Não vou culpar o secretário de segurança, não. Você é o responsável. Você que foi eleito para governar e dar segurança ao povo”.

O deputado também comentou a prisão do ex-colega Geddel Vieira Lima

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CÁLICE DO PT

Ele se mostrou apreensivo com o momento atual brasileiro. “Toda vez que você tem descontentamento com a política, a sociedade tende a ir aos extremos. Na Alemanha, houve crescimento grande do populismo de direita. Nos EUA, venceu um candidato que não era político e está fazendo uma confusão no mundo. Jair Bolsonaro é um extremo da direita. Não é meu candidato dos sonhos, mas é um candidato que tem crescido porque ele fala o que as pessoas estão sofrendo“, observou.

Perguntado se Bolsonaro seria o principal rival de Lula, Aleluia evitou colocar o ex-presidente na disputa. “Hoje ele seria o principal rival da esquerda, mas acho que Lula dificilmente será candidato, porque a legislação não permite condenado em segunda instância concorrer em eleição. E tudo indica que ele será condenado“.

Veja as acusações de Aleluia contra Lula:

Aleluia fez uma análise sobre o ex-presidente, que continua como candidato favorito em todas as pesquisas. “Lula começou bem o primeiro mandato, porque montou uma boa equipe, com Meirelles e com Palocci. Eles fizeram um bom começo mas depois ele perdeu o controle, foi capturado pelo interesse financeiro e passou a ser um trabalhador sem independência, que só estava a serviço do interesse financeiro“.

Ele tentou resumir o teor da carta de Palocci: “O que ele está dizendo, no fundo, é bom para o PT. Você não pode ficar querendo o tempo todo defender o ex-presidente Lula. Palocci está querendo dizer ao PT: afasta de vocês esse cálice. O erro do PT é achar que Lula é a salvação do partido, não é mais. Lula é o problema do partido, quem está dizendo é Palocci”

 

CANDIDATO DOS SONHOS

Derrotado apenas em uma das sete eleições que disputou (para o Senado em 2010), o parlamentar revelou o nome preferido para concorrer à presidência. “O candidato que eu acho mais interessante, se eu falar o nome a Bahia vai brigar comigo porque ele está prometido para (governar) a Bahia. A novidade na política do Brasil é ACM Neto, mas ele não quer e nem deve. Não pra ser vice de ninguém. Eu tenho pesquisa que mostra que ele é a principal figura do meu partido”.

Veja Aleluia sugerindo ACM Neto para presidente:

Sobre a desidratação do DEM, principalmente após a eleição de Lula para o segundo mandato, o deputado diz que o partido se “manteve firme e agora está colhendo os frutos da coerência”. “Nós perdemos números, mas não perdemos valores. Nós temos o presidente da Câmara, o segundo homem na hierarquia da República”.

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CONSPIRAÇÃO
Em tom de confidência, Aleluia anuncia: “Se ele (Rodrigo Maia) conspirasse um pouquinho, Temer tinha caído. Porque faltava pouco. Ele (Maia) chegou a chorar numa reunião do partido – ele chora muito, porque é bem sensível – quando alguém perguntou: ‘eu não vou conspirar contra o presidente, não serei presidente conspirando’. Não tenho dúvida que Rodrigo Maia seria um grande presidente. Ele é equilibrado, jovem e manteria a política econômica com mais vigor”

LUIS EDUARDO
Em um momento de recordações, Aleluia recordou sobre Luís Eduardo Magalhães, baiano, filho de ACM, que foi presidente da Câmara, entre 1995 e 1997, e morreu de infarto fulminante aos 43 anos, em abril de 1998. Estava em pré-campanha para o governo, que, segundo Aleluia, “a eleição naquele tempo era muito tranquila de prever”. “Se Luis Eduardo não tivesse um ataque cardíaco, seria eleito governador da Bahia, seria um grande governador, porque sabia delegar. Certamente, seria um candidato a presidente”.

A respeito das especulações de que Luís Eduardo não queria se candidatar a governador, ele confirmou. “Ele queria sair direto para presidente da República.”

Veja a entrevista completa aqui:

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EXCLUSIVO! “Quero novas formas de agradar meu público”, diz Felipe Neto sobre aplicativo próprio para concorrer com Youtube; veja vídeo

O empresário e vlogger Felipe Neto, 29 anos, confirmou, em Salvador, a intenção de fazer o aplicativo próprio rivalizar com o Youtube. “Estou num momento de transição. Eu quero tentar descobrir novas formas de agradar esse público maravilhoso que me acompanha. O aplicativo é uma forma de levar meu público para essa nova plataforma“, declarou, em entrevista exclusiva a este blog, na tarde deste sábado (30). “Estou muito animado com esse aplicativo.”

O carioca do subúrbio de Engenho Novo tem mais de 14 milhões de seguidores na plataforma mundial do Google, é o segundo brasileiro mais popular do site (perde apenas para Whindersson Nunes). Lançado em agosto, o aplicativo dele tem alegados 4 milhões de usuários.

Clique e assista a entrevista de Felipe Neto:

Em entrevista publicada na Folha, neste sábado (30), o influenciador chamou o Youtube de “monopólio de ví­deo”. “Não posso depender disso para a minha vida. Se amanhã o Youtube mudar uma variável do algoritmo de recomendação, diminui a minha audiência pela metade. Da noite para o dia”, condenou. (Clique aqui para ler a entrevista)

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O youtuber autografou mais de 1100 exemplares do #Livrão de Felipe Neto em ação promovida pela Livraria Leitura, no Shopping Bela Vista. “Acho que a tendência é cada vez mais os youtubers terem seus próprios aplicativos e suas próprias plataformas e isso é muito bom para todo mundo. É uma nova forma dos youtubers poderem se empoderar e não dependerem só de um lugar“, respondeu Felipe Neto na live transmitida pela página do Aratuonline.

As declarações provocaram repercussão e polêmica entre fãs e produtores da internet brasileira. Recentemente, o canal Porta dos Fundos, que perdeu posições no ranking para o próprio Neto, publicou o vídeo Influencer, que seria uma crítica ao carioca. O personagem principal é interpretado com cabelo colorido. No encerramento, há uma paródia com uma promoção anunciada por Felipe e pelo irmão.

Veja o vídeo:

 

 

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Exposição do MAM: “Uma ilegalidade, deve ser retirada”, condena João Dória; “cadê a desgraça do ECA”, diz deputado Isidório

A performance do coreógrafo Wagner Schwartz na abertura do 35º Panorama da Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo, foi duramente criticada pelo prefeito da capital paulista, João Dória (PSDB), e pelo deputado estadual baiano Pastor Sargento Isidório (Avante). Neste sábado (30), os políticos publicaram vídeos em que chamam a ação de “ilegalidade, que deve ser imediatamente retirada” e “vagabundagem, safadeza, promiscuidade, atentado ao pudor, abuso de vulneráveis”.

Um vídeo nas redes sociais, sob fortes críticas, mostra uma garota aparentando quatro anos interagindo com o homem, que estava deitado de barriga para cima, com a genitália à mostra. O artista se posiciona nu em um tablado onde passa ser manipulado pelos espectadores. A menina toca na canela e nos pés de Schwartz e depois sai engatinhando do espaço. Este blog não reproduzirá o vídeo aqui atendendo indicações do Estatuto da Criança e do Adolescente.

“Arte é muito aberta, muito ampla, mas tudo tem limite. Não pode em nome dessa liberdade permitir que uma cena libidinosa que estimula uma relação artificial,  condenada e absolutamente imprópria seja colocada para o público. Fere, inclusive, o Estatuto da Criança e do Adolescente e, ao ferir, comete uma ilegalidade e deve ser imediatamente retirada, além de condenada“, acusou o prefeito Dória, em vídeo.

Veja o vídeo com as declarações de Dória:

O prefeito, que já anunciou pretensões de se candidatar a presidente da República, no ano que vem, foi mais além: “Eu gosto da arte, admiro a arte, mas tudo deve obedecer um limite, não pode haver nada que afronte a liberdade de outra pessoa. Eu peço que aqueles que promovem a arte no Brasil tenham consciência de que é preciso respeitar aqueles que frequentam os espaços públicos, respeitar a família, respeitar os direitos, respeitar as religiões, respeitar a liberdade alheia.”

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Na Bahia, o deputado estadual Pastor Sargento Isidório não buscou ser tão polido com as palavras. “As famílias brasileiras estão sendo desrespeitadas. Estamos assistindo crianças sendo tocadas por adultos nus e adultos ficando nus com crianças ao redor. A pedofilia explícita, estupro de vulnerável. Aí eu pergunto: cadê a desgraça do ECA?

Veja o polêmico vídeo gravado pelo deputado Isidório:

O parlamentar, que já afirmou ter sido um gay “curado”, foi mais além: “Precisamos que os poderes da república se pronunciem sobre essa vagabundagem, safadeza, promiscuidade, atentado ao pudor, abuso de vulneráveis. Molequeira de um viadão, canalhão, safadão, cercado de crianças vendo aquele pilantra nu… ah, uma estaca de jegue naquele desgraçado. Quero um país de respeito para nossas crianças e nossas famílias”.

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“Meu propósito é ser protagonista, não espectadora, do Brasil”, afirma Luiza Trajano, que está criando o “maior partido não político”

Ela começou como caixa da empresa da família e, quarenta anos depois, tornou-se uma das poucas mulheres bilionárias do país. No meio do caminho, enfrentou resistência às suas ideias inovadoras e o preconceito pelo fato de ser mulher, mas – ela reafirma – nunca se deixou cair na vitimização.

Luiza Helena Trajano, 65 anos, parece estar com o mesmo vigor de quando deixou de ser normalista e iniciou carreira na loja Cristaleira, criada pela tia homônima, justamente para gerar emprego para a família. O estabelecimento em Franca, interior de São Paulo, sob o comando dela, ganhou o país – e o mundo, com a primeira e-commerce varejista que se tem notícia (hoje magalu.com.br).

“Meu propósito é ser protagonista, não espectadora, do Brasil”, diz a empresária, formada em Direito e Administração, atualmente bastante engajada numa militância não-política. “Continuo contribuindo para a nação através do grupo Mulheres do Brasil. A gente quer ser o maior partido político apartidário, não pode ser candidata, nem formar partido político, sem ter esse lado esquerda-direita, pobre-rico, branco-preto, tem que ver o Brasil como um todo”, avisa.

Assista ao vídeo completo com a entrevista:

Origens na Bahia

A história começou com o avô , nascido na cidade baina de Caetité. Ele foi para Franca e casou com uma jovem. A partir dali, surgia a família Trajano, origem do conglomerado que faturou R$11,4 bilhões em 2016 e continua crescendo, desdenhando de quaisquer crises econômicas ou políticas no país.

“Eu tenho auto estima e não tenho dó de mim, tudo isso leva a vencer desafios. É gratificante quando temos um propósito maior”, ensina.

Internamente, a empreendedora considera que a principal mudança foi ter deixado uma “administração centralizadora” para uma “administração de liberdade acompanhada”. “A gente seguia três atitudes: velocidade, qualidade e lucro. Você não tem essas coisas numa empresa com decisões centralizadas, com isso, você nunca tem velocidade. Antigamente, os grandes comiam os pequenos, hoje, os velozes comem os lentos”, compara.

Mesmo não sendo de geração millennial ou Y, ou Z, ela não esquece o mantra inovação. “Eu falo que inovação é igual a aprender a surfar numa onda. Quando você entra nisso, a cabeça de todos da empresa fica aberta a essas coisas. Quando você acostuma sua mente a inovação, isso acontece. O Magazine não parou”.

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Preconceito
O fato de ser uma pioneira no segmento de alta administração, ensinou muitas lições. “Até hoje, na minha área, só lido com homem. Imagina eu, jovem, chegando em São Paulo, quarenta anos atrás, o desafio era muito maior. Mas nunca tive dó de mim, eu tenho auto estima boa, quando me rejeitavam eu tinha certeza que eu ia me aceitar”.

Atualmente, ela diz, o mundo corporativo está mais favorável às mulheres. “Desenvolver o jeito feminino de ser ajudou a estar preparada para a administração orgânica. A gente tinha administração mecânica e agora estamos na fase orgânica. Esse jeito feminino está mais adaptado à nova fase: intuição, sensibilidade, capacidade de ensinar e de aprender, trabalhar no caos, é o perfil da nova era“.

Em 2011, no governo de Dilma Roussef, foi convidada a ser ministra da micro e pequena empresa, mas não aceitou. “Eu adoro pequena e micro empresa porque é ela que gera emprego no país. Então me convidaram mas eu não pude deixar minhas atribuições.

Continua acompanhando a política, mas prefere não incensar o político/empresário prefeito de São Paulo. “Assim como João Dória está fazendo gestão, tem muito político que está indo muito bem porque está seguindo os paradigmas da gestão: não ter apadrinhamento, não fazer jogo político, ter planejamento a longo prazo. Como tem o João Dória, conheço muitos políticos que estão fazendo gestão boa“.

A entrevista, transmitida ao vivo pelas redes sociais da Aratu, foi realizada durante o 12º Congresso da Associação Brasileira de Recursos Humanos, no Othon Palace. Ela deu dicas importantes. “Duas coisas distinguem uma empresa: atendimento e inovação. Se você não tiver com as pessoas alinhadas no coração e na cabeça, é muito difícil. Por mais que você tenha processo ou checklist, isso vai ser difícil se as pessoas não se sentirem donas da empresa”.

E para quem deseja empreender recomendou algo que não é possível conseguir em nenhum curso de pós graduação: amor pela atividade cotidiana. “A principal característica é ser apaixonado pelo que faz e ter o nicho certo. E uma coisa muito boa é buscar solução e não ficar reclamando, isso eu acho muito importante“.

Ela realmente não reclama e costuma rir das próprias experiências embaraçosas. No ano passado, ela levou um tombo carregando a tocha das olimpíadas no Rio. A queda gerou um desafio do youtuber Felipe Neto, que lançou a hashtag #aceitaluiza, desafiando ela a fazer um vídeo caricaturizando a própria gafe.

O resultado foi esse:

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ENTENDA: Oposição e independentes tentam obstruir, mas Câmara aprova mudanças de IPTU e ISS da prefeitura

Em uma sessão concorrida, a Câmara de Salvador aprovou, na tarde desta quarta (27), mudanças no código tributário da cidade. Por alterar regras do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto Sobre Serviços (ISS), Imposto de Transmissão Intervivos (ITIV) e Taxa de Iluminação Pública (TIP), o projeto foi chamado de minirreforma tributária.

Entre as alterações está a cobrança de 2% de ISS na publicidade de outdoor. A proposta inicial era de que a alíquota fosse de 5%. A parte considerada mais delicada do projeto era relacionada a mudanças na atual Planta Genérica de Valores (PGV), reajustando os valores venais dos imóveis, o que influencia no cálculo do IPTU 2018.

“Nós estamos deixando o IPTU sob controle com este projeto. A lei dizia que de quatro em quatro anos seria corrigido. Nós estamos limitando a correção ao índice de inflação, que não passa de 3%”, disse o presidente da Câmara, Léo Prates.

“Sobre IPTU, o prefeito fixa o limite de aumento relacionando o teto à inflação do ano anterior. Sobre o ISS, adequa-se a tabela de serviço de acordo com o determinado por lei federal”, explica Tiago Correia (PSDB).

Clique no vídeo e veja as opiniões dos vereadores:

Os vereadores também aprovaram a criação do fator de correção da dimensão do terreno, chamada popularmente de “trava”, fazendo com haja base de cálculo diferenciada para “áreas da cidade com menor atrativo de aproveitamento econômico”.

Para a oposição, essa medida seria o reconhecimento de um erro no aumento do IPTU em 2013. No dia 11 de outubro, o Tribunal de Justiça vai julgar a alegação de inconstitucionalidade desse aumento, colocado quatro anos atrás.

A aprovação de uma emenda do vereador Edvaldo Brito, que normatiza a aplicação do ISS para os profissionais liberais, evitando bitributação, foi considera decisiva para a articulação do governo.

O texto revoga a Lei nº 8.464/2013, que estabelecia as alíquotas progressivas do IPTU com base no porcentual de imóveis por faixas, de acordo com os limites inferiores e superiores, e propõe a sua substituição por uma Tabela de Receita.

Os vereadores de oposição Suíça e Marta Rodrigues(PT), Silvio Humberto (PSB), José Trindade (PSL), Aladilce Souza e Hélio Ferreira (PCdoB), Sidninho e Toinho Carolino (Pode), Hilton Coelho (PSOL), votaram a favor apenas dos Artigos 1, 3 e 8 e se abstiveram do Artigo 4.

A galeria também teve a presença de cem taxistas que protestaram cobrando a votação do projeto 327/2017, de autoria de Joceval Rodrigues, que mantém os direitos dos servidores públicos em possuir alvarás.

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