Presidente nacional do PT pede que militância faça assinatura da Carta Capital

Uma incomum relação colaborativa entre mídia e partido político chamou a atenção nesta segunda (17). Senadora pelo Paraná e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann gravou vídeo pedindo para que a militância de sua legenda assine a revista criada e dirigida pelo jornalista ítalo-brasileiro Mino Carta.

A mensagem foi publicada no portal da instituição e na página do facebook. “Nós precisamos nos unir para defender aqueles veículos de comunicação que são importantes para a nossa sociedade, que fazem o contraponto, que garantem nossa democracia”. A mensagem pede para que os militantes “façam a assinatura da CartaCapital para ajudar, também, a democracia do País e a diversidade de opinião

No conteúdo de três minutos, a política garante que a publicação “está prestes a fechar” as portas e culpa o governo do presidente Michel Temer pela situação financeira da revista semanal. A líder petista diz que o governo federal privilegia veículos tradicionais, investindo somente a quem interessa. “Não tem feito uma política de mídia que seja democrática e republicana”, lamenta a política.

Três dias antes, o próprio Mino Carta publicou video criticando a condenação do ex-presidente Lula pelo juiz Sérgio Moro. “Os próprios poderes da República se tornaram os jagunços desses senhores. Algumas quadrilhas controlam o destino desse país“, atacou Carta no canal da publicação no Youtube.

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O caso inusitado de garota-propaganda virou notícia em veículos especializados em mídia, como o site Comunique-se, que publicou “Presidente do PT vira garota-propaganda da Carta Capital“.

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Quem é o ator mais famoso e rico do mundo (e por que você nunca deve ter ouvido sobre ele)?

Um dos brasileiros mais bem sucedidos da história, Paulo Coelho chamou a atenção de forma inusitada nas redes sociais. O escritor publicou, em sua conta de twitter (mais de 12 milhões de seguidores), a foto de um moreno de jaqueta e óculos acenando para uma multidão. “Who is the most famous (and the one of the best) movie star in the world?”: Quem é o mais famoso (e um dos melhores) artistas de cinema do mundo?

Ele estava se referindo a Shah Rukh Khan, um indiano considerado pela revista People with Money a celebridade mais bem paga no universo do cinema em 2016 (quando teria embolsado mais de 75 milhões de dólares em contratos). Para a revista Forbes, que tem outra forma de contagem, o ator de 51 anos teria faturado 33 milhões de dólares.

Com mais de 80 filmes no currículo, estima-se que o ator e produtor tenha feito fortuna superior a 800 milhões de dólares. Sua conta de twitter tem mais de 26 milhões de seguidores, enquanto Tom Cruise conta com 6 milhões de aficionados, Beyoncé tem 15 milhões e o homem de ferro Robert Downey Jr tem 8 milhões.

As várias fases do indiano, que chega a gravar quatro filmes em um ano

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Para o jornal inglês The Guardian é a “mais grandiosa estrela de filmes no mundo”. Clique aqui para ler a reportagem em que o artista dedica o sucesso às mulheres com quem trabalhou e revela os motivos de dizer que não tem amigos.

Em 1995, Shahrukh estrelou a comédia Dilwale Dulhania Le Jayenge, que se tornou o filme com mais tempo em cartaz: 1000 semanas consecutivas (quase vinte anos) em exibição num cinema da Índia. A página dedicada a ele no wikipedia garante que o mesmo já levou 14 Filmfare Awards (o Oscar na Índia), além de ser embaixador da Unesco.

Desconhecer o fenômeno Shahrukh é uma desatenção do ocidente com a Bollywood que cresce a ponto de rivalizar com a original em Los Angeles. Em 1913, o primeiro filme foi produzido no país, em 1930 eram 200 produções por ano. Hoje, a indústria que se alimenta com mais de mil filmes anualmente chega a movimentar 28 bilhões de dólares. A Índia é o segundo país mais populoso do mundo (só perde para a China), com 1,3 bilhão de habitantes.

Veja o vídeo de uma multidão saudando o ator na cidade indiana de Cochim, após a inauguração de um shopping de tecidos em 2011:

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Para Jean Wyllys, Sérgio Moro é “desumano e desrespeitoso” e gosta de “ternos pretos cafonas”

Deputado federal pelo Rio de Janeiro, o baiano Jean Wyllys chamou Sérgio Moro de “um juiz arbitrário que age por convicções e não por provas“. As críticas foram publicadas pelo parlamentar e jornalista por um vídeo na conta pessoal de twitter.

Repudiando a sentença do magistrado (“condenou o presidente Lula sem provas”), Jean diz que a pena de nove anos e seis meses seria uma menção aos nove dedos do ex-presidente. Para Wyllys, Moro gosta de chamar Lula de “Nine”, embora esse apelido tenha aparecido pela primeira vez na lista de suposta propina da OAS, delatada por Léo Pinheiro.

Veja o video completo com as críticas de Wyllys a Moro:

“Sérgio Moro é um juiz com convicções políticas e partidárias”, assegura Jean, chamando a sentença de “um fim melancólico para um homem que foi considerado herói“.

Jean Wyllys também diz que Moro “gosta de se vestir com ternos pretos cafonas, com aquela voz que não combina com sua cara“.

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“Michel Temer é um ex-presidente em atividade”, avalia deputado federal Jorge Solla (PT)

Deputado Federal em primeiro mandato, Jorge Solla (PT) garante que abdicaria de concluir caso houvesse antecipação de eleições e enxerga como questão de tempo a deposição (ou renúncia) do presidente Michel Temer. “Quando eles definirem qual o nome do novo capataz que vai tentar destruir os direitos dos trabalhadores e acabar com a previdência pública, isso (o afastamento de Temer) vai acontecer”, declarou o parlamentar, sem especificar quem são os “eles” da frase.

“Temer é um ex-presidente em atividade”, concluiu, falando sobre o chefe do executivo ameaçado ainda mais pelo relatório que Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) fez para a Comissão de Constituição e Justiça recomendando que a Câmara aceite a denúncia contra o presidente.

A declaração de Solla foi dada no programa Reunião de Pauta, transmitido com exclusividade pelas redes sociais do Aratu Online (www.facebook.com/aratuonline). Ele disse ser adepto da tese da eleição direta, mesmo que custasse o fim do próprio mandato. E, nesse caso, já dá como certa a eleição do ex-presidente Lula. “Se a gente antecipar a eleição, ele (Lula) vai pegar com um estrago menor. Se passar mais um ano o numero de desempregados vai ser maior, a destruição da imagem das instituições vai ser maior.”

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Mesmo assim, sustentou críticas. “O governo Lula teve conquistas fantásticas na economia, na área social. Mas o governo Lula não avançou na área da comunicação, em que cinco famílias mantém monopólio. Regulamentação é não permitir que concentração tão grande que editorial que prevalece naquele núcleo da mídia seja rolo compressor no país inteiro. Lula não avançou na questão tributária, nós temos concentração de imposto mais injusta do mundo”, detalhou.

Ao comparar o trabalho da sucessora, chegou a dizer que Dilma Rousseff foi “liberal demais”. “Ela saiu da política de valorização do consumo de massa e de incorporação da população no consumo. Pra mim, a maior bola fora de todas foi a isenção (de taxas) para a indústria, sem criar mecanismos para monitorar. No segundo mandato, ela ficou liberal demais na economia“, condenou, ressaltando a nomeação de um ministro da Fazenda (Joaquim Levy) é indicado pelas instituições financeiras.

Sobre a saúde na Bahia, Solla ressaltou avanços nos últimos dez anos. “Entregamos cinco grandes hospitais: o hospital do Subúrbio, o Hospital Estadual da Criança em Feira, o Hospital Regional de Juazeiro, o Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus e Hospital de Irecê. E deixamos vários projetos encaminhados, com recursos captados, como o HGE2, o Hospital da Chapada e o Hospital da Costa do Cacau. O governador Rui Costa tem dado prosseguimento”, enumerou. Em nenhum momento, Solla citou o nome de Fábio Villas Boas, o seu sucessor, sobre o qual se comenta que há um conflito.

No programa completo, ele comenta as relações do governo com JBS, diz que José Serra é um dos homens mais ricos do país, responde ao presidente do PSDB na Bahia, João Gualberto, e faz piada com os 300 deputados “flexíveis” do Congresso (algo parecido com os 300 picaretas com anéis de doutor?)

 

Assista ao programa completo clicando aqui:

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Vice líder do prefeito na CMS, vereador que perdeu 35 quilos critica educação do estado e desafina ao violão

Vice líder do governo na Câmara de Salvador, o vereador Duda Sanches (DEM), de 27 anos, não esperava um violão pronto – e afinado – para que pudesse tocar num estúdio de televisão. Habituado a postar vídeos em redes sociais dedilhando acordes e murmurando letras, ficou visivelmente constrangido em fazer a mesma coisa diante de câmeras maiores que as comuns aos smartphones.

Veja o resultado neste vídeo:

O desafio foi feito no Reunião de Pauta, programa exibido com exclusividade pelas redes sociais da Aratu (www.facebook.com/aratuonline). Durante quase uma hora, além de falar da relação entre pais e filhos na política (o pai dele, Alan, de quem praticamente herdou uma cadeira na Câmara de Vereadores, agora é deputado estadual), comentou o constrangimento do vídeo de Geddel Vieira Lima (PMDB) prestando depoimento, criticou o atual secretário estadual da Educação, Walter Pinheiro (PT) e confessou ter votado em Lula para presidente.

“Eu respeito muito o trabalho do senador Walter Pinheiro, mas recentemente ele fez críticas ao prefeito ACM Neto, quando a gente vê uma Secretaria de Educação (do governo) completamente apagada. Não mostra eficiência no combate à evasão escolar. O (colégio) Odorico Tavares, um símbolo da educação em Salvador, caiu até o teto do ginásio. Isso mostra a dificuldade de acompanhamento de como andam os colégios aqui no município”, condenou o vereador, antes de concluir: Eu admiro como político, mas, como secretário, precisa mostrar serviço”

A respeito da prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, padrinho político do vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis (PMDB), Duda foi econômico nas palavras:

Eu não desejo isso pra absolutamente ninguém. Uma situação que nós percebemos como deve estar sua família. O ministro Geddel está custodiado, vai prestar os esclarecimentos, cabe aos juízes que estudaram e são legitimados pra decidirem o futuro dele”, declarou.

Em outra resposta, o parlamentar não foi tão enfático em defender a capacidade dos juízes. “São três poderes independentes. O momento que termina o poder de um começa o de outro. Hoje o judiciário vem tomando decisões e medidas que fragilizam o próprio judiciário e superam as suas atribuições”, enfatizou.

“A gente vê isso muito claro quando o Supremo quis afastar o Renan Calheiros e ele se negou a sair. Você viu que o senado não ia afastar o Renan mesmo quando o Supremo disse que ele teria que sair. O Senado entendeu que já estava invadindo o espaço, o Supremo já não tinha condições para fazer aquilo. Isso mostra a fragilidade“.

Na parte mais descontraída do programa, ele (autor de projeto de lei anti-corrupção) jurou nunca ter traído a noiva, com quem mantém um relacionamento de seis anos. Falou sobre regime, atividade física e o fato de ter perdido 35 quilos, com fotos dessa evolução expostas no perfil de instagram @dudasanchesvereador. “Voltei ao peso ideal, saudável, podendo seguir minha vida sem problemas”,

Assista ao programa completo clicando aqui:

 

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Com lágrimas e sem o implante capilar que inspirou Walter Pinheiro, Geddel lamenta: “imenso constrangimento”

Além de constrangimento, lágrimas e insistentes negativas sobre obstrução da justiça, o depoimento do ex-ministro baiano Geddel Vieira Lima expôs a perda da cabeleira que ostentava desde 2011. O implante foi resultado do trabalho do cirurgião capilar Clerisvaldo Almeida Souza, o mesmo que realizou a repaginação do visual do senador licenciado e atual secretário da Educação da Bahia, Walter Pinheiro (PT).

Geddel antes e depois do implante capilar (Fotos: UOL/Notícias)

As queixas de Geddel são de perder os cabelos. Ao longo de quase 1h30 de depoimento ao juiz Vallisney de Souza Oliveira, titular da 10a Vara da Justiça do Distrito Federal, o político tenta desmentir pressão sobre outros suspeitos. “Tudo isso pra mim é uma surpresa, tenho 58 anos de idade e nunca tive nenhum tipo de problema. Coopero com a justiça e sempre cooperei. Nunca cometi nenhuma atitude que oferecesse algum embaraço à justiça, muito ao reverso”.

O momento mais tenso foi ao saber que ficaria preso por tempo indeterminado (Leia aqui a reportagem do AratuOnline). “É um imenso constrangimento que estou vivendo do ponto de vista pessoal, moral e à memória do meu pai. Farei tudo o que for determinado para que meu filho cresça sustentando o meu nome”, declarou o baiano.

Já desprovido das madeixas, assim como aconteceu com Eike Batista e Sérgio Cabral, Geddel disse ter achado desnecessário usar algemas. “Não teve nenhum mau trato, nenhum problema. Surpreendentemente, dentro do carro, fui algemado, achei que não havia necessidade disso. Lá chegando (na Papuda), fui bem recebido, não recebi tratamento diferenciado, nem pra melhor, nem pra pior, em relação aos demais custodiados”.

 

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E se os contos de fadas tivessem personagens negros e rastafaris? Uma baiana deu a resposta

Fadas que se alimentam de acarajé, uma Chapeuzinho Vermelho filha de santo, dreadlocks nos cabelos da princesa: o que poderia ser delírio de algum visitante inspirado por cenas e por vapores no Pelourinho virou história da carochinha.

Uma baiana radicada na Suíça escreveu literatura infantil com o sotaque e a roupagem de crônicas que poderiam ser o cotidiano do Centro Histórico de Salvador. “Os Contos de Fadas na Realidade Afro-baiana” trazem a releitura dos clássicos com personagens negros, candomblé, folclore, música de Olodum e Timbalada.

A autora Maria Izabel Nascimento Muller classifica a obra como um exemplar do que chama de muvulcultura, histórias de baianidade que podem envolver tanto a miscigenação de anjos, como uma Rapunzel Rastafari.
A publicação será lançada no dia 7 de julho, na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, no Largo de Nazaré, em Salvador, às 15h.

Maria Izabel contabiliza episódios de racismo, sobretudo no período de 33 anos em que lecionou na rede pública em Salvador e percebeu muita discriminação no ambiente escolar. Em 2002, casou com um suíço e passou a morar na Europa.

Maria Izabel trabalhou mais de 30 anos como professora da rede pública, em Salvador, antes de mudar para a Suíça

Há 68 anos, ela nasceu em Jacobina, onde se formou em Magistério. Mudou para Salvador, após prestar concurso para professora. Graduou em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, pela Universidade Católica de Salvador (Ucsal) e fez pós-graduação em Estudos Afro e Tradição e Cultura, nas Universidades Federal (UFBA) e do Estado da Bahia (Uneb).

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Nos anos 2000, Trabalhou como voluntária para Organização das Nações Unidas (ONU) e hoje se divide em viagens com o marido e trabalhos sociais pelo mundo.

Para publicar 200 exemplares, ela precisou investir R$ 8 mil das próprias economias. Cada livro será vendido por R$ 30 e pode ser adquirido no dia do lançamento ou pelos telefones 71 98806-4872 ou 71 3230-1219.

 

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“É frustrante ver o nível da punição para a JBS”, confidencia executivo da Odebrecht

As sanções da justiça para o grupo J&F Investimentos – controlador da JBS -, consideradas brandas por muitos brasileiros, também são contestadas por alguns diretores da Odebrecht. Na sede baiana do grupo que teve 77 executivos investigados, com R$8 bilhões de multa, e prisão do ex-presidente, Marcelo, os colaboradores acreditam que houve parcimônia na multa anunciada pelo Ministério Público de R$10,3 bilhões para a JBS, sem a prisão dos delatores.

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“É frustrante e revoltante perceber que, mesmo após a delação dos piores crimes possíveis, a punição para a JBS foi apenas de ordem econômica e ninguém foi preso“, confidenciou um executivo que prefere não ser identificado.

Ao longo da conversa, o mesmo executivo chegou a dizer que não consegue engolir o fato de Joesley Batista ter feito as denúncias e ter garantida a liberdade de viajar para Nova Iorque com a família.

 

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Multa bilionária, demissão de 100 mil funcionários e a promessa da Odebrecht de investir R$65 milhões contra corrupção

Depois de acordo de leniência com Ministério Publico Federal do Brasil e Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que teve pagamento de multa superior a R$8 bilhões a e obrigatoriedade de divulgação de princípios éticos, a Odebrecht vai aumentar em seis vezes o orçamento para a Conformidade (ou Compliance). Em 2015, cerca de R$11 milhões foram usados nesse segmento. Para 2017, a previsão é de R$ 65 milhões, mais cerca de R$ 60 milhões para contratação de monitores independentes, que vão auferir como o Grupo está cumprindo as metas acordadas com os órgãos de justiça.

Internamente, os executivos consideram fundamentais as estratégias para recuperar o respeito da sociedade, o que a própria holding chama de “direito de existir” e “direito de conviver”. Antes da crise e da prisão dos principais executivos (o ex-presidente Marcelo Odebrecht, neto do fundador Norberto, detido desde junho de 2015 e condenado a 19 anos de de cadeia), o grupo tinha índice de reputação de 65%. Agora está em 16,9%. A empresa também encolheu mais da metade, perdendo 100 mil colaboradores nos últimos anos. Dos 77 delatores da empresa, 51 foram demitidos e 26 continuam a serviço.

Uma das medidas práticas foi a criação da Linha de Ética, um canal de comunicação com atendimento 24 horas por telefone (0800 377 8011) ou internet (www.odebrecht.com/linhadeetica) para atender a denúncias sobre qualquer comportamento inadequado. Segundo a empresa, a linha de comunicação é operada por empresa terceirizada, o que garantiria sigilo e confidencialidade.

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A partir de 22 de março de 2016, considerado nas centenas de unidades das 10 empresas do grupo como o Dia D, quando foi firmado o acordo de colaboração definitiva com a justiça, a empresa passou a ser rigorosa interna e externamente. Os contratos foram revisados e, hoje, os líderes dizem que há um Código de Conduta para os fornecedores, inclusive com avaliação sobre os dirigentes das empresas.

“Não existe mais a possibilidade de contratos que não sejam com as boas práticas. Vamos abrir mão de receitas, se for preciso. Não queremos mais abrir espaço para extorsão”, respondeu a baiana Olga Pontes, 41 anos, Diretora de Conformidade da empresa, a um questionamento deste blog.

Olga Pontes, Diretora de Conformidade da Odebrecht

“Vamos querer saber quais as práticas dos órgãos públicos para combater e controlar a corrupção. Se formos extorquidos ou assediados por qualquer agente público, não podemos apenas sair de fininho. É nosso dever denunciar”, reforçou Olga, que está no sétimo mês de gravidez e pretende criar a filha no Brasil. Ela diz que participou de investigações em que todas as medidas internas foram tomadas e, como não deram solução por envolver agentes públicos, passaram o caso para a Controladoria Geral Da União.

Um seminário interno com 170 líderes foi realizado, no qual o presidente do Conselho de Administração e principal articulador da delação, Emilio Odebrecht, avisou que não aceitaria mais “flexibilização nos negócios”. “Espírito de integridade, é isso o que precisamos”, declarou o decano, filho de Norberto.

Em fevereiro deste ano, o grupo passou a contratar monitores independentes, que têm livre acesso às empresas, para medirem o cumprimento dos acordos de leniência assinados com Ministério Público Federal do Brasil, Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Procuradoria Geral da Suiça e autoridades da República Dominicana e Equador.

Quinze meses após a divulgação dos Dez Mandamentos, a empresa iniciou, pela Bahia, uma jornada para reerguer a reputação, com um ciclo de encontros com jornalistas para mostrar as práticas contra a corrupção. Segundo Olga Pontes, 41 anos, a alta liderança da Odebrecht determinou que a organização adotasse as melhores práticas das principais empresas do mundo.

A raiz encontrada por Norberto Odebrecht que virou símbolo da empresa

“Adianto que estamos determinados a virar a página e deixar no passado erros e práticas que não tenham sido em conformidade com as melhores práticas”, disse Marcelo Gentil, responsável pela comunicação do grupo na Bahia. “A Odebrecht está consciente que cumpriu seu dever ao assumir o compromisso com a justiça. Entendemos que os veículos de comunicação têm o dever de suscitar o debate”.

O grupo atualmente tem 78 mil colaboradores. No melhor momento, as empresas tiveram 180 mil funcionários.

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Na véspera de prisão do irmão Geddel, Lúcio Vieira Lima fez declaração de amor e se dizia apaixonado

Na véspera da prisão do irmão Geddel Vieira Lima, o irmão dele, Lúcio, dizia ter voltado a se apaixonar “depois de velho”. Conforme noticiado em primeira mão pela Folha (clique aqui), Geddel foi preso preventivamente pela Polícia Federal, na tarde desta segunda (3).

A prisão preventiva não tem tempo determinado de duração e é desdobramento da Operação Cui Buono, que investiga esquema de fraudes na liberação de créditos da Caixa, enquanto Geddel era vice presidente de pessoa jurídica da instituição entre 2011 e 2013.

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Na conta pessoal do Instagram, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB) publicou foto com cadelinha neste domingo. “Nunca pense que depois de velho voltaria a me apaixonar, te amo @carreirinhacaca”

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Nunca pensei que depois de Velho voltaria a me apaixonar , te amo @carreirinhacaca

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