EFEITO BORBOLETA: Sem querer, baiano flagrou conversa de Chinaglia e Gilmar Mendes que afeta a Lava Jato

O registro de férias de uma turista, fotografada no lobby do hotel Tivoli, em Lisboa, Portugal, serviu para colocar mais polêmica em meio às investigações e delações da operação Lava Jato. A mulher segurando flores em primeiro plano não provocou tanto interesse quanto a cena do deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP) conversando com o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes.

Chinaglia é implicado nas investigações do mensalão e, recentemente, foi denunciado por suposta cobrança de propina à Odebrecht, em troca de liberação de obras, e delatado pelo executivo Henrique Valladares. Os valores chegariam a R$10 milhões. O inquérito da Lava Jato é relatado pelo ministro Edson Fachin, colega de Gilmar Mendes.

A foto foi inicialmente divulgada na conta do twitter do vocalista e compositor Roger Moreira (@roxmo), do Ultraje a Rigor, e do programa The Noite, do SBT. Este blog apurou que a imagem foi registrada por um baiano que está em Portugal e prefere não ter identidade revelada.

 

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O encontro do político com o magistrado ocorreu em função da participação dos dois em evento jurídico realizado pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (EDB/IDP) e pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL), no Hotel Tivoli, em Lisboa.

O caso lembra a teoria do Efeito Borboleta, analisa em 1963 pelo cientista Edward Lorenz, em que situações simples podem desencadear alterações em todo o sistema: o exemplo mais usado é o bater de asas de uma borboleta, que poderia provocar um tufão do outro lado do mundo.

No último dia 20, o juiz Sérgio Moro começou a ouvir, em Curitiba, os réus da ação pena que envolve a compra e reforma de um triplex no Guarujá, em São Paulo. O ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, chegou a admitir, que o ex-presidente Lula teria recebido propina de R$3,7 milhões da empresa, referentes a contratos com a Petrobrás. Lula também teria pedido a ele para destruir provas que pudessem ser usadas na Lava Jato. Marcelo Odebrecht também declarou que o ex-presidente teria recebido R$13 milhões em espécie. Todas as informações foram negadas pelos advogados de Lula.

O depoimento de Lula para Sérgio Moro está marcado para o dia 3 de maio, às 14h.

 

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“Me surpreende a imprensa tratar isso (corrupção) como se fosse surpresa”, critica Emílio Odebrecht em delação

“O que me entristece é a própria imprensa. A imprensa toda sabia que o que efetivamente acontecia era isso. Por que agora estão fazendo tudo isso? Por que não fizeram isso há 10, 15, 20 anos atrás? Porque tudo isso (corrupção) é feito há 30 anos”.

O desabafo é de Emílio Odebrecht, presidente do conselho de administração do grupo fundado pelo pai dele, Norberto, em 1944. A Odebrecht tem 128 mil empregados ao redor do mundo, faturou R$ 132 bilhões em 2015, com lucro estimado em R$500 milhões.

“Isso é há 30 anos que se faz (na Política). O que me surpreende e eu quero ter oportunidade de enfatizar, o que me surpreende é quando eu vejo todos esses poderes, a imprensa, tudo, tratando isso como se fosse uma surpresa. Olha, me incomoda isso”, condenou o empresário, em delação prestada em 13 de dezembro de 2016, na sede da Procuradoria Geral da República. O filho dele, Marcelo, cuja fortuna é avaliada em R$14 bilhões, foi condenado a 19 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Fechou acordo de delação premiada com o pai, além de se comprometer a pagar R$8 bilhões a título de indenização.

“Isso não exime em nada a nossa responsabilidade, a nossa benevolência, não exime em nada que nós praticamente passamos a olhar isso com normalidade (pagamento de propina)”, pondera o empreiteiro. Em seguida, ele diz que a decisão de levar os negócios da empresa para os Estados Unidos e Europa foi com a intenção de mostrar aos executivos do grupo como é conviver com concorrência real, usando engenharia, sem precisar negociata com os políticos.

Clique para assistir o depoimento:


O empresário cita que iniciou na empresa fundada pelo pai, Norberto, dois anos antes de se formar em engenharia civil pela UFBa, no final dos anos 1960. Em determinado momento, ele confidencia que, mesmo afastado dos cargos executivos do grupo, mantinha diretamente ligações com o ex-senador Antonio Carlos Magalhães, os presidentes Lula, Fernando Henrique Cardoso, Hugo Chávez (Venezuela), e José Eduardo dos Santos (Angola). “Essas relações eu não consegui transferir (para o filho Marcelo)”.

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Mais trechos do depoimento de Emílio Odebrecht:

“E a própria imprensa, vamos colocar a claro, essa imprensa sabia disso tudo e fica agora com essa demagogia. Me perdoe, mas eu realmente acho que todos deveriam fazer uma lavagem de roupa em suas próprias casas para ver o que a gente pode fazer.”

“Nós estamos dispostos a dar a nossa contribuição, por isso eu acho as mudanças estruturantes nesse país fundamentais. São muito importantes para que todos possam dar a sua contribuição pela omissão que tiveram durante tanto tempo…”

“Vocês, jovens procuradores, ver vocês procuradores jovens (…) agora, os mais velhos, Chefe, os da minha geração, me perdoe, eu não aceito essa omissão, e de nenhuma área. A própria imprensa, que agora faz essa demagogia… Acho que todos deveriam fazer uma lavagem de roupa em sua casa, sobre o que poderiam fazer, para que todos possam dar sua contribuição sobre a omissão de tanto tempo”.

 

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ALBA: Com apenas três meses, deputado exonera irmão de Moema Gramacho e nomeia amiga com salário maior

ALBA: Com apenas três meses, deputado exonera irmão de Moema Gramacho e nomeia amiga com salário maior

por Cris Almeida

O deputado estadual Ângelo Almeida (PSB), eleito para o primeiro mandato na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), exonerou o irmão da prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho (PT), do cargo de secretário parlamentar de seu gabinete. A demissão foi publicada no Diário Oficial da última sexta-feira (7/4).

Antônio Augusto Passos Gramacho foi nomeado no dia 24 de janeiro deste ano e recebeu, durante os três meses que ficou na Casa, um salário de R$ 3.800.

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Na época, o deputado afirmou à imprensa que apenas deu a “César o que é de César”. Ele ressaltou que tem uma relação com a família de Moema e que a prefeita o ajudou durante sua campanha, ficando na “obrigação com ela”.

Após a demissão do ex-funcionário, procurado pelo Aratu Online, Ângelo Almeida disse que estava com três profissionais de jornalismo e “precisou de uma vaga para fazer um arranjo político”. Porém, a mesma edição do Diário Oficial trouxe outras intitulações feitas pelo deputado. Questionado, Ângelo revelou que Antônio será substituído por uma amiga, Lilian Cristiane Nilo dos Santos Vale. De acordo com o documento, Lilian vai ganhar R$ 4.250 — ou seja R$ 450 a mais que o antigo secretário .

O Aratu Online localizou o irmão da prefeita Moema. Antônio Augusto Gramacho, no entanto, não quis comentar o assunto.

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“Quantidade não é qualidade”, diz vereadora de Salvador sobre projetos feministas

“Há uma máxima no legislativo que é de comum acordo em quem tem experiência na política: quantidade não significa qualidade.” Com esta frase, a vereadora de Salvador, Marta Rodrigues (PT), cuja principal bandeira política é a luta em prol das causas feministas contesta a reportagem Muito Pouco: Eleita como liderança feminina, Marta Rodrigues tem apenas 10% dos seus projetos ligados às mulheres. A matéria foi publicada neste blog e reproduzida pelo portal Aratu Online.

Segue a íntegra da nota encaminhada pela assessoria da parlamentar:

 

NOTA DE ESCLARECIMENTOS SOBRE REPORTAGEM DO ARATU ONLINE

 

Com o devido respeito ao site de notícias “Aratu Online”, gostaria de esclarecer a equivocada reportagem veiculada, nesta quinta-feira (6), com o título “Muito pouco: Eleita como liderança feminina, Marta Rodrigues tem apenas 10% dos seus projetos ligados às mulheres”.

 

  1. A construção textual leva o leitor a entender que estou na Câmara desde 2009 até este ano. Isso porque deixa para o penúltimo parágrafo a informação de que estive fora da Casa de 2013 a 2016. Esclareço: Fui vereadora de 2009 a 2012. E voltei à Casa no dia 1 de janeiro deste ano. Nesse vácuo, fui presidenta municipal do PT, atuando em diversas frentes, entre elas a feminista.

 

  1. Quando a reportagem afirma que dos 131 projetos apresentados por mim “apenas 13 projetos estão ligados a causa feminina” e que “isto dá apenas 10% das ações relativas à luta por igualdade de gênero”, mostra que não houve aprofundamento no levantamento. Além de reducionista, desconsidera inúmeras iniciativas relevantes, inclusive aquelas que transversalizam com a pauta da igualdade de gênero. É o caso do projeto da Política Municipal de Economia Popular e Solidária. Esta política busca diminuir a alta taxa de desemprego na capital baiana que atinge, em maior parte, as mulheres negras, conforme pesquisa do Dieese divulgada este ano. É o caso, também, dos projetos de lei, de resolução e de indicação que englobam o universo LGBT, onde estão inclusas mulheres lésbicas e mulheres trans. É preciso entender que as causas das mulheres englobam diversos contextos.

 

  1. Reduzir o papel do vereador como mero apresentador de projetos não condiz com a verdade dos fatos. Me coloco à disposição dos jornalista do site Aratu Online, caso queiram acompanhar diariamente o meu mandato. A minha luta em prol das causas das mulheres envolvem muito mais do que projetos de lei.

 

  1. Antes de afirmar que as minhas ações legislativas “ficam longe de contemplar a bandeira feminina”, é preciso entender as prerrogativas do vereador, e, reitero, pesquisar minha história. Há uma máxima no legislativo que é de comum acordo em quem tem experiência na política: quantidade não significa qualidade. Não adianta apresentar centenas de projetos se eles não têm ampla dimensão e bom alcance. Aprovar uma lei não é fácil, existem diversos trâmites internos, e esta tarefa é ainda mais difícil sendo oposição. Exemplo disso é o projeto de Notificação Compulsória da Violência contra a Mulher – NCVCM, de minha autoria, apresentado em 2009 e só aprovado em 2011. É preciso fazer acordos, colocar em pauta nas comissões, audiências, discutir com os vereadores/as e a sociedade. Logo, é mais estratégico para a oposição focar em poucos projetos e pressionar até atingir o êxito da aprovação.

 

5: Quando me posiciono a favor das mulheres, seja na fala, nos projetos, moções ou  sessões especiais, estou contemplando a bandeira feminina da qual eu faço parte com o apoio e respaldo dos movimentos feministas.  Quando solicito que um logradouro público, uma escola ou um posto de saúde, tenha o nome de uma mulher, estou ajudando a combater a sociedade do patriarcado, que dá às instituições e avenidas nomes de homens. Contemplo a causa, também, quando apresento o projeto Escola Livre em contraponto ao Escola Sem Partido, que quer combater a ideologia de gênero numa postura nitidamente machista.

 

  1. Análises como a da reportagem dão a entender, equivocadamente, que o vereador tem um papel reducionista ao considerá-lo apenas formulador de leis e projetos. A luta pela emancipação e pelo empoderamento das mulheres não se dá apenas com projetos que tenham em sua ementa palavras com “gênero, mulheres, feminino e etc”. Se dá, também, com o debate, com a pluralidade e a disseminação de ideias, com o fortalecimento dos movimentos, agregando valores e conhecimentos.

 

Marta Rodrigues

Vereadora de Salvador do PT

 

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Eleita como liderança feminina, Marta Rodrigues tem apenas 10% dos seus projetos ligados às mulheres

por Cris Almeida e André Uzêda

Vereadora em segundo mandato, Marta Rodrigues (PT) tem apenas 13 projetos ligados a causa feminina dos 131 que já encaminhou à Câmara Municipal de Salvador. Isto dá uma proporção de, com outras prioridades, apenas 10% de suas ações são relativos à luta por igualdade de gênero. Os projetos dos parlamentares constam no site oficial da Câmara Municipal.

Sobre mulheres, 46% destes projetos, em diferentes anos, foram apresentados no mês de março — que se notabilizou, simbolicamente, como o mês da mulher, por conta do dia 8.

Eleita pela primeira vez em 2009, em sua biografia no site oficial da Câmara, a parlamentar diz que “foi no movimento de mulheres que aprofundou a sua maior luta”. Ela lembra também que, nos anos 1990, “participou da fundação e organização do Centro de Estudos da Mulher (CEM), em Salvador”. Em recente artigo escrito para o site  Bahia Notícias, classificou seu mandato como “a favor das mulheres” e disse que “tenho buscado fazer, como mulher e vereadora na Câmara Municipal de Salvador: apresentar proposições para avançarmos cada vez mais nessas pautas”.

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Suas ações legislativas, no entanto, ficam longe de contemplar a bandeira feminina. Em duas oportunidades, 2009 e 2012, a petista encaminhou à Mesa Diretora moções de aplauso em comemoração à Maria da Penha, lei sancionada em 2006. Entre os projetos constam alguns relevantes, como o de combate à mortalidade materna; pedido que metade das vagas nos Conselhos Municipais fossem formados por mulheres e criação de um fundo municipal para o enfrentamento à violência contra a mulher.

OUTRO LADO

Questionada, Marta disse que não considera 13 projetos em 4 anos e quatro meses um número pequeno. “Não adianta eu chegar na Casa e competir com os outros vereadores quem indicou mais projetos”. De acordo com a petista, ela trabalha como “assessora do povo”. “Nós representamos os movimentos que nos apoiaram durante as eleições. São eles que nos pautam. Se o movimento feminista sugere um projeto, nosso dever é pesquisar e fundamentar para levar até a Câmara. Se não sugerem, não vamos criar por criar”, diz.

“Tem gente que apresenta um monte de projeto, pega até um caso aí ‘Ctrl C e Ctrl V’ e vai botando. Ele sendo aprovado não vai mudar a estrutura ou interferir naquilo que as mulheres estão precisando”, completa.

No histórico levantado pelo Aratu Online, com base no conjunto de projetos disponibilizados no site da Câmara Municipal, Marta apresentou quatro projetos para mulheres em 2009, três em 2011 e seis neste último ano. Em 2010 e 2012 a petistas não apresentou nada relacionado à causa feminina. Na última legislatura (2013 – 2016), a vereadora foi derrotada nas urnas e não conseguiu validar seu mandato, retornando apenas em 2017.

Indagada se os movimentos que a apoiam não apresentaram proposta durante os dois anos que ela não levou nada à Mesa Diretoria, Marta recorreu a uma falha de memória para justificar a ausência. “Não consigo lembrar agora o porquê. Voltamos este ano e estamos focados nessa gestão”, justificou.

Prefeitura baiana contrata suspeito de tráfico e porte ilegal de arma

por Cris Almeida 

Enquanto o Brasil se divide entre os defensores e contrários ao retorno do goleiro Bruno aos gramados de futebol, na Bahia uma situação semelhante chama atenção pelo inusitado.

Em Candeias, Região Metropolitana de Salvador, a prefeitura contratou Eric Robson Pereira dos Santos para ocupar o cargo de agente de serviços públicos. Ele receberá um salário mínimo, de R$ 937, mais gratificações, que elevam seus vencimentos a R$ 1.405,50.

Se o crachá de trabalho assinala Eric Robson, o apelido de Kekinho também lhe é familiar. O jovem, de 24 anos, já foi preso em duas cidades diferentes nos últimos dois anos. As informações foram checadas junto à Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-BA).

A primeira detenção ocorreu em Madre de Deus (por tráfico de drogas e porte ilegal de armas). Seis meses depois, Kekinho foi preso novamente por tráfico, desta vez em Candeias, a cidade na qual hoje é servidor público.

Em consulta ao Tribunal de Justiça do Estado é possível ver que Eric,o Kekinho, responde criminalmente, mas ainda não foi julgado. Dito de outra forma, como a presunção é sempre pela inocência, Eric é apenas suspeito e não condenado pelos crimes que responde.

A Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesp), órgão que Kekinho está locado, não quis se pronunciar a respeito da contratação. Tentamos localizar Eric Robson Pereira, mas não o encontramos para comentar o fato.

Atual presidente da Assembleia, Coronel teve dobro de faltas de Nilo em 2016

O atual presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ângelo Coronel (PSD), contabilizou, em 2016, o dobro de faltas que o antecessor no cargo, Marcelo Nilo (PSL), em sessões ordinárias e extraordinárias.
Coronel teve 18 ausências, enquanto Nilo não compareceu nove vezes, entre faltas e licenças. No período de um ano, Coronel registrou presença 124 vezes, enquanto o rival esteve em plenário em 133 oportunidades.
O levantamento foi feito por este blog, a partir das listas de frequência dos deputados estaduais, disponibilizadas no site da Assembleia (www.al.ba.gov.br).
Em 2013, Coronel foi o campeão em ausências no primeiro semestre, com 20 faltas em 65 sessões.
Coronel foi eleito presidente da AL-Ba, no último dia 1° de fevereiro, como candidato único apoiado pelo líder do PSD na Bahia, o senador Otto Alencar. Ele teve 57 votos, contra quatro nulos e um em branco. Na véspera da votação, Marcelo Nilo, que tentava o sexto mandato e doze anos de poder, renunciou à candidatura.
Clique e veja o debate promovido pelo AratuOnline com candidatos à presidência da Assembleia Legislativa da Bahia:

VIDEO: Coronel prometeu acabar com reeleição no primeiro mês de mandato e pediu renúncia de Nilo

O deputado Ângelo Coronel (PSD), que deve ser eleito como candidato único à presidência da Assembleia Legislativa da Bahia, prometeu, como tarefa de primeiro mês de mandato, colocar para votação o fim da reeleição na mesa diretora da casa.

A medida seria uma forma de evitar a perenidade no poder, como ocorreu com o antecessor dele, Marcelo Nilo (PSL), que presidiu o legislativo baiano por 10 anos (cinco mandatos).

O compromisso foi firmado em debate Vota Bahia, promovido pelo AratuOnline, com transmissão ao vivo pelo portal, pelo facebook e pelo YouTube.

Veja o compromisso de Coronel e o pedido de renúncia ao então presidente Marcelo Nilo:


A renúncia de Marcelo Nilo à candidatura à reeleição ocorreu na véspera da votação, após desgaste com os deputados da chamada base governista. Além disso, o apoio de 19 deputados da oposição, liderados pelo prefeito de Salvador ACM Neto, à candidatura de Coronel foi considerado decisivo para a desistência de Nilo.

O outro candidato, Luiz Augusto (PP), em acordo dos adversários, abriu mão da candidatura.

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No mesmo debate do Aratu Online, Coronel acusou Nilo de mentir aos deputados para conquistar votos (“é o verdadeiro Pinóquio”) e, num momento mais descontraído, pediu que o presidente renunciasse em favor dele (o que, naquele momento, era imprevisível).

Além de articular prioridade nas votações, o presidente da Assembleia tem, entre outras obrigações, a responsabilidade de administrar o orçamento de R$529 milhões.

Um dado relevante: prevaleceu na Assembleia o candidato do senador Otto ALENCAR (PSD), assim como ocorreu com a vitória de Eures Ribeiro, do mesmo partido, como presidente da União das Prefeituras da Bahia.

 

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Marcelo Nilo deve derrotar imprensa e esmagar opinião pública; com menos topete, mas igual a Donald Trump

Assim como o presidente americano Donald Trump, Marcelo Nilo vai vencer contra a imprensa e atropelando a opinião pública baiana. O deputado estadual que concorre ao sexto mandato como presidente da Assembleia Legislativa deve ser reeleito, pelos votos da maioria dos colegas e pela ineficácia daqueles que se lançaram contra o seu projeto de 12 anos ininterruptos de poder no legislativo. A votação está marcada para 1° de fevereiro.

Sem os cabelos fartos e sem ostentar o topete do empresário conservador e hoje principal nome da política americana, Nilo é apontado como centralizador e autocrático. Não pela mídia, pelos próprios colegas. Afirmam que o mesmo se recusa a “voltar para a planície”.

Clique para ver as críticas sobre “caixa preta” na Assembléia:

Se os próprios colegas deputados chamam a gestão de caixa preta, é bem possível que, se aberta, ela vire a caixa de Pandora, uma referência ao artefato da mitologia grega que liberava todos os males do mundo. Sem mandato de dimensões estaduais, o prefeito de Salvador, ACM Neto, é quem pode determinar o vitorioso na disputa. Ele é o que o senso comum costuma chamar de fiel da balança (por ter como aliados 19 deputados), embora o termo fiel, em política, seja uma expressão exagerada.

Falta de conhecimento do regimento interno foi o argumento sacado pelo atual presidente para desacreditar os rivais Ângelo Coronel (PSD) e Luiz Augusto  (PP). Esse é o eufemismo para não saber como lidar com meio bilhão de reais do contribuinte  (em valores absolutos, R$ 529 milhões só em 2017) e falta de habilidade em articulação. (Nesse meio, habilidade em articulação não é exatamente um elogio do qual sua mãe se orgulharia).

Quando alguma corrente permanece tanto tempo no poder, não é necessário sequer descer em especulações: a acomodação, na melhor das hipóteses, já se torna um prejuízo para a sociedade. Se formos ponderar sobre falta de transparência, vícios por afinidades, tudo piora.

 

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Assim como aprendemos com Donald Trump, quando um político sai vitorioso de queda de braço com a imprensa que represente as vontades dos cidadãos é sinal de que muitos saem derrotados. Nilo deve vencer com 40 dos 63 votos na eleição secreta. Não é, necessariamente, constatação de força. Esse é outro episódio do “nós versus eles” que se tornou o confronto entre interesse público e prerrogativas de políticos: combate em que quase sempre estamos perdendo.

É um registro de como os parlamentares, protegidos por corredores ligando a plenários e pelos cerimoniais dos palácios, ficam imunes a qualquer clamor coletivo. A vitória de Nilo é, acima de tudo, um fracasso coletivo.

“Fumei e traguei por três anos”, admite vereador de Salvador Suíca sobre uso de maconha; veja vídeo

O vereador de Salvador Luiz Carlos Suíca (PT) admitiu ter fumado maconha por pelo menos três anos durante a adolescência. “Eu fumei – e traguei – dos meus 15 anos até os meus 18 anos. Com o nascimento da minha primeira filha, que vai fazer 32 anos, eu larguei”.

A declaração foi feita no programa diário, Reunião de Pauta, exibido nas manhãs de segunda, quinta e sexta, com exclusividade, na página do AratuOnline no Facebook (www.facebook.com/aratuonline) e no canal do Youtube (www.youtube.com/portalaratuonline). Os talk shows com políticos baianos começaram no fim do ano passado e estão entre as principais atrações do programa.

Perguntado pelo jornalista Casemiro Neto se defende a legalização do uso da maconha, Suíca não titubeou. “Eu sou (a favor) por conta de que você tira a questão da droga ilegal, do tráfico, e vai facilitar o tratamento.” Em seguida, ele revelou ter consumido a erva durante a adolescência.

Veja o trecho da polêmica declaração do vereador:

Suíca, ex-coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Pública (Sindilimp) teve 9797 votos no segundo mandato como vereador. Foi o mais votado da coligação e do próprio Partido dos Trabalhadores, em Salvador. Terminou recebendo advertências e represálias internas por ter anunciado voto ao vereador Léo Prates (DEM) para a presidência da Câmara de Salvador.

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Na comparação entre os dois governos petistas, ele disse que optaria pelo mandato de Jaques Wagner em contraposição ao de Rui Costa. Questionado pelo jornalista Matheus Carvalho se os petistas presos foram punidos justamente, ele foi direto: “Quem cometeu seus desvios tem que pagar”.

Formado em História, cursando o oitavo semestre de Direito, Suíca também é apresentador de um programa na TV Baiana e outro na rádio Tudo FM.

A mãe do vereador, vendedora de acarajé, morreu quando ele tinha dois anos de idade. Foi adotado por outra família e só conheceu o pai biológico quando tinha 12 anos. O pai, aliás, teve 54 filhos. Suíca surpreendeu a audiência quando contou que é primo da supermodelo Adriana Lima, famosa por representar a grife de lingerie Victoria Secret´’s. Suíca conheceu Adriana pessoalmente em 2002, no bairro de Castelo Branco, onde ela morou.

Fã de O Rappa, Racionais MCs e de outras bandas de rap, ele falou que gosta de “músicas que impulsionam a vencer”. E arriscou um rap de improviso usando palavras mostradas na hora pelo jornalista Matheus Carvalho. Ele foi desafiado a cantar os principais jingles de campanhas petistas (de Lula a Rui Costa) – e errou todas as vezes.

Assista ao programa completo Reunião de Pauta:

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